O Insurgente

Abril 18, 2008

De que côr será o futuro do PSD?

Arquivado como: Comentário, Política, Portugal — LA @ 9:55 am

Espero que as ideias e propostas dos candidatos à direcção do partido contribuam para que o laranja social-democrata não continue a esconder um interior avermelhado e anti-liberal.

6 Comentários »

  1. Cuidado com o excesso de optimismo…

    Comentário por André Azevedo Alves — Abril 18, 2008 @ 1:43 pm

  2. Na sequência da notícia do abandono de Meneses, já vai surgindo uma lista interminável de proto-candidatos à liderança do PSD. Dá para identificar quatro tipos distintos:

    1. Os habituais, que estavam à espera que o partido batesse no fundo em 2009 para então avançarem e que se vão ter de chegar à frente antes do seu tempo: Marcelo Rebelo de Sousa, Manuela Ferreira Leite, Rui Rio, António Capucho

    2. Santana Lopes, a jogar por fora mas com o sonho de se tornar o Berlusconi de Portugal

    3. Os que pensam que podem ser candidatos, só porque o seu nome surge em alguma blogosfera : Pedro Passos Coelho, Aguiar Branco

    4. E o D. Sebastião acabadinho de aterrar vindo da Goldman Sachs para salvar o PSD: António Borges

    Feliz anda Pacheco Pereira, com o seu frenesim de postas no Abrupto…

    Comentário por Pedro Gomes — Abril 18, 2008 @ 2:25 pm

  3. “Cuidado com o excesso de optimismo…”

    Isso é algo de que, penso, não poderei ser acusado, André.
    Pelo contrário…

    O pouco optimismo que tenho, reservo-o para a possibilidade de virem a ser discutidas ideias que não as mesmas que têm tornado o PSD numa oposição indiferenciada e muitas vezes desorientada face à social-democracia do PS.
    Se as ideias se resumirem a revisitar os mesmos pressupostos “socializantes”, então sim: Sócrates estará para durar e o partido “toranja” tem um futuro irrelevante à sua espera.

    Comentário por LA — Abril 18, 2008 @ 4:07 pm

  4. “O pouco optimismo que tenho, reservo-o para a possibilidade de virem a ser discutidas ideias que não as mesmas que têm tornado o PSD numa oposição indiferenciada e muitas vezes desorientada face à social-democracia do PS.”

    Até agora, os sinais públicos nesse sentido são muito pouco animadores…

    Comentário por André Azevedo Alves — Abril 18, 2008 @ 4:10 pm

  5. A ordenação da lista foi feita tendo como base os seguintes critérios:

    1. Pessoas que, na linha da actuação que Meneses teve para com a presidência de Marques Mendes, foram criticando regularmente o presidente do PSD, e (secretamente?) desejando um resultado miserável do Partido vs. o PS de Sócrates em 2009. Após o desaire eleitora e a consequente saída de Meneses, avançariam então para preparar as legislativas de 2013. Saiu-lhes o tiro pela culatra pois vão ter de se chegar à frente caso estejam realmente interessados em liderar o PSD.

    2. Santana Lopes ambiciona a liderança do partido desde que se tornou líder parlamentar, e se lhe derem a oportunidade quererá certamente “vingar-se” daquelees que lhe retiraram a liderança governativa

    3. Candidatos com pouca ou nenhuma expressão eleitoral entre as bases (que são quem realmente conta nas directas)

    4. Não consigo perceber a fixação de alguns pelo António Borges, que insiste em manter a sua aparência Messiânica…

    No fundo, nenhum dos proto-candidatos me parece ser o sangue novo que o partido precisa para se tornar uma alternativa verdadeiramente credivel a este PS de Sócrates. Para mais do mesmo, ficamos com o original que me parece melhor.

    Comentário por Pedro Gomes — Abril 18, 2008 @ 4:20 pm

  6. “Para mais do mesmo, ficamos com o original que me parece melhor.”

    Infelizmente no PSD há quem seja muito, muito paciente e queira apenas esperar pela sua hora de ser poder (ou continuar a ser).
    Ou seja, “mais do mesmo” com “staying power”.
    Infelizmente, penso que serão a maioria.

    Ainda assim, pode ser que desta vez apareçam algumas ideias mais “liberadas”…

    Comentário por LA — Abril 18, 2008 @ 4:28 pm

RSS feed para os comentários desta entrada. TrackBack URI

Deixe um comentário

Blog em WordPress.com.