O Insurgente

Abril 10, 2008

FMI: já não entende a economia portuguesa?

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Noronha @ 12:03

Post de Tavares Moreira no Quarta República

Como é possível o FMI por em causa uma taxa de crescimento de 2,2%, que sabemos absolutamente garantida – constitucionalmente garantida – e para a obtenção do qual as agências de comunicação tanto têm trabalhado e vão continuar a trabalhar, de forma patriótica, quase sem remuneração como sabemos (recebendo apenas o estritamente necessário para o magro sustento de suas famílias)!

E como é possível o FMI vir questionar a também patriótica previsão/garantia há 2 dias oferecida pelo Gov/BP em memorável declaração na C. C. Luso Britânica, de um crescimento nunca inferior ao da zona Euro e provavelmente superior ao da zona Euro…

Algo de errado se passa no FMI, mas afigura-se ser algo de muito grave.

Parece que esta grande Instituição (não confundir com o SLB) deixou de ter os pés assentes na Terra e provavelmente se encontra a levitar ou terá mudado a residência para outro planeta.

2 Comentários »

  1. “Algo de errado se passa no FMI”

    Concordo. De facto, o FMI aconselhou o governo português a “baixar os impostos, ou aumentar a despesa” (conforme ouvi esta manhã no noticiário da Antena 1) com o fim de estimular a economia. De onde se depreende que o velho FMI, aquele que aconselhava os governos a terem orçamentos equilibrados, custasse o que custasse isso à população, já era. Agora temos um novo e errado FMI, convertido ao keynesianismo.

    Comentário por Luís Lavoura — Abril 10, 2008 @ 13:19

  2. Tem piada estiva a ler o relatório e encontrei lá isto:

    “countries that are close to the 3 percent defi cit limit—such as France, Italy, and Greece [e Portugal...]—should offset at least part of their automatic stabilizers, except in the case of a recession, in which event the Stability and Growth Pact would allow a temporary and small breach of the deficit limit. The hard-won adjustment gains achieved during recent years should not be jeopardized during the coming slowdown, as demographic changes are rapidly affecting the cost of European old-age and health care systems.”

    Comentário por Miguel — Abril 10, 2008 @ 14:40


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