Há uma confusão no episódio de Jorge Coelho com a Mota-Engil. Volto ao assunto: A sua escolha não é ilegal, mas é grave. Grave, não por ser uma má decisão da Mota-Engil, mas por pôr ‘preto no branco’ como é que ‘coisa’ funciona em Portugal: Que são precisos conhecimentos poderosos para vencer. Que há demasiada mistura de papéis, principalmente se tivermos em conta que nos referimos a um ex-ministro das Obras Públicas que vai dirigir uma empresa de construção.
Desta forma, o problema não se encontra na atitude, mas no que ela representa de dependência do Estado. Não tenhamos ilusões: Esta dependência é consequência directa do socialismo, do excessivo poder decisório do Estado e da absoluta necessidade de o agradar.
A incapacidade para compreender o óbvio advém também deste problema.
Exacto. Não está em causa a legalidade nem sequer – infelizmente – a racionalidade da decisão…
Comentário por André Azevedo Alves — Abril 3, 2008 @ 16:16
O problema é que eu não me lembro de ver tanta indignação por parte da blogosfera de direita aquando da ida de Ferreira do Amaral para a Lusoponte… Ou se é coerente ou não se tem moralidade para criticar este facto (que de resto, e aí concordo a 100%, mostra que os empresários deste país “não vão lá” sem uma ajudinha ou outra do Estado, seja através de ministros seja através de ex-ministros…)
Apenas para relembrar:
http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2008/01/no-conheo-joaquim-ferreira-do-amaral.html
http://31daarmada.blogs.sapo.pt/1297777.html
Comentário por Pedro Gomes — Abril 3, 2008 @ 16:33
caro Pedro Gomes, quando Ferreira do Amaral foi para a Lusoponte eu não escrevia em blogues. De qualquer maneira, o que disse sobre Jorge Coelho aplica-se também ao caso de Ferreira do Amaral e de qualquer outro ministro, político, de qualquer partido (do BE ao CDS) que ‘ganhe’, pelo simples facto de ser político, empregos nas empresas, sejam estas públicas ou privadas.
Comentário por André Abrantes Amaral — Abril 3, 2008 @ 16:38
“e aí concordo a 100%, mostra que os empresários deste país “não vão lá” sem uma ajudinha ou outra do Estado”
Falta perceber que isso acontece devido ao excesso de intervenção do Estado na economia e que é uma realidade muito pouco saudável: para o mercado e para a democracia.
Comentário por André Azevedo Alves — Abril 3, 2008 @ 16:51
Um grande empreiteiro, com QREN na calha, só fez bem em arranjar um “abridor de caminhos”…
O regime está cada vez mais “socialista”… ele é banqueiros, ele é empreiteiros, ele é desertores do PSD…capice?
PS
coitado do presidente da câmara de Gaia…
Comentário por Miles — Abril 3, 2008 @ 17:01
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