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	<title>Comentários em: William F. Buckley (3)</title>
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		<title>Por: André Azevedo Alves</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/03/02/william-f-buckley-3/#comment-25652</link>
		<dc:creator><![CDATA[André Azevedo Alves]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 18:54:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Carlos,

Há partes do teu comentário cuja relação com o post francamente não percebo mas acho que entendo a orientação geral.

Às vezes invejo-te todas essas certezas sobre assuntos que a mim me parecem complexos e impossíveis de arrumar dessa maneira. Suponho que assim o mundo fica muito mais simples...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos,</p>
<p>Há partes do teu comentário cuja relação com o post francamente não percebo mas acho que entendo a orientação geral.</p>
<p>Às vezes invejo-te todas essas certezas sobre assuntos que a mim me parecem complexos e impossíveis de arrumar dessa maneira. Suponho que assim o mundo fica muito mais simples&#8230;</p>
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		<title>Por: CN</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2008/03/02/william-f-buckley-3/#comment-25651</link>
		<dc:creator><![CDATA[CN]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 18:16:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mencken sobre Roosevelt

No dia seguinte à sua morte, escreve no seu diário (traduzo livremente e cito de memória): parece-me que Roosevelt vai conseguir subir ao patamar dos grandes presidentes como Lincoln (etc) dado que reúne todas as qualidades que todos &quot;morons&quot; apreciam nos seus heróis.

PS: Ah a &quot;old right&quot;, a velha sabedoria expurgada por Buckley da direita, que recebeu em substituição os intelectuais ex-estalinistas e ex-trotskistas transformados em radicais-anti-comunistas (hoje anti-islamo-fascistas --- whatever that means).

PS2: McCarthy aparece já muito depois de grandes &quot;Old Right&quot; e &quot;isolacionistas&quot; (na altura eram a maior parte proto-libertarians&quot; e nem sequer &quot;proteccionistas&quot; no comércio) como John T. Flyn a profetizar que se iria provar que a admnistração de Roosevelt estava cheio de simpatizantes e colaboradores com a URSS de Estaline (Roosevelt ele próprio com grande afinidade a todos os níveis). Os arquivos da KGB provaram até muito mais que as piores suspeitas.

E que de outra forma poderia Estaline ter ganho totalmente a WWII depois de ter sido de forma conhecida um mass murder nos anos 30 e invasor da Polónia?

Depois cometem (os novos e recentes anti-comunistas) outro erro. Estaline reconhece que o seu territorio já é suficientemente grande e implementa o &quot;socialismo num país&quot; (razão porque via assassinar o internacionalista-pela-revolução-mundial &quot;Trostsky&quot;), passando a defender as fronteiras que Roosevelt e Churchill lhe concedem (está provado que Churchill concordou com a anexação dos paises balticos...porque acima de tudo... como sempre ainda antes do inicio da Primeira Guerra Mundial, é preciso impedir os alemães de algum dia poder fazer sombra ainda que vaga ao Império...Chuchill ainda escrevia como o seu Império iria ainda atingir novos apogeus de glória no pós WWII).

O perigo comunista passou na verdade a ser os nacionalismos anti-colonialistas para quem a ideologia foi mais um instrumento táctico de união da população do que uma realidade que trasformaria o &quot;mundo comunista&quot; numa inimigo comum contra o &quot;ocidente&quot; ou a américa (e logo cedo, a rivalidade não alinhada do maoismo provava isso). Mas medo (interesseiramente propagado) da teoria do dominó que conduziu a grandes erros como o Vietname no entanto subsistia.

Tudo o que Buckley apadrinhou foram intelectuais que falham permanentemente e redondamente mas que como tiram partido do medo e justificam o Estado, estão sempre como abutres na mesa do regime (esteja este à esquerda ou direita).

No final Buckley, imensamente interessante como personagem, mostra-se desiludido com o affair WMD no Iraque, os seus colegas neo-cons encolhem os ombros e deixam no ar que está chéché.

Agora escrevem-lhe os RIPs procurando apropriar-se ainda mais  de todo o espaço da direita, sendo na verdade extremistas ao centro (retiram o que de pior existe de um lado e outro), a que passam chamar de extrema-direita (quando não anti-semita, racistas, etc) tudo o que fica à sua direita.

PS3: O bom libertarianism é o centro oposto - retira o de melhor existe à direita e esquerda. E por isso não existe aliança ou fusionismo possível com o neo-conservadorismo.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mencken sobre Roosevelt</p>
<p>No dia seguinte à sua morte, escreve no seu diário (traduzo livremente e cito de memória): parece-me que Roosevelt vai conseguir subir ao patamar dos grandes presidentes como Lincoln (etc) dado que reúne todas as qualidades que todos &#8220;morons&#8221; apreciam nos seus heróis.</p>
<p>PS: Ah a &#8220;old right&#8221;, a velha sabedoria expurgada por Buckley da direita, que recebeu em substituição os intelectuais ex-estalinistas e ex-trotskistas transformados em radicais-anti-comunistas (hoje anti-islamo-fascistas &#8212; whatever that means).</p>
<p>PS2: McCarthy aparece já muito depois de grandes &#8220;Old Right&#8221; e &#8220;isolacionistas&#8221; (na altura eram a maior parte proto-libertarians&#8221; e nem sequer &#8220;proteccionistas&#8221; no comércio) como John T. Flyn a profetizar que se iria provar que a admnistração de Roosevelt estava cheio de simpatizantes e colaboradores com a URSS de Estaline (Roosevelt ele próprio com grande afinidade a todos os níveis). Os arquivos da KGB provaram até muito mais que as piores suspeitas.</p>
<p>E que de outra forma poderia Estaline ter ganho totalmente a WWII depois de ter sido de forma conhecida um mass murder nos anos 30 e invasor da Polónia?</p>
<p>Depois cometem (os novos e recentes anti-comunistas) outro erro. Estaline reconhece que o seu territorio já é suficientemente grande e implementa o &#8220;socialismo num país&#8221; (razão porque via assassinar o internacionalista-pela-revolução-mundial &#8220;Trostsky&#8221;), passando a defender as fronteiras que Roosevelt e Churchill lhe concedem (está provado que Churchill concordou com a anexação dos paises balticos&#8230;porque acima de tudo&#8230; como sempre ainda antes do inicio da Primeira Guerra Mundial, é preciso impedir os alemães de algum dia poder fazer sombra ainda que vaga ao Império&#8230;Chuchill ainda escrevia como o seu Império iria ainda atingir novos apogeus de glória no pós WWII).</p>
<p>O perigo comunista passou na verdade a ser os nacionalismos anti-colonialistas para quem a ideologia foi mais um instrumento táctico de união da população do que uma realidade que trasformaria o &#8220;mundo comunista&#8221; numa inimigo comum contra o &#8220;ocidente&#8221; ou a américa (e logo cedo, a rivalidade não alinhada do maoismo provava isso). Mas medo (interesseiramente propagado) da teoria do dominó que conduziu a grandes erros como o Vietname no entanto subsistia.</p>
<p>Tudo o que Buckley apadrinhou foram intelectuais que falham permanentemente e redondamente mas que como tiram partido do medo e justificam o Estado, estão sempre como abutres na mesa do regime (esteja este à esquerda ou direita).</p>
<p>No final Buckley, imensamente interessante como personagem, mostra-se desiludido com o affair WMD no Iraque, os seus colegas neo-cons encolhem os ombros e deixam no ar que está chéché.</p>
<p>Agora escrevem-lhe os RIPs procurando apropriar-se ainda mais  de todo o espaço da direita, sendo na verdade extremistas ao centro (retiram o que de pior existe de um lado e outro), a que passam chamar de extrema-direita (quando não anti-semita, racistas, etc) tudo o que fica à sua direita.</p>
<p>PS3: O bom libertarianism é o centro oposto &#8211; retira o de melhor existe à direita e esquerda. E por isso não existe aliança ou fusionismo possível com o neo-conservadorismo.</p>
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