O Insurgente

Março 2, 2008

William F. Buckley (3)

Filed under: Cultura,Internacional,Justiça,Livros,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 16:00

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The Redhunter: A Novel Based on the Life of Senator Joe Mccarthy

Overdrive: A Personal Documentary

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2 Comentários »

  1. Mencken sobre Roosevelt

    No dia seguinte à sua morte, escreve no seu diário (traduzo livremente e cito de memória): parece-me que Roosevelt vai conseguir subir ao patamar dos grandes presidentes como Lincoln (etc) dado que reúne todas as qualidades que todos “morons” apreciam nos seus heróis.

    PS: Ah a “old right”, a velha sabedoria expurgada por Buckley da direita, que recebeu em substituição os intelectuais ex-estalinistas e ex-trotskistas transformados em radicais-anti-comunistas (hoje anti-islamo-fascistas — whatever that means).

    PS2: McCarthy aparece já muito depois de grandes “Old Right” e “isolacionistas” (na altura eram a maior parte proto-libertarians” e nem sequer “proteccionistas” no comércio) como John T. Flyn a profetizar que se iria provar que a admnistração de Roosevelt estava cheio de simpatizantes e colaboradores com a URSS de Estaline (Roosevelt ele próprio com grande afinidade a todos os níveis). Os arquivos da KGB provaram até muito mais que as piores suspeitas.

    E que de outra forma poderia Estaline ter ganho totalmente a WWII depois de ter sido de forma conhecida um mass murder nos anos 30 e invasor da Polónia?

    Depois cometem (os novos e recentes anti-comunistas) outro erro. Estaline reconhece que o seu territorio já é suficientemente grande e implementa o “socialismo num país” (razão porque via assassinar o internacionalista-pela-revolução-mundial “Trostsky”), passando a defender as fronteiras que Roosevelt e Churchill lhe concedem (está provado que Churchill concordou com a anexação dos paises balticos…porque acima de tudo… como sempre ainda antes do inicio da Primeira Guerra Mundial, é preciso impedir os alemães de algum dia poder fazer sombra ainda que vaga ao Império…Chuchill ainda escrevia como o seu Império iria ainda atingir novos apogeus de glória no pós WWII).

    O perigo comunista passou na verdade a ser os nacionalismos anti-colonialistas para quem a ideologia foi mais um instrumento táctico de união da população do que uma realidade que trasformaria o “mundo comunista” numa inimigo comum contra o “ocidente” ou a américa (e logo cedo, a rivalidade não alinhada do maoismo provava isso). Mas medo (interesseiramente propagado) da teoria do dominó que conduziu a grandes erros como o Vietname no entanto subsistia.

    Tudo o que Buckley apadrinhou foram intelectuais que falham permanentemente e redondamente mas que como tiram partido do medo e justificam o Estado, estão sempre como abutres na mesa do regime (esteja este à esquerda ou direita).

    No final Buckley, imensamente interessante como personagem, mostra-se desiludido com o affair WMD no Iraque, os seus colegas neo-cons encolhem os ombros e deixam no ar que está chéché.

    Agora escrevem-lhe os RIPs procurando apropriar-se ainda mais de todo o espaço da direita, sendo na verdade extremistas ao centro (retiram o que de pior existe de um lado e outro), a que passam chamar de extrema-direita (quando não anti-semita, racistas, etc) tudo o que fica à sua direita.

    PS3: O bom libertarianism é o centro oposto – retira o de melhor existe à direita e esquerda. E por isso não existe aliança ou fusionismo possível com o neo-conservadorismo.

    Comentário por CN — Março 2, 2008 @ 18:16

  2. Carlos,

    Há partes do teu comentário cuja relação com o post francamente não percebo mas acho que entendo a orientação geral.

    Às vezes invejo-te todas essas certezas sobre assuntos que a mim me parecem complexos e impossíveis de arrumar dessa maneira. Suponho que assim o mundo fica muito mais simples…

    Comentário por André Azevedo Alves — Março 2, 2008 @ 18:54


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