Colegas ajudaram-na a abortar bebé de cinco meses
Colegas de uma aluna da escola profissional de Torredeita, Viseu, admitiram esta terça-feira que a ajudaram a concretizar um aborto ilegal, forneceram-lhe um medicamento abortivo e só pediram auxílio médico horas depois do feto de cinco meses ter sido expelido.
(…)
«Éramos todas a gritar, ninguém sabia muito bem o que fazer», contou uma das jovens, admitindo que havia a noção de que podia estar em causa «um crime, porque era uma vida que estava em jogo».
A jovem que acompanhou a grávida do quarto à casa de banho por esta se estar a sentir enjoada, contou que, assim que ela se sentou na sanita, o bebé caiu.
«Quando vi aquilo fiquei em pânico», afirmou a jovem de 20 anos, contando que, como o bebé estava vivo, ainda o tentou embrulhar numa toalha da mãe, mas esta impediu-a, dando-lhe instruções para que o deixasse morrer.
alguém ainda me há de explicar o argumento do “meu corpo“
Comentário por Filipe Melo Sousa — Fevereiro 13, 2008 @ 02:13
Haviam de pedir responsabilidades a quem andou a dizer à boca cheia, que “aquilo” era um ovo, e não um pinto e muito menos um frango!
Comentário por Xico — Fevereiro 13, 2008 @ 09:14
Não vejo onde é que o André vê “cultura da morte” em meia-dúzia de adolescentes tentarem resolver um problema de uma delas de forma amadora e barata.
Eu apenas vejo irresponsabilidade e amadorismo nisto. Não vejo cultura nenhuma.
Comentário por Luís Lavoura — Fevereiro 13, 2008 @ 11:23
O Luís Lavoura não vê, pela simples razão de que este assassinato, para ele, não passa do resolver de um problema “de forma amadora e barata”. Ou seja, deitar fora a coisa humana.
Estaline e Hitler – como tantos outros – também resolveram muitos problemas. Só que de forma profissional, e não necessariamente barata.
Comentário por nuno nasoni — Fevereiro 13, 2008 @ 11:26
nuno nasoni:
Está enganado, não vê porque aquilo que as jovens fizeram é deplorável e em qualquer dos casos ilegal e punível criminalmente. Tem tanta relevância como a noticia de mães que matam 5 filhos por exemplo. O mundo tem destas coisas, é feio, sujo, imperfeito… get over it.
Comentário por João — Fevereiro 13, 2008 @ 12:55
Num mundo ideal não havería abortos!
Mas não vivemos num mundo ideal.
Acho muito interessante que se coloque a questão em termos de assassinato.
As crianças que morrem diáriamente pelas mais diversas razões estúpidas não nos retiram um segundo de sono. As que são escravizadas para que tenhamos os nosso chinelos a um euro ou o nosso movel IKEA, a cem euros.
Somos todos senhores do mundo e donos de uma moral superior para criticarmos os actos dos outros.
O desespero dessa rapariga que a levou a esse extremo não nos entra na cabeça. Mas batemos com o punho no peito e dizemos que somos melhores.
A rapariga até se divertiu com o processo, não foi?
A rapariga em também podería ter morrido!
O que eu acho é o seguinte: que merda de sociedade é esta em que têm que ocorrer estes filmes de terror, classe B?
Comentário por Daniel Azevedo — Fevereiro 13, 2008 @ 13:26
mas afinal quem matou o puto, foi a miúda, ou a tal de “sociedade“
Comentário por Filipe Melo Sousa — Fevereiro 13, 2008 @ 14:26
“O desespero dessa rapariga que a levou a esse extremo não nos entra na cabeça. Mas batemos com o punho no peito e dizemos que somos melhores.
A rapariga até se divertiu com o processo, não foi?
A rapariga em também podería ter morrido!”
eu não bato com o punho no peito nem digo que sou melhor, porque para isso já temos a esquerda moralista , mas afirmo que com esta “brincadeira” se matou um ser humano, quer você queira ou não!!
Comentário por tric — Fevereiro 13, 2008 @ 14:30
Caro João,
No caso da mãe que mata 5 crianças, não viria nenhum Luís Lavoura dizendo que foi um caso de irresponsabilidade (e percebe-se bem demais porque usou esta palavra para descrever o acto). Ao utilizar esse termo está-se, implicitamente, a desvalorizar o caso, a pô-lo ao nível de um qualquer acto irreflectido, sem consequências de maior. E é aqui, nesta desresponsabilização de um acto hediondo, que está a tal cultura da morte. A cultura não estará tanto num acto isolado, está na forma como logo aparecem vozes a desculpabilizá-lo.
Numa segunda observação, refere que o que as jovens fizeram é deplorável, ilegal e punível criminalmente. Totalmente de acordo! Aguardo, portanto, o desenrolar do processo criminal que, seguramente, será iniciado. Também será um bom indicador se vivemos, ou não, na tal cultura de morte. E se vivemos num Estado de Direito.
Comentário por nuno nasoni — Fevereiro 13, 2008 @ 14:37
“O desespero dessa rapariga que a levou a esse extremo não nos entra na cabeça. Mas batemos com o punho no peito e dizemos que somos melhores.
A rapariga até se divertiu com o processo, não foi?
A rapariga em também podería ter morrido!”
Bem, pelo que li na pág. 3 do JN, a pobre da rapariga não só já terá feito 5 abortos – com 19 anos é obra! – como, depois de despejar, literalmente, a coisa na sanita, “foi ler revistas para a cama”, segundo as parturientes de ocasião.
Melhor, ou pior se quiserem, do que isto não há.
Mas os abortos são assim: estúpidos e genericamente sem razão a não ser, como se suspeitava, “porque sim”.
Comentário por nem estranho não estranhar — Fevereiro 13, 2008 @ 18:14
Não era para acabar com estes “desesperos”, que tanta peninha fazem ao Daniel Azevedo, que se “despenalizou/liberalizou o aborto? A hora das lágrimas já passou (de crocodilo, entenda-se)! Os seus camaradas de luta já passaram ao “gargalhar dos néscios”; fico à espera do 3º acto: a eutanásia a pedido… vá-se lá saber de quem!
Comentário por Maria — Fevereiro 14, 2008 @ 02:28
[...] caso relatado aqui abaixo pelo André Azevedo Alves pode (e deve) tornar-se um caso paradigmático da boa-fé e do cumprimento da nova lei do aborto, [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » E agora? — Fevereiro 14, 2008 @ 14:18
[...] sobre esta notícia, Maria João Marques salienta o papel das madrinhas do Cytotec na comunicação social: Nem sei bem [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » O aborto e a cultura da morte (2) — Fevereiro 15, 2008 @ 16:09
[...] complementar: O aborto e a cultura da morte; O aborto e a cultura da morte [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » O aborto e a cultura da morte (3) — Fevereiro 16, 2008 @ 20:09
“A rapariga até se divertiu com o processo, não foi?”
a rapariguinha ficou tão afectada que até foi, segundo relatos das colegas, para o quarto ler uma revista… mas parece que ja é uma “profissional” nestas coisas, foi o 3º aborto que ela fez…
Comentário por Ferrinhos e Rodriguinhos — Fevereiro 17, 2008 @ 01:49
Cara “Maria”
“Não era para acabar com estes “desesperos”, que tanta peninha fazem ao Daniel Azevedo, que se “despenalizou/liberalizou o aborto?”
“Peninha” tenho eu de pessoas como a Maria, que só conseguem argumentar através da diminuição do adversário e não dos seus argumentos…
“Os seus camaradas de luta já passaram ao “gargalhar dos néscios”; ”
Gostava de saber que camaradas se refere, pois deve estar muito bem informada acerca de quem não conhece. Melhor até do que eu.
Enfim…
Caro “nem estranho não estranhar” e “Ferrinhos e Rodriguinhos ”
“Bem, pelo que li na pág. 3 do JN, a pobre da rapariga não só já terá feito 5 abortos – com 19 anos é obra! – como, depois de despejar, literalmente, a coisa na sanita, “foi ler revistas para a cama”, segundo as parturientes de ocasião.
Melhor, ou pior se quiserem, do que isto não há.”
Se assim é, então o caso ainda é pior! Trata-se de uma patologia neurótica e de uma total falta de conhecimentos e responsabilização.
Essa rapariga deve ser entregue a um especialista em doenças mentais. E, claro, deve sofrer as consequÊncias dos seus actos.
Aliás, nunca percebi pq é que quem fazia abortos antes da despenalização não ía preso. A lei existe e tem que ser respeitada.
Esta é a minha opinião, agora se os colegas de forum querem reduzir o debate a uma questão entre esquerda/direita (como o fez a Maria) só tenho a dizer que o meu universo tem mais do que duas dimensões.
Comentário por Daniel Azevedo — Fevereiro 17, 2008 @ 20:03