O ponto forte do Estado social é a sua presença. Presença em todos os aspectos; a todos os níveis: Na saúde, com hospitais, centros de saúde e médicos de família; na educação, com escolas grátis para todos; na Segurança Social, com a protecção total, numa velhice garantida.
É o seu ponto forte, porque é o que lhe garante votos. O que forçou todos a serem socialistas. A acreditarem no socialismo e a suspeitarem da iniciativa privada; do lucro; do investimento não altruísta.
Até ao dia em que algo começou a mudar; em que o feitiço se virou contra o feiticeiro. Lentamente, por razões diversas, como sejam a crise demográfica ou os baixos índices de produtividade, o Estado social tem de reduzir custos. Cortar nos serviços, principalmente nos de fraco retorno, como sejam os das regiões do interior.
Povoações inteiras estão a ser deixadas à sua mercê pelo Estado social. É o caso da região de Trás-os-Montes, onde o serviço de urgência do hospital de Chaves foi desclassificado e o do centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar, encerrado. O que é interessante, neste caso concreto, é saber que em Chaves abriu um hospital privado, com maternidade. Reparar que é a iniciativa privada quem está a preencher a lacuna. Quem está a investir nos locais que o Estado entendeu não serem rentáveis.
O Estado social está a ser destruído por socialistas, ao mesmo tempo que os serviços sociais estão a ser prestados por privados.
Um fenómeno ainda pequeno, mas da máxima importância. Um facto que pode mudar o discurso político, pois a única forma de apoiar, de estar próximo das populações é, cada vez mais, através da iniciativa privada. É cada vez mais acreditando na capacidade das pessoas, na iniciativa dos cidadãos, que as populações mais carenciadas são assistidas nas suas necessidades.
O socialismo está a perder capital político.
Este fenómeno, do Estado social voltar as costas às pessoas, vai ser o motor de uma nova cultura política. Quando tal acontecer, essa nova forma de encarar a vida social será o motivo de maiores mudanças.
“em Chaves abriu um hospital privado, com maternidade”
É muito fácil construir um edifício e pôr-lhe uma tabuleta a dizer “hospital”. Se o edifício tiver condições de conforto próprias de um hotel (quartos privativos, música ambiente, etc), a população acorrerá toda ao novo “hospital” privado e dirá que é excelente, uma maravilha, que até dá gosto estar doente, etc.
Muito mais difícil é, com um orçamento limitado e com uma clientela relativamente pequena, garantir que esse “hospital” tem condições de qualidade e segurança CLÍNICAS aceitáveis.
Em Portugal há muitos “hospitais” privados e muitas “universidades” privadas. Eu diria que muito poucos desses “hospitais” oferecem saúde de uma razoável qualidade e segurança, e que muito poucas dessas “universidades” oferecem uma educação de qualidade.
Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 22, 2008 @ 15:46
Os actuais politicos são os mesmos da descolonização apressada e sem método.Mas mandem fazer uma auditoria independente aos custo do já não existente império, lá fora e cá dentro e terão desagráveis surpresas.Por isso é que o NORTE e o INTERIOR se estão a lixar além claro dos reformados com mais de 2444 euros de reforma, uma FORTUNA, que têm de pagar todos os desvarios desta classe politica corrupta,oportunista,anti-patriótica,internacionalista,quadrilheira e que NADA representa.GOVERNA-SE pura e simplesmente.
Comentário por Miles — Janeiro 22, 2008 @ 15:49
Mas subjugado o poder económico, que depende do poder político, e com os jornais e televisões e rádios (-rtp-a1) com patrões próprios, o socialismo tem tido sondagens positivas, apesar de tudo, controlando a informação. E da desinformação nasce a dita dura.
Comentário por nem estranho não estranhar — Janeiro 22, 2008 @ 17:02
“em Chaves abriu um hospital privado, com maternidade”
Eu acrescento ao que disse o Luis Lavoura: Esse hospital privado tem urgências 24 horas por dia? Esse hospital privado é para toda a gente ou só para quem pode pagar? Esse hospital privado surgiu do nada, e agora está a enriquecer que autarcas?
Pois é… Eu também gostava de ver muitos liberais a irem viver uns anitos para os EUA e gozarem dos cuidados de saúde deles (não podendo pagar muito, claro!). Garanto que mudavam de opinião!
Comentário por Daniel Azevedo — Janeiro 23, 2008 @ 08:10