O Insurgente

Janeiro 22, 2008

Cafés, bares, restaurantes, tascas, casas de pasto, tabernas, discotecas, boites, casinos

Arquivar em: Comentário, Nanny State Watch, Portugal — LA @ 11:01

São negócios privados.
Eu repito, caso algum dos burocratas assalariados do estado, rapazes com empregos e socialistas assortidos não tenha percebido à primeira.
São negócios privados.
São negócios privados.
São negócios privados.
São negócios privados.
São negócios privados.
Não são espaços públicos de propriedade partilhada.

Ah! E quanto à iminente proibição de lareiras, fogueiras e fumeiros diversos, parece-me que se prepara um “cross-sell” para a cruzada anti-obesidade. Não faltará muito até um qualquer filho da puta levantar o dedinho e advertir do cataclismo que nos aguarda se continuarmos a deglutir chouriços, linguiças ou presuntos (per)fumados.
Com licença, mas à falta da tag correspondente: puta que os pariu!

41 Comentários »

  1. Não sabia que por se ser um negócio privado se estava acima dos regulamentos que, em principio, são feitos para melhorar a convivencia entre individuos.

    O LA pode não apreciar a nova lei, mas argumentar que por se ser privado estamos acima dela, leva a caminhos pouco saudáveis.

    Comentário por Daniel Azevedo — Janeiro 22, 2008 @ 11:42

  2. Explique-me por favor esta questão.
    O seu carro é propriedade privada.
    Porque razão quando guia coloca o cinto de segurança?
    E já agora se lhe apetecer porque é que não conduz sempre pela esquerda?
    Os restaurantes é claro que são propriedade privada, mas também são espaços públicos e quanto mais públicos mais ganham, ou não será assim?

    Comentário por Fado Alexandrino — Janeiro 22, 2008 @ 11:54

  3. LA, se esse é o teu único argumento, então sugiro que o repitas mais vezes, para ele ficar mais forte. Já agora escreve em maiúsculas. Aí é que o argumento ficará imbatível e de uma solidez a toda a prova.

    Comentário por LA-C — Janeiro 22, 2008 @ 12:01

  4. “O seu carro é propriedade privada.”

    Mas as estradas não são (bem, até podem ser). O proprietário da estrada tem todo o direito de impor regras que considere adequadas.
    O mesmo deveria acontecer com os establecimentos privados que deveriam poder establecer livremente as regras no seu interior.

    Comentário por Miguel — Janeiro 22, 2008 @ 12:01

  5. LA-C,
    Esse é mesmo o meu único argumento: são locais de propriedade privada. Infelizmente, tenho visto muitas vezes que ele é preterido a favor de um suposto direito a fumar, como se este último existisse per si, não ligado à liberdade individual.
    Repito então: “São negócios privados.”
    Eu sei que por entre nós, para quem não vê a protecção dos direitos da propriedade privada como base da liberdade de cada um de nós, esse argumento é bem minúsculo. E cada vez que é repetido, embate contra um muro de surdez (dando origem a textos onde se esquece que esse é provavelmente o argumento base de qualquer posição liberal sobre esta legislação, em favor da descoberta de novos direitos…).
    Daí que agradeço as tuas sugestões sobre como aumentar o impacto do argumento! ;)

    Comentário por LA — Janeiro 22, 2008 @ 12:16

  6. Os Cafés, bares, restaurantes, tascas, casas de pasto, tabernas, discotecas, boites são, ao contrário das estradas, espaços privados onde cada um tem a liberdade de ir, ou não ir, de consumir, ou de não consumir.

    Toda e qualquer regulamentação imposta sobrepõe-se à decisão que o proprietário já terá tomado para mediar a convivência entre os seus clientes. Em geral as pessoas que
    impõem
    impõem
    impõem
    esses regulamentos são mandatados por indivíduos que não estão interessados em ir a esses estabelecimentos devido ao modo como o estabelecimento é gerido. Como a mediação não lhes corre de feição, recorrem a quem tem uma
    arma
    arma
    arma
    na mão, usa coletes à prova de bala, e recebe formação de polícias antiterroristas para entrar em restaurantes e impor-lhes a ementa, a decoração da casa de banho e os hábitos de saúde e higiene que deverão manter no seu interior.

    Comentário por Filipe Melo Sousa — Janeiro 22, 2008 @ 12:19

  7. “Eu sei que por entre nós, para quem não vê a protecção dos direitos da propriedade privada como base da liberdade de cada um de nós, esse argumento é bem minúsculo.”

    Então porque não fala assim acerca da regulamentação anti-ruído?
    Tb estou em espaço privado passo então fazer o chavasco que quiser?… Bem, até vir o gorila do vizinho e me partir os dentes pq o acordei!

    O problema disto tudo são os calos de muita gente que estão a ser pisados.

    Comentário por Daniel Azevedo — Janeiro 22, 2008 @ 12:33

  8. os establecimentos privados que deveriam poder establecer livremente as regras no seu interior.

    Mas claro que podem.
    Qualquer dono de restaurante pode declará-lo “zona de fumador”.
    Tem é que gstar dinheiro para pelo menos proteger os seus empregados que não fumem.
    Então?

    Comentário por Fado Alexandrino — Janeiro 22, 2008 @ 13:12

  9. “Então porque não fala assim acerca da regulamentação anti-ruído?”

    Porque o ruído estravasa o espaço privado como é óbvio, não percebo dificuldade em entender uma coisa tão simples.
    Se casa estiver bem insonorisada o problema não se coloca
    não é?

    “O seu carro é propriedade privada.
    Porque razão quando guia coloca o cinto de segurança?”

    A única razão que eu vejo é o facto dos impostos pagarem a deslocação e os tratamentos que são potencialmente mais caros em caso de acidente. Nos EUA em várias estados ou Condados também não é obrigatório cinto ou capacete de mota.

    Comentário por lucklucky — Janeiro 22, 2008 @ 13:29

  10. ERRATA

    Onde se lê “Qualquer dono de restaurante pode declará-lo “zona de fumador”. Tem é que gstar dinheiro para pelo menos proteger os seus empregados que não fumem.”

    leia-se

    Os donos de restaurantes com área inferior a 100m2 podem declarar-se zona de fumador, os restantes poderão fazê-lo em 30% da área. São nesse local coagidos por pessoas que não frequentavam, ou não gostavam de frequentar o seu restaurante a gastar somas avultadas em equipamentos que não são necessários para angariar um número suficiente de clientes satisfeitos.

    Comentário por Filipe Melo Sousa — Janeiro 22, 2008 @ 13:30

  11. Os negócios privados obedecem, em Portugal e em qualquer país civilizado, a diversas normas impostas pelo Estado.

    Por exemplo, uma farmácia é um negócio privado, mas tem que obedecer aos mais diversos requisitos. Tem que ter um licenciado em farmácia presente, só pode vender certo tipo de produtos, etc.

    Um hospital ou uma escola também podem ser negócios privados mas também têm que obedecer a imensos requisitos. (Entre outras coisas, é proibido fumar nos hospitais e nas escolas, apesar de se tratar de negócios privados.)

    Um supermercado é um negócio privado mas tem que obedecer a imensos requisitos (área, horário, e muitas mais coisas).

    Enfim, os restaurantes, como todos os outros negócios privados, têm que obedecer a montes de regulamentações.

    Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 22, 2008 @ 14:54

  12. “os establecimentos privados [...] deveriam poder establecer livremente as regras no seu interior”

    Não podem, nem cá nem em nenhum país civilizado.

    Em todos os países civilizados os estabelecimentos abertos ao público têm que obedecer a certas regras. Não podem, em sítio nenhum do mundo, abrir as portas ao público e dizer “só entra quem quer”. Não. Em sítio nenhum do mundo isso se passa assim.

    Aliás, em Portugal isto é assim com os restaurantes, os quais têm que obedecer a imensas regras (por exemplo, sobre a existência e as condições das casas-de-banho), e com montes de outros estabelecimentos. Só por puro oportunismo demagógico é que o LA pode agora pretender singularizar os restaurantes neste caso da lei do tabaco, como se não fosse já assim com todos os estabelecimentos abertos ao público.

    Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 22, 2008 @ 15:00

  13. Por exemplo, a presente lei também proíbe o fumo nos hospitais, incluindo os hospitais privados. Idem nas escolas.

    Não percebo porque é que o LA, nas suas questões de princípio, não debate este ponto tão importante, em vez de se focar nos restaurantes.

    Só posso atribuir isto a demagogia e oportunismo da parte do LA, que procura captar “votos” para a sua causa na área dos fumadores.

    Só que, LA, simultâneamente terá boas hipóteses de PERDER “votos” na área dos não-fumadores.

    Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 22, 2008 @ 15:03

  14. “Só por puro oportunismo demagógico é que o LA pode agora pretender singularizar os restaurantes neste caso da lei do tabaco, como se não fosse já assim com todos os estabelecimentos abertos ao público.”

    Já cá faltava o argumento do “é assim em todo o lado”. Imagino que noutros casos isso também iniba o Luís Lavoura de criticar os regulamentos em vigor.

    Comentário por Miguel — Janeiro 22, 2008 @ 15:06

  15. “Não podem, em sítio nenhum do mundo, abrir as portas ao público e dizer “só entra quem quer”. ”

    Julgava eu que isso era prática corrente. Pelo vistos existem establecimentos privados que puxam os clientes para dentro à força.

    Comentário por Miguel — Janeiro 22, 2008 @ 15:10

  16. “Só posso atribuir isto a demagogia e oportunismo da parte do LA, que procura captar “votos” para a sua causa na área dos fumadores.

    Só que, LA, simultâneamente terá boas hipóteses de PERDER “votos” na área dos não-fumadores.”

    Perante isto como é que ainda se pode acusar o LA de “oportunismo demagogico”?!

    PS: LA, não me contaste que ias concorrer às eleições!

    Comentário por Miguel — Janeiro 22, 2008 @ 15:14

  17. “criticar os regulamentos em vigor”

    Miguel, uma coisa é criticar os regulamentos em vigor, outra coisa muito diferente é pretender que esses regulamentos são ilegítimos porque o Estado não tem o direito de impôr regulamentos.

    Quando o LA diz que os restaurantes são negócios privados e que portanto se regem apenas pela vontade do seu proprietário, não está a contestar especificamente a lei do tabaco, está a ser muito mais geral – está a defender que toda e qualquer lei deve “ficar à porta” dos restaurantes e de todos os outros estabelecimentos privados. Está a dizer que dentro dos restaurantes (e de quaisquer outros estabelecimentos pivados) não há nenhum regulamento a não ser a vontade do seu proprietário.

    Ora, isso é manifestamente falso.

    Se o Miguel quer criticar a lei do tabaco por a achar exagerada ou outra coisa qualquer, muito bem. Agora, não me venha com essa teoria manifestamente falsa de que dentro de um negócio privado não se aplicam nenhuns regulamentos do Estado.

    Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 22, 2008 @ 15:55

  18. Miguel, o que acontece é que o LA, além de ser oportunista e demagógico, ainda por cima é… estúpido. Ainda não percebeu que, com esta barulheira toda contra a lei do tabaco, a qual é aprovada por uma larga maioria dos portugueses, incluindo por muitos fumadores, está a perder mais popularidade do que aquela que ganha.

    Comentário por Luís Lavoura — Janeiro 22, 2008 @ 15:57

  19. O LA realmente devia preocupar-se mais com a sua popularidade… Declarar-se benfiquista e socialista, fã dos Morangos com Açúcar e da Floribella, meter a avó na Praça da Alegria e ir passear para o Shopping mais próximo ao fim-de-semana. Esta mania de pensar pela sua cabeça e objectar às maiorias carneirísticas já irrita…

    Comentário por ms — Janeiro 22, 2008 @ 16:17

  20. Caro Luís Lavoura,
    Não sendo de hoje que escrevo sobre os direitos de propriedade e a sua relação com esta legislação (ou até com a lei das rendas), porventura acrescentando mais algumas palavrinhas, não creio que tenha muito mais a dizer (não espero que perca o seu precioso tempo a procurar esses meus devaneios…). Resta-me seguir a “sugestão” do LA-C e repeti-lo, da próxima vez em maíusculas.

    Quanto à sua sugestão de que sou oportunista e demagógico, enquanto me dedico a uma angariação de votos qualquer, asseguro-lhe que se engana; não tenho a menor dúvida da minoria na qual me insiro; não tenho a menor dúvida de que o Caro Luís Lavoura se integra na maioria e que isso o conforta nas suas certezas e o torna melhor ser humano que eu. As maiorias, como se sabe, outorgam, pela sua natureza, o monopólio da razão aos que as integram.

    Quanto à condição de estúpido que me imputa, resta-me felicitá-lo efusivamente pela fundamentada conclusão a que chegou. De resto, ultimamente faço pouco por o disfarçar…

    Comentário por LA — Janeiro 22, 2008 @ 16:29

  21. “Se o Miguel quer criticar a lei do tabaco por a achar exagerada ou outra coisa qualquer, muito bem. Agora, não me venha com essa teoria manifestamente falsa de que dentro de um negócio privado não se aplicam nenhuns regulamentos do Estado.”

    Porquê falsa? Pode não concordar que o o estado não tem que se imiscuir na relações privadas mas dizer que a “teoria é falsa” é um absurdo. Falsa porquê? Porque existem leis que dizem que não é assim?

    Comentário por Miguel — Janeiro 22, 2008 @ 16:34

  22. “LA, não me contaste que ias concorrer às eleições!”

    Miguel,
    Então não foi isso que combinámos!?
    Que eu me ia candidatar às eleições (umas quaisquer) numa tentativa de “epatér les Insurgentologues”?

    Comentário por LA — Janeiro 22, 2008 @ 16:44

  23. Estúpido, caro Luis, é formular opiniões em função das reacções de terceiros, em vez de nos méritos próprios das ideias.

    Comentário por Migas — Janeiro 22, 2008 @ 16:45

  24. Filipe Melo Sousa diz:
    22 de Janeiro de 2008 às 1:30 pm

    Presumo que o senhor não tem nenhum negócio de restauração.
    Só assim se compreende que lendo a lei prefira atacar 80% dos seus putativos clientes para atrair os outros 20%.
    Não tarda nada tem que ir ao Fundo de Fomento do Turismo pedir uma ajuda!

    Comentário por Fado Alexandrino — Janeiro 22, 2008 @ 16:46

  25. Ou como diria o Rt Hon James Hacker, referindo-se ao povo: «I am their leader. I must follow them.»

    Comentário por Migas — Janeiro 22, 2008 @ 16:47

  26. “Miguel, o que acontece é que o LA, além de ser oportunista e demagógico, ainda por cima é… estúpido. Ainda não percebeu que, com esta barulheira toda contra a lei do tabaco, a qual é aprovada por uma larga maioria dos portugueses, incluindo por muitos fumadores, está a perder mais popularidade do que aquela que ganha.”

    Não sabia que isto era uma luta pela popularidade. Se calhar em vez de defender o liberalismo devemos adoptar uma qualquer versão do socialismo.

    Comentário por Miguel — Janeiro 22, 2008 @ 16:47

  27. Caro ms,

    Nunca me passaria pela cabeça levar a família à Praça da Alegria. O que ficaria a Dª Fatinha Lopes a pensar de mim…?
    Quanto a pensar pela minha cabeça, a minha condição de “estúpido” impede-me de pôr os meus neurónios a relacinarem-se. E veja lá que eu até presumo ter neurónios!

    Agora, declarar-me do Benfica!? Posso ser “estúpido” mas calma lá! VFC, meu caro, VFC…

    Comentário por LA — Janeiro 22, 2008 @ 16:49

  28. “Só posso atribuir isto a demagogia e oportunismo da parte do LA, que procura captar “votos” para a sua causa na área dos fumadores.”

    LA,

    Es candidato a alguma coisa?

    Tens o meu voto… ;)

    Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 22, 2008 @ 17:02

  29. “Miguel, o que acontece é que o LA, além de ser oportunista e demagógico, ainda por cima é… estúpido.”

    LL,

    Nao seja mal criado.

    Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 22, 2008 @ 17:05

  30. “O LA realmente devia preocupar-se mais com a sua popularidade… Declarar-se benfiquista e socialista, fã dos Morangos com Açúcar e da Floribella, meter a avó na Praça da Alegria e ir passear para o Shopping mais próximo ao fim-de-semana. Esta mania de pensar pela sua cabeça e objectar às maiorias carneirísticas já irrita…”

    :)

    Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 22, 2008 @ 17:06

  31. “Que eu me ia candidatar às eleições (umas quaisquer) numa tentativa de “epatér les Insurgentologues”?”

    :) :) ;)

    Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 22, 2008 @ 17:07

  32. “Es candidato a alguma coisa?”
    AAA,
    Os preparativos da campanha vão avançados. Já tenho cinzeiros e isqueiros para distribuir pelo povo fumador nesta minha luta pelo inalienável direito a fumar. O meu slogan poderá mesmo ser: ” De cada um, um cigarro conforme a sua capacidade; para cada um, charutos conforme as suas necessidades”.

    Ou será isto uma estupidez?

    Comentário por LA — Janeiro 22, 2008 @ 17:47

  33. O meu amigo Fado Alexandrino anda um pouco confuso, e alheado a realidade.

    http://www.correiomanha.pt/noticiaImprimir.asp?idCanal=9&id=273111

    Comentário por Filipe Melo Sousa — Janeiro 22, 2008 @ 18:16

  34. Não percebo essa questão da propriedade do negócio porque a licença de funcionamento ao público é propriedade pública. Podes ficar com o negócio e sem a licença, se fôr essa a tua vontade. Então podes ter convidados a fumar na tua propriedade mas, para teres clientes, tens que cumprir com as regras que todos cumprem e decididas democraticamente. É uma questão de mercado livre.

    Comentário por tonibler — Janeiro 22, 2008 @ 19:17

  35. XIIII!
    O número de respostas cresceu exponencialmente desde as 15:00.
    Mas a inflação atacou pq começou o insulto.

    O lukyluke diz:

    ““Então porque não fala assim acerca da regulamentação anti-ruído?”

    Porque o ruído estravasa o espaço privado como é óbvio, não percebo dificuldade em entender uma coisa tão simples.
    Se casa estiver bem insonorisada o problema não se coloca
    não é?”

    Essa é digna do Rantamplam!

    Se a casa estiver “infumisada” (será este o termo?) o problema também não se põe, na minha opinião.
    O que pretendia explicar é a minha discordância com o “LA” de que um espaço privado também está sujeito a regras e convenções e que alegar o direito de propriedade privada para se estar acima das regras não é bom argumento.
    O meu vizinho tem todo o direito de fumar em casa. Mas volto a perguntar: quem não fuma tem que acordar com o fumo em casa? Não vivemos todos em comunidade? Ou vivemos na Selva?

    No entanto pergunto-me, será que um casino é mais ou menos público que uma tasca/restaurante?

    Comentário por Daniel Azevedo — Janeiro 22, 2008 @ 19:24

  36. “O meu vizinho tem todo o direito de fumar em casa.”

    Porquê? Pelo que li aqui, a única razão para esse direito subsistir é o facto de nos “países civilizados” os vizinhos ainda terem o direito de fumar em casa.

    Se for “decidido democraticamente” que o seu vizinho não tem o direito de fumar em casa, ele só tem de “cumprir as regras que todos cumprem”.

    Comentário por HO — Janeiro 22, 2008 @ 19:35

  37. Filipe Melo Sousa diz:
    22 de Janeiro de 2008 às 6:16 pm

    Muito obrigado.
    Números são números e como já disse várias vezes se se colocar no sítio certo, fizer as perguntas certas às pessoas certas obtem as respostas que procura.

    Comentário por Fado Alexandrino — Janeiro 22, 2008 @ 19:48

  38. “Se a casa estiver “infumisada” (será este o termo?) o problema também não se põe, na minha opinião.”

    Por as paredes/janelas das casas bloquearem o fumo do tabaco e a sua concentração não ser muita mesmo com janela aberta é que se pode fumar. Experimente fazer sinais de fumo com uma fogueira e com o fumo a ir para casa do vizinho e verá os lindos resultados.

    Até rantanplan sabe isto!!! :)

    Comentário por lucklucky — Janeiro 23, 2008 @ 11:48

  39. O maior problema desta discussão é quando as pessoas pensam que se discutem os direitos dos fumadores versus os direitos dos não-fumadores. É que ambos têm exactamente o mesmo direito quanto a restaurantes, casinos, cafés, discotecas, etc: têm o direito de entrar e o direito de ficar em casa. Os donos têm o direito de decidir o que bem entenderem na sua propriedade: servir chanfana ou servir pregos no pão, servir cerveja quente ou vinho tinto gelado, exigir que os clientes vistam um laço cor-de-rosa ou ter empregadas nuas, deixar que se fume ou não.
    Desde que o cliente saiba antes de usufruir do serviço, ao que vai… Porreiro pá.

    Não compreendo este vício de querer reclamar “direitos” de outrém que só nos vai oferecer um serviço, se o escolhermos.

    Comentário por ms — Janeiro 23, 2008 @ 21:07

  40. [...] Sobre isto O maior problema desta discussão é quando as pessoas pensam que se discutem os direitos dos fumadores versus os direitos dos não-fumadores. É que ambos têm exactamente o mesmo direito quanto a restaurantes, casinos, cafés, discotecas, etc: têm o direito de entrar e o direito de ficar em casa. Os donos têm o direito de decidir o que bem entenderem na sua propriedade: servir chanfana ou servir pregos no pão, servir cerveja quente ou vinho tinto gelado, exigir que os clientes vistam um laço cor-de-rosa ou ter empregadas nuas, deixar que se fume ou não. Desde que o cliente saiba antes de usufruir do serviço, ao que vai… Porreiro pá. [...]

    Pingback por À Vontade do Freguês :: Lei do fumo :: January :: 2008 — Janeiro 23, 2008 @ 21:11

  41. Tenho um espaço privado , aberto ao público. E uma coisa são regulamentos e normas que tenho de cumprir , e outra coisa é que me obriguem a impor regulamentos aos meus clientes , sobretudo em coisas que não me incomodam para nada. Não sou polícia e tenho mais que fazer. E só entra quem quer.
    Agora em espaços verdadeiramente públicos , que as pessoas são obrigadas a frequentar sem hipótese de escolha , concordo com a proibição de fumar.
    E também não percebo como os que não têm carro e andam a pé e de bicicleta são obrigados a gramar os fumos dos escapes e outras cenas asssim.
    E já agora , lá nos states , já fizeram algum estudozinho sobre a diminuição de doenças pulmonares desde que impera a proibição do fumo? Anseio por saber os resultados . Desse estudo e de outro: a proporção de doenças ginecológicas antes e depois da pílula. E das terapias hormonais.

    Comentário por mf — Janeiro 24, 2008 @ 01:42


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