Declaração política denuncia violência da praxe
País sem lei. Por Filipe Melo Sousa.
Para quem alega que a praxe nada tem a ver com as agressões, vale a enumeração das agressões que são permitidas e aceites socialmente sob a sua capa. Nesses casos, a lei e os agentes da autoridade ajudam o agressor. Para efeitos de exemplo, a praxe do curso de direito da universidade nova de lisboa teve este ano a colaboração dos agentes da esquadra da PSP. Os agentes apareceram tal como combinado com a comissão de praxe e levaram os praxados para a esquadra, por estarem alegadamente a contribuir para a desordem pública.
Parece que esse senhor, tem um conceito de praxe/caloiro um pouco estranho. Tendo em conta uma notícia do DN ( http://dn.sapo.pt/2007/11/30/sociedade/dois_acidentes_graves_recepcao_caloi.html ) que descreve dois dos casos relatados, na primeira situação estamos a falar de um aluno do 3º ano (que na minha terra de caloiro não tem nada), e quanto ao segundo caso, de uma participação no rali das tascas, que não se enquadra propriamente no conceito que o comum dos cidadãos tem de “praxe”.
Há muita coisa que funciona mal nas praxes, e que é preciso mudar. Há exageros, é verdade, mas sejam sérios nesta discussão e não inventem argumentos!
Concordo que quando se passa das marcas, em vez de se responsabilizar os culpados, se tenta abafar os casos, mas isto é culpa das direcções das universidades (e eventualmente dos tribunais), que não sabem lidar com este tipo de problemas.
Quer dizer, porque em certas manifestações há pessoas a fazer uso da violência, e em muitas vezes não se consegue responsabilizar os culpados pelos estragos causados (como no caso dos ambientalistas do Algarve), vamos proibir as manifestações?
Comentário por Rui Carlos Gonçalves — Janeiro 15, 2008 @ 20:28