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	<title>Comentários em: Razão vs Emoção (4)</title>
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		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; O aumento do salário mínimo</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11986</link>
		<dc:creator><![CDATA[blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; O aumento do salário mínimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 01:45:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] Economistas de Todo o Mundo, Uni-Vos. Por João Caetano Dias. Desafios fáceis. Por João Miranda. Razão vs Emoção (4). Por [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Economistas de Todo o Mundo, Uni-Vos. Por João Caetano Dias. Desafios fáceis. Por João Miranda. Razão vs Emoção (4). Por [...]</p>
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		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11987</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 00:34:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mas a polémica entre Einstein e Bohr &lt;b&gt;resolveu-se&lt;/b&gt;.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas a polémica entre Einstein e Bohr <b>resolveu-se</b>.</p>
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		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11989</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 10:41:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;sendo as soluções melhores politicamente inviáveis, há que ficar pelas soluções possíveis&quot;

A politica é justamente a arte do possível.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;sendo as soluções melhores politicamente inviáveis, há que ficar pelas soluções possíveis&#8221;</p>
<p>A politica é justamente a arte do possível.</p>
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		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11990</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 10:40:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&quot;Se um físico me diz alguma coisa, eu posso confiar em que atrás dele não vem outro físico dizer-me o contrário.&quot;

Acha mesmo?
Ora revisite a controvérsia entre Einstein e Bohr, sobre a Teoria Quântica.


&quot;mas que (o SMN) é uma arma&quot;
Pois é...infelizmente explode nas mãos do utilizador mais vezes do que devia. Na verdade causa mais prejuízos a este do que ao alvo.
Não, meu caro, não é uma arma...é uma bandeira. E é por isso que é defendida com unhas e  dentes pelos socialistas fabianos e pelo orfãos do marxismo.
A realidade não conta, quando se está no mundo dos símbolos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Se um físico me diz alguma coisa, eu posso confiar em que atrás dele não vem outro físico dizer-me o contrário.&#8221;</p>
<p>Acha mesmo?<br />
Ora revisite a controvérsia entre Einstein e Bohr, sobre a Teoria Quântica.</p>
<p>&#8220;mas que (o SMN) é uma arma&#8221;<br />
Pois é&#8230;infelizmente explode nas mãos do utilizador mais vezes do que devia. Na verdade causa mais prejuízos a este do que ao alvo.<br />
Não, meu caro, não é uma arma&#8230;é uma bandeira. E é por isso que é defendida com unhas e  dentes pelos socialistas fabianos e pelo orfãos do marxismo.<br />
A realidade não conta, quando se está no mundo dos símbolos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11991</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 00:42:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[De todas estas opiniões contraditórias, sabe o que concluo sobre o SMN? Concluo que não é a única arma para combater a pobreza; que não é, possivelmente, a melhor; que até talvez seja uma das piores; mas que é &lt;b&gt;uma&lt;/b&gt; arma.

Se um dia for chamado como cidadão a decidir sobre este assunto, por via eleitoral ou referendária, votarei com base nesta conclusão. Isto, é claro, se até lá ninguém me tiver convencido do contrário.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De todas estas opiniões contraditórias, sabe o que concluo sobre o SMN? Concluo que não é a única arma para combater a pobreza; que não é, possivelmente, a melhor; que até talvez seja uma das piores; mas que é <b>uma</b> arma.</p>
<p>Se um dia for chamado como cidadão a decidir sobre este assunto, por via eleitoral ou referendária, votarei com base nesta conclusão. Isto, é claro, se até lá ninguém me tiver convencido do contrário.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11992</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 00:31:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro Lidador, temos então que sendo as soluções melhores politicamente inviáveis, há que ficar pelas soluções possíveis, sendo que entre estas se conta, na sua opinião, a flat tax. Mas nesse caso também o SMN pode gozar desse modesto estatuto. Na tentativa de me informar melhor sobre as vantagens e desvantagens do SMN, encontrei vários textos, dos quais destaco dois. O primeiro é &lt;a href=&quot;http://atrios.blogspot.com/2006_12_03_atrios_archive.html#116525506835108392&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;este&lt;/a&gt;, do qual só compreendi o segundo parágrafo, já que para compreender o primeiro teria que saber o que significa &lt;i&gt;«monopsony»&lt;/i&gt;, e não sei. O segundo é &lt;a href=&quot;http://esquerda-margem.blogspot.com/2007/12/subir-o-smn-faz-descer-o-desemprego.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;este&lt;/a&gt;, que tem sobre o outro a vantagem de poder ser compreendido por um não economista.

O que eles me dizem ambos é que os aumentos do SMN não só não aumentam necessariamente o desemprego, como até o podem fazer baixar.

Não me entendo com a Economia. Não é como a Física. Se um físico me diz alguma coisa, eu posso confiar em que atrás dele não vem outro físico dizer-me o contrário. Com os economistas, é o que se vê.

O que põe um leigo como eu numa situação delicada: se os especialistas dão opiniões para todos os gostos, por que carga de água não hei-de eu escolher, mais ou menos arbitrariamente, a que melhor corresponder aos meus preconceitos?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lidador, temos então que sendo as soluções melhores politicamente inviáveis, há que ficar pelas soluções possíveis, sendo que entre estas se conta, na sua opinião, a flat tax. Mas nesse caso também o SMN pode gozar desse modesto estatuto. Na tentativa de me informar melhor sobre as vantagens e desvantagens do SMN, encontrei vários textos, dos quais destaco dois. O primeiro é <a href="http://atrios.blogspot.com/2006_12_03_atrios_archive.html#116525506835108392" rel="nofollow">este</a>, do qual só compreendi o segundo parágrafo, já que para compreender o primeiro teria que saber o que significa <i>«monopsony»</i>, e não sei. O segundo é <a href="http://esquerda-margem.blogspot.com/2007/12/subir-o-smn-faz-descer-o-desemprego.html" rel="nofollow">este</a>, que tem sobre o outro a vantagem de poder ser compreendido por um não economista.</p>
<p>O que eles me dizem ambos é que os aumentos do SMN não só não aumentam necessariamente o desemprego, como até o podem fazer baixar.</p>
<p>Não me entendo com a Economia. Não é como a Física. Se um físico me diz alguma coisa, eu posso confiar em que atrás dele não vem outro físico dizer-me o contrário. Com os economistas, é o que se vê.</p>
<p>O que põe um leigo como eu numa situação delicada: se os especialistas dão opiniões para todos os gostos, por que carga de água não hei-de eu escolher, mais ou menos arbitrariamente, a que melhor corresponder aos meus preconceitos?</p>
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	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11993</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 19:02:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro JLS, a ideia do imposto preconizado pelo Friedman, teria como consequência, emagrecer drasticamente os enormes aparelhos burocráticos que fazem a &quot;justiça social&quot;.
O facto de isto ser &quot;utópico&quot;, no mundo socializante em que vivemos, é que leva a medidas  boas mas não óptimas, como a flat tax. A ideia é justamente simplificar, reduzindo a paquidérmica burocracia que gasta metade do bolo a alimentar-se a si mesma.

A flat tax é melhor do que o complicado sistema actual, mas pior que a ideia do Friedman, acho eu.
Quanto ao IRC, não perde por esperar.
Na Suécia, já há empresas como a Scania, que estão isentas de IRC.
A sua contribuição é feita através do emprego e do facto de serem ancoras da actividade económica.

E será cada vez mais assim. Os países que enveradarem, por essa via, ganham enormes vantagens competitivas e será natural qye muitas empresas os procurem .

O futuro passa por aqui, não por fossilizações marxistas como o SMN.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro JLS, a ideia do imposto preconizado pelo Friedman, teria como consequência, emagrecer drasticamente os enormes aparelhos burocráticos que fazem a &#8220;justiça social&#8221;.<br />
O facto de isto ser &#8220;utópico&#8221;, no mundo socializante em que vivemos, é que leva a medidas  boas mas não óptimas, como a flat tax. A ideia é justamente simplificar, reduzindo a paquidérmica burocracia que gasta metade do bolo a alimentar-se a si mesma.</p>
<p>A flat tax é melhor do que o complicado sistema actual, mas pior que a ideia do Friedman, acho eu.<br />
Quanto ao IRC, não perde por esperar.<br />
Na Suécia, já há empresas como a Scania, que estão isentas de IRC.<br />
A sua contribuição é feita através do emprego e do facto de serem ancoras da actividade económica.</p>
<p>E será cada vez mais assim. Os países que enveradarem, por essa via, ganham enormes vantagens competitivas e será natural qye muitas empresas os procurem .</p>
<p>O futuro passa por aqui, não por fossilizações marxistas como o SMN.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11997</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 18:26:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu conhecia essa ideia do Milton Friedman, mas fico um bocado confuso: o que ele propõe é um imposto sobre o rendimento ainda mais progressional do que os que actualmente se praticam, mas os neoliberais que o endeusam querem a flat tax...

Por mim, acho óptima a ideia do Friedman, utópica ou não. As utopias só são impossíveis porque no momento em que se cumprem deixam de ser utopias. O que me parece também é que um IRS muito alto ou muito progressional exigiria que os outros impostos fossem muito baixos ou mesmo inexistentes.

Que tal aplicar uma taxa de 0% ao IRC? Aí está uma medida neoliberal que eu aplaudiria de pé - desde que o imposto não pago pelas empresas passasse a ser pago também pelos empresários.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu conhecia essa ideia do Milton Friedman, mas fico um bocado confuso: o que ele propõe é um imposto sobre o rendimento ainda mais progressional do que os que actualmente se praticam, mas os neoliberais que o endeusam querem a flat tax&#8230;</p>
<p>Por mim, acho óptima a ideia do Friedman, utópica ou não. As utopias só são impossíveis porque no momento em que se cumprem deixam de ser utopias. O que me parece também é que um IRS muito alto ou muito progressional exigiria que os outros impostos fossem muito baixos ou mesmo inexistentes.</p>
<p>Que tal aplicar uma taxa de 0% ao IRC? Aí está uma medida neoliberal que eu aplaudiria de pé &#8211; desde que o imposto não pago pelas empresas passasse a ser pago também pelos empresários.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11994</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 13:43:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Voltando ao SMN, um salário é um preço que 2 partes acordam entre si livremente.
Se  eu quiser vender um carro e o meu amigo quiser comprar, o preço justo é aquele que nos satisfaz aos dois. Imagine agora que acordamos em 1000 euros e vem uma terceira parte que não tem nada com o assunto, mas que, pretendendo saber melhor que eu, o que é melhor para mim, determina que só lho posso vender por 1500?
Provavelmente você não comprará. E eu não vendo. Ninguém ganha nada com isto.
Todavia você precisa de um carro e eu preciso de o vender...o nosso próximo encontro é no mercado negro.

O  Cristiano Ronaldo não tem problemas em ter um emprego bem pago porque há muitos clubes e poucos tipos iguais a ele.
Quanto aos &quot;protegidos&quot; pelo Estado com o SMN, a única solução sensata é libertar a economia de forma a que surjam mais empresas e que estas possam competir entre si para obter os melhores trabalhadores, nomeadamente pagando-lhes mais.
E depende tb dos trabalhadores, procurarem obter qualificações que os levem a ser procurados.

Há já uns anos  Milton Friedman propôs eliminar este tipo de patacoadas marxistas, criando  um imposto de rendimento de geometria variavel. Negativo para quem ganha abaixo de um determinado limiar, positivo para quem ganha mais. Ou seja, não compete a uma das partes subsidiar directamente  a outra, mas sim à terceira parte que se envolve nos contratos (o estado).
Assim, se o limiar for 1000 euros, e o JLS ganha 2000, paga IRS sobre isso. Se ganha 500, recebe IRS.

Essa sim, seria uma medida inteligente que faria com que o estado fizesse a redistribuição automática (sem o enorme aparelho burocrático da actual segurança social)  para aqueles que efectivamente necessitam.
O tal limiar, naturalmente tem de ser mantido a um nível baixo de forma a que as pessoas se sintam incentivadas a procurar trabalho

Claro que é um bocado utópico pensar que seria políticamente viável aplicar tais medidas no quadro actual em que o marxismo cultural ainda domina as cabaças de muitos dos nossos decisores, mas lá chegaremos.
A racionalidade acaba por ter uma oportunidade, mesmo num país em que as pessoas acreditam que &quot;socialismo&quot; é uma coisa &quot;boa&quot;.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Voltando ao SMN, um salário é um preço que 2 partes acordam entre si livremente.<br />
Se  eu quiser vender um carro e o meu amigo quiser comprar, o preço justo é aquele que nos satisfaz aos dois. Imagine agora que acordamos em 1000 euros e vem uma terceira parte que não tem nada com o assunto, mas que, pretendendo saber melhor que eu, o que é melhor para mim, determina que só lho posso vender por 1500?<br />
Provavelmente você não comprará. E eu não vendo. Ninguém ganha nada com isto.<br />
Todavia você precisa de um carro e eu preciso de o vender&#8230;o nosso próximo encontro é no mercado negro.</p>
<p>O  Cristiano Ronaldo não tem problemas em ter um emprego bem pago porque há muitos clubes e poucos tipos iguais a ele.<br />
Quanto aos &#8220;protegidos&#8221; pelo Estado com o SMN, a única solução sensata é libertar a economia de forma a que surjam mais empresas e que estas possam competir entre si para obter os melhores trabalhadores, nomeadamente pagando-lhes mais.<br />
E depende tb dos trabalhadores, procurarem obter qualificações que os levem a ser procurados.</p>
<p>Há já uns anos  Milton Friedman propôs eliminar este tipo de patacoadas marxistas, criando  um imposto de rendimento de geometria variavel. Negativo para quem ganha abaixo de um determinado limiar, positivo para quem ganha mais. Ou seja, não compete a uma das partes subsidiar directamente  a outra, mas sim à terceira parte que se envolve nos contratos (o estado).<br />
Assim, se o limiar for 1000 euros, e o JLS ganha 2000, paga IRS sobre isso. Se ganha 500, recebe IRS.</p>
<p>Essa sim, seria uma medida inteligente que faria com que o estado fizesse a redistribuição automática (sem o enorme aparelho burocrático da actual segurança social)  para aqueles que efectivamente necessitam.<br />
O tal limiar, naturalmente tem de ser mantido a um nível baixo de forma a que as pessoas se sintam incentivadas a procurar trabalho</p>
<p>Claro que é um bocado utópico pensar que seria políticamente viável aplicar tais medidas no quadro actual em que o marxismo cultural ainda domina as cabaças de muitos dos nossos decisores, mas lá chegaremos.<br />
A racionalidade acaba por ter uma oportunidade, mesmo num país em que as pessoas acreditam que &#8220;socialismo&#8221; é uma coisa &#8220;boa&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11999</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 13:26:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11999</guid>
		<description><![CDATA[Caro JLS, as suas boas intenções são iguais às minhas e às da maioria das pessoas.

A diferença é que o JLS acha que o melhor sistema de as concretizar é criando um organismo burocrático, supostamente acima da natureza humana, infinitamente bom e ciente.
Numa palavra, Deus.
Ora é justamente isso que foi tentado nas engenharias sociais comunistas, em todo o séc XX.
Não resultou, meu caro, e pode crer que milhões de pessoas acreditaram ( algumas ainda acreditam),  na suprema virtude de uma entidade superior ao indivíduo, capaz de o levar ao seu bem.
É humano....sentimos todos necessidade de acreditar em algo maior do que nós, algo que vela por nós e nos protege do mundo e da adversidade.
Criámos uma estrutura que o faz, o Estado. E deve fazê-lo.
Até onde?
Até ao ponto em que nãp começa a comer a carne de que é suposto ser o esqueleto.
Até ao ponto em que a sua intervenção não cria efeitos perversos que causam mais mal do que bem.

Tem razão, a perfeição não existe em nenhuma actividade humana. Todavia, os erros do mercado afectam apenas alguns embora o saldo, diz-nos Adam Smith, e confirma-o a estatística, seja francamente positivo, porque na verdade a generalidade das pessoas procura o seu próprio bem.
Mas o  amigo, ao investir sobre o mercado, parece não entender que os estados tb são actividade humana, sujeitos portanto ao mesmíssimo erro sistémico.
Com uma agravante: como a experiência tem demonstrado, os erros do estado são GRANDES e muito mais perigosos do que os do mercado .

Dou-lhe um exemplo banal:
-O fabricante  Alfa, produz o químico XPTO que usado na confecção de pijamas, evita que se incendeiem.
Há empresa texteis que incorporam, pessoas que compram, outras não,  afinal os pijamas são mais caros...é o jogo do mercado.
5 anos depois, um estudo demonstra que o XPTO é cancerígeno.
Houve gente prejudicada, haverá certamente vítimas, mas em pequena escala.
Agora imagine que um departamento estatal, com base nos benefícios do XPTO, tinha não só recomendado, mas  obrigado todos os fabricantes de pijamas a incorporarem o XPTO no fabrico.
5 anos depois, teríamos milhões de pessoas afectadas e milhares de vítimas.
O mesmo erro de base, tem efeitos limitados no sistema de mercado e brutais numa economia centralizada e intervencionada.

E se acha que isto é um  cenário improvável e muito imaginativo, saiba que foi exactamente o que aconteceu  nos  EUA em 1971 com o químico Tris.


Quanto à metáfora da prostituição, por muitas voltas que o meu amigo dê, não há volta a dar à natureza humana.
É devido a ela que estamos aqui e somos uma espécie bem sucedida.
Em última análise, se quiser contrariá-la, terá de usar a repressão, e penso que não tenho de lhe recordar a História do sec XX.

A mão invisível, meu caro....vai sempre tudo acabar em Adam Smith.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro JLS, as suas boas intenções são iguais às minhas e às da maioria das pessoas.</p>
<p>A diferença é que o JLS acha que o melhor sistema de as concretizar é criando um organismo burocrático, supostamente acima da natureza humana, infinitamente bom e ciente.<br />
Numa palavra, Deus.<br />
Ora é justamente isso que foi tentado nas engenharias sociais comunistas, em todo o séc XX.<br />
Não resultou, meu caro, e pode crer que milhões de pessoas acreditaram ( algumas ainda acreditam),  na suprema virtude de uma entidade superior ao indivíduo, capaz de o levar ao seu bem.<br />
É humano&#8230;.sentimos todos necessidade de acreditar em algo maior do que nós, algo que vela por nós e nos protege do mundo e da adversidade.<br />
Criámos uma estrutura que o faz, o Estado. E deve fazê-lo.<br />
Até onde?<br />
Até ao ponto em que nãp começa a comer a carne de que é suposto ser o esqueleto.<br />
Até ao ponto em que a sua intervenção não cria efeitos perversos que causam mais mal do que bem.</p>
<p>Tem razão, a perfeição não existe em nenhuma actividade humana. Todavia, os erros do mercado afectam apenas alguns embora o saldo, diz-nos Adam Smith, e confirma-o a estatística, seja francamente positivo, porque na verdade a generalidade das pessoas procura o seu próprio bem.<br />
Mas o  amigo, ao investir sobre o mercado, parece não entender que os estados tb são actividade humana, sujeitos portanto ao mesmíssimo erro sistémico.<br />
Com uma agravante: como a experiência tem demonstrado, os erros do estado são GRANDES e muito mais perigosos do que os do mercado .</p>
<p>Dou-lhe um exemplo banal:<br />
-O fabricante  Alfa, produz o químico XPTO que usado na confecção de pijamas, evita que se incendeiem.<br />
Há empresa texteis que incorporam, pessoas que compram, outras não,  afinal os pijamas são mais caros&#8230;é o jogo do mercado.<br />
5 anos depois, um estudo demonstra que o XPTO é cancerígeno.<br />
Houve gente prejudicada, haverá certamente vítimas, mas em pequena escala.<br />
Agora imagine que um departamento estatal, com base nos benefícios do XPTO, tinha não só recomendado, mas  obrigado todos os fabricantes de pijamas a incorporarem o XPTO no fabrico.<br />
5 anos depois, teríamos milhões de pessoas afectadas e milhares de vítimas.<br />
O mesmo erro de base, tem efeitos limitados no sistema de mercado e brutais numa economia centralizada e intervencionada.</p>
<p>E se acha que isto é um  cenário improvável e muito imaginativo, saiba que foi exactamente o que aconteceu  nos  EUA em 1971 com o químico Tris.</p>
<p>Quanto à metáfora da prostituição, por muitas voltas que o meu amigo dê, não há volta a dar à natureza humana.<br />
É devido a ela que estamos aqui e somos uma espécie bem sucedida.<br />
Em última análise, se quiser contrariá-la, terá de usar a repressão, e penso que não tenho de lhe recordar a História do sec XX.</p>
<p>A mão invisível, meu caro&#8230;.vai sempre tudo acabar em Adam Smith.</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12000</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 12:27:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12000</guid>
		<description><![CDATA[Lidador:

Outra questão que eu quero esclarecer consigo é essa história de eu saber melhor do que os outros o que é bom para eles. Eu não pretendo saber &lt;b&gt;melhor&lt;/b&gt; do que os outros o que é bom para eles: reservo-me apenas o direito, que considero também o dever, de ter uma opinião sobre o assunto. O mesmo direito e o mesmo dever que eles têm em relação a mim.

Quer você impedir-me de achar que é melhor para o meu amigo fazer a quimioterapia que o médico lhe prescreveu? É claro que acho que é melhor para ele. E digo-lho. Se ele decidir não a fazer, tenho que respeitar essa decisão: trata-se de um homem livre. Mas não me peça que fique contente nem que lhe diga que faz muito bem. Ele recusa-se a fazer a quimioterapia, morre em consequência dessa decisão, e eu fico triste: ele tem o direito de morrer, eu o de ficar triste.

Passo à porta do supermercado depois das nove da noite. Olho lá para dentro e vejo, a conferir a caixa, uma das empregadas que estiveram lá todo o dia. Tem ar de cansada. No rosto, a rigidez e a palidez de quem já está por um fio. Sei que tem marido e filhos, que mora em cascos de rolha, e que depois de sair dali ainda vai ter que se meter nos transportes públicos. Fico incomodado? É claro que fico. Não encolho os ombros, não fico indiferente, não digo a mim mesmo que se ela está naquela situação isso é consequência duma decisão tomada em liberdade perfeita. Até porque sei que no mundo real a liberdade perfeita não existe.

Se me puser à conversa com ela e ela me explicar a cadeia de opções que tomou que a puseram naquela situação, provavelmente até concordarei que foram as melhores opções dadas as circunstâncias. E mesmo que não concorde, tenho que as respeitar.

O que também posso é não gostar mesmo nada das tais circunstâncias; e fazer todo o possível, enquanto cidadão, para as mudar. Talvez até me ocorra que nos casos concretos pode muito bem ser que certas proibições libertem e certas liberdades oprimam. Mas isto já é outra conversa.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador:</p>
<p>Outra questão que eu quero esclarecer consigo é essa história de eu saber melhor do que os outros o que é bom para eles. Eu não pretendo saber <b>melhor</b> do que os outros o que é bom para eles: reservo-me apenas o direito, que considero também o dever, de ter uma opinião sobre o assunto. O mesmo direito e o mesmo dever que eles têm em relação a mim.</p>
<p>Quer você impedir-me de achar que é melhor para o meu amigo fazer a quimioterapia que o médico lhe prescreveu? É claro que acho que é melhor para ele. E digo-lho. Se ele decidir não a fazer, tenho que respeitar essa decisão: trata-se de um homem livre. Mas não me peça que fique contente nem que lhe diga que faz muito bem. Ele recusa-se a fazer a quimioterapia, morre em consequência dessa decisão, e eu fico triste: ele tem o direito de morrer, eu o de ficar triste.</p>
<p>Passo à porta do supermercado depois das nove da noite. Olho lá para dentro e vejo, a conferir a caixa, uma das empregadas que estiveram lá todo o dia. Tem ar de cansada. No rosto, a rigidez e a palidez de quem já está por um fio. Sei que tem marido e filhos, que mora em cascos de rolha, e que depois de sair dali ainda vai ter que se meter nos transportes públicos. Fico incomodado? É claro que fico. Não encolho os ombros, não fico indiferente, não digo a mim mesmo que se ela está naquela situação isso é consequência duma decisão tomada em liberdade perfeita. Até porque sei que no mundo real a liberdade perfeita não existe.</p>
<p>Se me puser à conversa com ela e ela me explicar a cadeia de opções que tomou que a puseram naquela situação, provavelmente até concordarei que foram as melhores opções dadas as circunstâncias. E mesmo que não concorde, tenho que as respeitar.</p>
<p>O que também posso é não gostar mesmo nada das tais circunstâncias; e fazer todo o possível, enquanto cidadão, para as mudar. Talvez até me ocorra que nos casos concretos pode muito bem ser que certas proibições libertem e certas liberdades oprimam. Mas isto já é outra conversa.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12002</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 11:26:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12002</guid>
		<description><![CDATA[Lidador:

E eu entendo bem que uma coisa é o que achamos que deve ser e outra coisa é o que é. E só não concordo que a diferença tem a exacta latitude da natureza humana porque há muitos outros factores além da natureza humana a contribuir para ela.

Mas, que diabo! A diferença, mesmo que não possa ser eliminada, pode ser reduzida. Temos mãos, temos cabeça, temos conhecimentos, temos técnicas. Achamos que a tuberculose não deve ser e tanto andamos que inventamos os antibióticos: apesar de todos os efeitos secundários, e até dos perigos da solução que encontrámos, o que é facto é que neste particular o que deve ser fica mais próximo do que é.

Sabemos que a força da gravidade opera inevitavelmente; mas, como achamos mal que as pessoas morram de quedas, inventamos parapeitos para as varandas. E até conseguimos andar pelos ares, cumprindo a velha utopia, em aparelhos «mais pesados do que o ar».

Praticamos engenharias de toda a ordem, às vezes com consequências desastrosas, as mais das vezes com recompensas recompensas que antes mal conseguiríamos imaginar. Só há duas engenharias que proibimos a nós próprios: a engenharia social e a engenharia económica. Se me apresento perante um economista a dizer que não quero que as prostitutas ganhem mais que as professoras, a reacção dele é, mais coisa menos coisa, a de um médico que me dissesse que o melhor é deixar a peste bubónica seguir o seu curso.

De onde vêm estas proibições? De um qualquer tabu supersticioso que sacraliza o mercado? Se é daqui, eu, como escrevi acima, não sou muito adepto de sacralizar a Natureza. Ou virão de experiências anteriores mal sucedidas? Penso, ao ler os liberais, que ambos os factores estão presentes.

Mas se uma tentativa de aproximar aquilo que é daquilo que deve ser corre mal, o que há a fazer é aprofundar os conhecimentos e corrigir as técnicas. Não é deixar a natureza seguir o seu curso. Vamos lá por tentativa e erro, sempre foi assim.

Tenho por hábito ir todas as semanas almoçar com um grupo de professoras reformadas ou perto da reforma num pequeno restaurante da Baixa, numa rua estreita que é pouso de prostitutas. Não se trata de raparigas novas nem bonitas; mas às vezes uma delas entra no restaurante para tomar um café ou beber um copo de água, e às vezes há conversas. Fiquei assim a saber, de uma delas, que ganha por mês aproximadamente o triplo do que ganham as professoras que ali estão.

Isto escandaliza-me um pouco, mas não demasiadamente. Como de resto às minhas comensais, a quem não passaria pela cabeça trocar a sua condição pela da outra só por causa da diferença de rendimento.

Quanto às causas dessa diferença, são as que vê apontou e não vale a pena falar mais delas. Quanto aos remédios...

Bom, aí é melhor não insistir no que já sabemos que não funciona. Não vamos legislar tabelas. Não vamos nacionalizar a prostituição. Mas talvez possamos restringir o acesso à profissão docente a pessoas que saibam da matéria que são supostos ensinar e que a ensinem bem: isto terá, como efeito colateral positivo, um aumento dos salários dos professores. E talvez possamos legalizar a prostituição e as actividades que nascem à sua volta, regulamentando tudo aquilo eficazmente, trazendo transparência total ao processo, tornando a profisão menos perigosa. Se isto resultar em que haja mais prostitutas e por consequência em que os seus rendimentos baixem, paciência: ganharam em segurança e conforto o que perderam em dinheiro.

E no fim disto tudo talvez as prostitutas continuem a ganhar mais do que as professoras, embora por uma margem mais estreita. Se assim for, paciência. Eu nunca disse que quero um mundo perfeito: quero apenas um mundo melhor.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lidador:</p>
<p>E eu entendo bem que uma coisa é o que achamos que deve ser e outra coisa é o que é. E só não concordo que a diferença tem a exacta latitude da natureza humana porque há muitos outros factores além da natureza humana a contribuir para ela.</p>
<p>Mas, que diabo! A diferença, mesmo que não possa ser eliminada, pode ser reduzida. Temos mãos, temos cabeça, temos conhecimentos, temos técnicas. Achamos que a tuberculose não deve ser e tanto andamos que inventamos os antibióticos: apesar de todos os efeitos secundários, e até dos perigos da solução que encontrámos, o que é facto é que neste particular o que deve ser fica mais próximo do que é.</p>
<p>Sabemos que a força da gravidade opera inevitavelmente; mas, como achamos mal que as pessoas morram de quedas, inventamos parapeitos para as varandas. E até conseguimos andar pelos ares, cumprindo a velha utopia, em aparelhos «mais pesados do que o ar».</p>
<p>Praticamos engenharias de toda a ordem, às vezes com consequências desastrosas, as mais das vezes com recompensas recompensas que antes mal conseguiríamos imaginar. Só há duas engenharias que proibimos a nós próprios: a engenharia social e a engenharia económica. Se me apresento perante um economista a dizer que não quero que as prostitutas ganhem mais que as professoras, a reacção dele é, mais coisa menos coisa, a de um médico que me dissesse que o melhor é deixar a peste bubónica seguir o seu curso.</p>
<p>De onde vêm estas proibições? De um qualquer tabu supersticioso que sacraliza o mercado? Se é daqui, eu, como escrevi acima, não sou muito adepto de sacralizar a Natureza. Ou virão de experiências anteriores mal sucedidas? Penso, ao ler os liberais, que ambos os factores estão presentes.</p>
<p>Mas se uma tentativa de aproximar aquilo que é daquilo que deve ser corre mal, o que há a fazer é aprofundar os conhecimentos e corrigir as técnicas. Não é deixar a natureza seguir o seu curso. Vamos lá por tentativa e erro, sempre foi assim.</p>
<p>Tenho por hábito ir todas as semanas almoçar com um grupo de professoras reformadas ou perto da reforma num pequeno restaurante da Baixa, numa rua estreita que é pouso de prostitutas. Não se trata de raparigas novas nem bonitas; mas às vezes uma delas entra no restaurante para tomar um café ou beber um copo de água, e às vezes há conversas. Fiquei assim a saber, de uma delas, que ganha por mês aproximadamente o triplo do que ganham as professoras que ali estão.</p>
<p>Isto escandaliza-me um pouco, mas não demasiadamente. Como de resto às minhas comensais, a quem não passaria pela cabeça trocar a sua condição pela da outra só por causa da diferença de rendimento.</p>
<p>Quanto às causas dessa diferença, são as que vê apontou e não vale a pena falar mais delas. Quanto aos remédios&#8230;</p>
<p>Bom, aí é melhor não insistir no que já sabemos que não funciona. Não vamos legislar tabelas. Não vamos nacionalizar a prostituição. Mas talvez possamos restringir o acesso à profissão docente a pessoas que saibam da matéria que são supostos ensinar e que a ensinem bem: isto terá, como efeito colateral positivo, um aumento dos salários dos professores. E talvez possamos legalizar a prostituição e as actividades que nascem à sua volta, regulamentando tudo aquilo eficazmente, trazendo transparência total ao processo, tornando a profisão menos perigosa. Se isto resultar em que haja mais prostitutas e por consequência em que os seus rendimentos baixem, paciência: ganharam em segurança e conforto o que perderam em dinheiro.</p>
<p>E no fim disto tudo talvez as prostitutas continuem a ganhar mais do que as professoras, embora por uma margem mais estreita. Se assim for, paciência. Eu nunca disse que quero um mundo perfeito: quero apenas um mundo melhor.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11988</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 09:00:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11988</guid>
		<description><![CDATA[Caro  JLS, não se irrite.
Eu entendo que a generalidade das pessoas ache bem que uma professora ganhe mais do que uma prostituta.

Está-se do lado &quot;certo&quot;, é uma posição fácil de verbalizar.
Mas uma coisa é o que se acha que deve ser, outra aquilo que é e a diferença tem a exacta latitude da natureza humana.
Estamos sempre dispostos a grandes sentenças morais sobre o certo e o errado, no que toca aos outros e fica bem largar postas grandiloquentes.

Mas a realidade é determinada não pelo que dizemos que somos, mas pelo que de facto somos.
Uma boa  prostituta ganha mais, pela mesma razão do Cristiano Ronaldo: oferece um serviço para o qual a procura é maior que a oferta.
E de quem é a procura?
Exactamente daqueles que, como o meu amigo, estão na primeira linha da retórica.

Se a rapariga ganha bem, é porque há quem esteja disposto a pagar por isso.
Como pretende resolver o assunto?
Nacionaliza a prostituição?
Faz tabelas de salários para as diversas profissões?
E então se eu quiser específicamente aquele trabalhador e estiver disposto a pagar o que achar conveniente?
Quem é você para se meter na minha liberdade de escolha e na de outra pessoa igualmente livre?
De onde lhe vem a prosápia de saber melhor que as pessoas, aquilo que é bom para elas?

A solução, meu caro, é a regulação estatal, afinal o que se passou na União Soviética ( faça uma pesquisa sobre &quot;Gosplan&quot;, e entenderá as dimensões tenebrosas da utopia).

Acha mesmo que isso funciona?
Em que galáxia?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro  JLS, não se irrite.<br />
Eu entendo que a generalidade das pessoas ache bem que uma professora ganhe mais do que uma prostituta.</p>
<p>Está-se do lado &#8220;certo&#8221;, é uma posição fácil de verbalizar.<br />
Mas uma coisa é o que se acha que deve ser, outra aquilo que é e a diferença tem a exacta latitude da natureza humana.<br />
Estamos sempre dispostos a grandes sentenças morais sobre o certo e o errado, no que toca aos outros e fica bem largar postas grandiloquentes.</p>
<p>Mas a realidade é determinada não pelo que dizemos que somos, mas pelo que de facto somos.<br />
Uma boa  prostituta ganha mais, pela mesma razão do Cristiano Ronaldo: oferece um serviço para o qual a procura é maior que a oferta.<br />
E de quem é a procura?<br />
Exactamente daqueles que, como o meu amigo, estão na primeira linha da retórica.</p>
<p>Se a rapariga ganha bem, é porque há quem esteja disposto a pagar por isso.<br />
Como pretende resolver o assunto?<br />
Nacionaliza a prostituição?<br />
Faz tabelas de salários para as diversas profissões?<br />
E então se eu quiser específicamente aquele trabalhador e estiver disposto a pagar o que achar conveniente?<br />
Quem é você para se meter na minha liberdade de escolha e na de outra pessoa igualmente livre?<br />
De onde lhe vem a prosápia de saber melhor que as pessoas, aquilo que é bom para elas?</p>
<p>A solução, meu caro, é a regulação estatal, afinal o que se passou na União Soviética ( faça uma pesquisa sobre &#8220;Gosplan&#8221;, e entenderá as dimensões tenebrosas da utopia).</p>
<p>Acha mesmo que isso funciona?<br />
Em que galáxia?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11995</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 21:51:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11995</guid>
		<description><![CDATA[Caramba, que falta de imaginação! Arranjem outro argumento, que esse já não pega!

Se dizemos que a maior parte das pessoas provavelmente entende que uma professora deve ganhar mais do que uma puta, estamos a armar-nos em supremos juízes das opiniões. Se dizemos que a neve geralmente é branca, estamos a armar-nos em supremos juízes da brancura. Se dizemos que a noite muitas vezes é escura, estamos a armar-nos em supremos juízes da escuridão. Se dizemos que ser pobre é chato, estamos a armar-nos em supremos juízes da pobreza. Se dizemos que a relva é verde, estamos a armar-nos em supremos juízes da viridez.

Irra! É demais! Que raio de trauma é esse? Que mal vos fizeram os juízes? Ou será que já estão com medo da trombeta do arcanjo?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caramba, que falta de imaginação! Arranjem outro argumento, que esse já não pega!</p>
<p>Se dizemos que a maior parte das pessoas provavelmente entende que uma professora deve ganhar mais do que uma puta, estamos a armar-nos em supremos juízes das opiniões. Se dizemos que a neve geralmente é branca, estamos a armar-nos em supremos juízes da brancura. Se dizemos que a noite muitas vezes é escura, estamos a armar-nos em supremos juízes da escuridão. Se dizemos que ser pobre é chato, estamos a armar-nos em supremos juízes da pobreza. Se dizemos que a relva é verde, estamos a armar-nos em supremos juízes da viridez.</p>
<p>Irra! É demais! Que raio de trauma é esse? Que mal vos fizeram os juízes? Ou será que já estão com medo da trombeta do arcanjo?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11996</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 21:42:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-11996</guid>
		<description><![CDATA[E depois a esquerda é que quer alinhar por baixo!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E depois a esquerda é que quer alinhar por baixo!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Lidador</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12001</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lidador]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 19:01:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12001</guid>
		<description><![CDATA[&quot;Sr Luis Oliveira chama-lhe de forma intelectualmente desonesta comunismo, deve ser para meter medo a alguém ou talvez a si pp! Eu chamo-lhe justiça social e moralidade!&quot;

Caro Nuno, não é por chamar sabonete a um autocarro, que se pode ensaboar con ele.

Quanto à &quot;moralidade&quot; e &quot;justiça&quot;, porque razão se acha o supremo árbitro desses conceitos?
Quem lhe garante que é &quot;justo&quot; e &quot;moral&quot; aquilo que você acha justo e moral?

Essa arrogância totalitária não faz acender nenhuma luzinha vermelha na sua cebecinha?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sr Luis Oliveira chama-lhe de forma intelectualmente desonesta comunismo, deve ser para meter medo a alguém ou talvez a si pp! Eu chamo-lhe justiça social e moralidade!&#8221;</p>
<p>Caro Nuno, não é por chamar sabonete a um autocarro, que se pode ensaboar con ele.</p>
<p>Quanto à &#8220;moralidade&#8221; e &#8220;justiça&#8221;, porque razão se acha o supremo árbitro desses conceitos?<br />
Quem lhe garante que é &#8220;justo&#8221; e &#8220;moral&#8221; aquilo que você acha justo e moral?</p>
<p>Essa arrogância totalitária não faz acender nenhuma luzinha vermelha na sua cebecinha?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: mr</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12020</link>
		<dc:creator><![CDATA[mr]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 17:09:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12020</guid>
		<description><![CDATA[Olha, começava-se pelo José Sarmento.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, começava-se pelo José Sarmento.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: mr</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12019</link>
		<dc:creator><![CDATA[mr]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 17:07:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12019</guid>
		<description><![CDATA[Bom,bom, era que se pudesse implementar a IMN... inteligência mínima nacional :)]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom,bom, era que se pudesse implementar a IMN&#8230; inteligência mínima nacional <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: José Luiz Sarmento</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12014</link>
		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 17:02:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12014</guid>
		<description><![CDATA[&lt;i&gt;«É O QUE SE VERIFICA!»&lt;/i&gt;
Berre à vontade. Continua a ser mentira.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><i>«É O QUE SE VERIFICA!»</i><br />
Berre à vontade. Continua a ser mentira.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Miguel</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12008</link>
		<dc:creator><![CDATA[Miguel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 16:46:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/12/19/razao-vs-emocao-4/#comment-12008</guid>
		<description><![CDATA[&quot;Já vimos o que os mercados desregulados fazem no seu “melhor” no caso Northern Rock&quot;

Acha que o mercado bancario é desregulado?!! Experimente lá abrir um banco.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Já vimos o que os mercados desregulados fazem no seu “melhor” no caso Northern Rock&#8221;</p>
<p>Acha que o mercado bancario é desregulado?!! Experimente lá abrir um banco.</p>
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	</item>
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