Depois de Andrew Sullivan, é a vez de Fareed Zakaria, outro peso pesado da imprensa norte-americana, se render a Barack Obama. Num artigo para a revista Newsweek desta última semana, Zakaria apresenta-nos o ponto forte do candidato sem experiência em política externa, mas com um enorme conhecimento do que se passa, do que se sente, o que se pensa e como se vive fora dos EUA.
Desta vez, não é a face de Obama, como o mencionou Sullivan. Agora é a sua personalidade. A sua pessoa, o seu passado, a sua vivência, todas elas fruto de ser quem é: Um mestiço norte-americano, com familiares sem a nacionalidade norte-americana, que habitam fora dos EUA, pertencem a outro país, vivem outra cultura e não usufruem das nossas liberdades.
A mistura explosiva guardada na personalidade harmoniosa que é Barack Obama. Tudo junto parece ter convencido Zakaria, um especialista em relações internacionais, um académico, um estudioso, profundo conhecedor da matéria, também ele com família fora da América, e que nos diz ser esta realidade essencial para lidar com o enriquecimento e cada vez maior influência de países como a China, a Índia, e a África do Sul. Com a ascendência do mundo não ocidental. O quanto Obama, o que este representa e o que ele pensa, pode ser importante para que os EUA, na vanguarda do Ocidente, se adaptem aos novos desafios que são o século XXI.
His personality. E a personalidade da América. A América que se debate com os problemas da imigração e não se recorda como enriqueceu. Que se debate com milhares de homens e mulheres que buscam nela refúgio, que receia perder a sua identidade (como nos recorda Samuel P. Huntington no seu ‘Who Are We’ de leitura obrigatória) e se esquece ser nessa diversidade humana que se encontra a sua riqueza futura. Que é essa diversidade humana a garantia de continuar a ser o que sempre foi, o que sempre desejou ser; que lhe permitirá estar aberto ao mundo, compreensivo dos seus dilemas; objectivo na suas análises, duro nas suas conclusões, porque feitas por um povo, totalmente diversificado nas suas origens, mas profundo conhecedor do que se pretende neste início de século.
P.S.: Estou com Andrew Sullivan. Entre os democratas que seja Obama. Entre o GOP que seja Ron Paul.

Alguém está a sonhar acordado…
Comentário por lucklucky — Dezembro 19, 2007 @ 16:49
[...] Marques Lopes, do Atlântico, Maradona, do A Causa foi Modificada, Henrique Raposo, do Atlântico, André Abrantes Amaral, do Insurgente e Rui NS, do Farmácia Central. Com um pouco mais de procura, certamente encontraria [...]
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