A consolidação da soberania. Por Rui A.
Naturalmente que o liberalismo, sendo essencialmente uma filosofia sobre a natureza do poder e a limitação da soberania, se tem de preocupar com as razões históricas que levaram à transformação de um conjunto de poderes públicos difusos, dispersos e concorrentes entre si – o Papado, o Império e os Reinos emergentes – que caracterizam o período medieval, para o Estado Moderno, onde a crescente centralização régia do poder é a nota dominante.
Ora, se é certo que no feudalismo medieval o rei é essencialmente um «primus inter pares» que partilha o poder político com os seus iguais, parece-me também inequívoco que a centralização se inicia muito cedo, bem mais precocemente do que se costuma assinalar, e que só não foi concluída antes por falta de meios disponíveis. A necessidade dos reis medievais demarcarem o seu poder perante o Imperador, primeiro, e o próprio Papa, mais tarde, afirmando-se «(rex est) imperator in regno suo», evidencia bem a consciência (e a apetência) por uma autoridade que não podia ser meramente simbólica.
Caro André,
Muito obrigado pela citação.
Chamo-te, porém, a atenção paro o notável «post» que editámos do «Modernista», julgo mesmo que um dos melhores, de sempre, da blogosfera política, e que mereceria debate da parte dos liberais. Principalmente, nos assuntos que nos coloca e que, de facto, não são fáceis de tratar.
Abç.,
Comentário por rui a. — Dezembro 11, 2007 @ 16:51