Tempos de verdeamento. Por José Manuel Moreira.
Um Estado que exige, mas não cumpre, que cobra e não paga, mesmo quando condenado em tribunal, e que nem o básico – a justiça e a segurança – assegura. Mas que, mesmo assim, está sempre disposto a dar lições de moral sobre os perigos de tudo, desde o endividamento (em que é o maior especialista) ao saco plástico e à globalização.
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É verdade que há líderes africanos a abandonar o tradicional queixume e os pedidos de ajuda e a perceber que o que mais urge é pôr a casa em boa ordem. Mas a maioria quer é a ajuda da UE e o branqueamento. Só que os tempos agora são mais de parcerias e verdeamento, de gente a correr e mesmo assim a ser apanhada em falta, embora com atestados de verdeamento em dia.