The Political Economy of Force-Feeding. Por Anthony de Jasay.
I will stop short of insinuating that force-feeding the young with education some of them are unwilling or unfit to assume, and extensions of the school-leaving age that divert many young people from timely apprenticeship and natural transition into working life, are turning them into replicas of rogue hooligan beasts. Things are not as bad as that, but very much worse than the advocates of ever more, ever longer and ever more expensive compulsory education keep on imagining. Their dream of turning out well-behaved and highly knowledgeable young people destined to have a better life than their parents, while by the same stroke creating a huge positive externality in the form of a “knowledge-based” super-productive economy (such as was set as the medium-term objective for the European Union at its 2003 Lisbon summit) is proving to be just that, a dream. Awake to reality, less paternalistic and less coercive means may be adopted, whose use runs into less resistance.
Julgo que Anthony de Jasay é demasiado generoso em atribuir motivações paternalistas aos governantes nesta matéria. Há suficientes provas nas discussões ao longo dos anos sobre o prolongamento da escolaridade de que a principal motivação é o desejo dos governos de esconder os verdadeiros números de desempregados. O desemprego endémico entre jovens é causado por dois factores: primeiro a política de ordenado mínimo e, segundo, o baixo nível de literacia entre os que abandonam a escola mais cedo.
Aumentar os anos de escolaridade obrigatória é simplesmente um meio de adiar o problema, ao mesmo tempo criando outros, como o aumento da violência nas escolas. Mas mais anos na escola é capaz de agradar aos sindicatos da função pública. No fundo, fingindo ser uma medida benevolente, o aumento da escolaridade obrigatória é mais uma arma do ‘nanny State’.
Comentário por Patricia Lanca — Novembro 14, 2007 @ 17:59