Bento XVI defendeu hoje no Vaticano que a objecção de consciência “é um direito que deve ser reconhecido” também aos farmacêuticos nos casos do aborto e da eutanásia.
Recebendo no Vaticano os participantes do Congresso Mundial “As novas fronteiras do acto farmacêutico”, o Papa pediu que estes profissionais possam ter a opção de “não colaborar directa ou indirectamente no fornecimento de produtos que têm como objectivo escolhas claramente imorais”.
Outubro 30, 2007
A objecção de consciência face ao mal objectivo
5 Comentários »
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Nos primórdios do uso de anestesias em procedimentos cirúrgicos, a Igreja defendia que era imoral as mulheres serem sedadas durante o parto, já evoluiram um pouco desde tais tempos…
Um médico invocar objecção de consciência inda é aceitável, as suas acções têm consequência directa na imoralidade. Agora um farmacêutico recusar-se a vender uma caixa de comprimidos já é abusar. Porque não também recusarem uma caixa de preservativos a um jovem que os vá comprar? Ou mesmo a pílula… espero que depois não caia o carmo e a trindade quando o patrão dispensar os seus serviços por abuso de objecções.
Comentário por João — Outubro 30, 2007 @ 03:15
no outro dia não criticavam coisas parecidas que se passavam em farmácias islâmicas?
Comentário por callapez — Outubro 30, 2007 @ 14:05
este papa também apelou aos advogados objectores de consciencia em casos de divorcio, por isso nao deve ser levado a sério… a época dele já passou e ainda bem…
Comentário por Ricardo Ferreira — Outubro 30, 2007 @ 20:38
Ter consciência “já passou”?
Comentário por CN — Outubro 30, 2007 @ 22:32
“Ter consciência “já passou”?”
Para alguns, parece que sim…
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 30, 2007 @ 23:05