O Bloco de Esquerda acusou hoje a direita e a extrema-direita de financiarem o ensino privado, em particular a ‘Opus Dei’, e denunciou o Ministério da Educação pela “mistificação gigantesca” na divulgação dos “rankings” nacionais.
Estas declarações do líder bloquista não são apenas patéticas, são também um bom sinal. Elas indiciam que a extrema-esquerda e a nomeklatura do eduquês que controla o Ministério da Educação começam a estar preocupadas com os efeitos que a exposição pública do fracasso do ensino estatizado possa ter sobre a opinião pública.
A extrema-esquerda já percebeu que a ameaça vem da possibilidade de passar a haver efectiva liberdade de educação em Portugal. Falta agora que o PSD, CDS e PS (e, já agora, também o Presidente da República, que pelo menos nesta área poderia ter um papel bem mais activo) percebam que a liberdade de educação e a promoção da concorrência em condições de igualdade entre as escolas tem de ser uma prioridade para quem esteja seriamente preocupado com a autonomia das famílias, a melhoria do ensino e o desenvolvimento do país.

É por demais compreensível a reacção de F. Louçã. Há que acabar com o espírito competitivo próprio das sociedades “capitalistas” e o seu inerente e insensato espírito de sacrifício e de exigência.
Quereremos nós tranformar nossos filhos em autênticos “monstros” competitivos cheios de veleidades a esforços vãos e escravos do trabalho? NÃO!! Há que explorar seu lado sensível, por meio de muitas aulas de educação cívica e sexual que constituam o grosso do currículo – mas sem avaliação exigente para não ser traumatizante – e pela aprendizagem da língua e costumes das minorias étnicas.
Ensiná-los que o mundo é um espaço que pode ser muito bom livre do aprisionamento do capitalismo e dos efeitos do aquecimento global.
O Estado do futuro será um Estado tão didáctico tão didáctico que até serão os alunos a dar as aulas e os profes apenas os ensinem a ser rebeldes. O único valor plausível será o de que nada é verdadeiro nem absoluto e que nada nos pertence mas sim à comunidade, ou seja ao Estado. Seremos então a juventude do mundo!
Comentário por Pedro José Félix — Outubro 28, 2007 @ 01:57
É sábado, André. Deve ser o dia em que o Anacleto dá na ganza com mais força…
Comentário por pedro guedes — Outubro 28, 2007 @ 02:55
Esta esquerda patética que domina completamente a escola pública, com o argumento da inclusão social, conseguiu fazer exactamente o contrário daquilo que apregoa! A escola pública de hoje é, claramente e sem dúvida alguma, um factor de EXCLUSÃO SOCIAL! Todos aqueles que não têm possibilidades financeiras ou capacidade intelectual para colocar os seus filhos numa boa escola privada estão condenados ao “ensino” paternalista cheio de pedagogias tontas e histéricamente dominado pelo “eduquês” e seus muitos derivados pós-modernistas, fornecido “gratuitamente” pelo Estado Central. Desta forma o SOCIALISMO esquerdista e ESTALINISTA, que impõe todas as tonterias à escola evita que a escola pública seja uma alavanca para a ascensão social dos mais desfavorecidos! É a escola do laxismo, do facilitismo, da indisciplina, do contexto, da educação pimba! Assim, nunca mais deixaremos de ter 20% da população POBRE! Espero, sinceramente, que o Sr. Presidente da República, ponha termo a tanta cretinice. Ele sabe bem o que se passa na escola pública, é bom não esquecer que tudo começou pelo pós-modernista ROBERTO CARNEIRO, seu antigo Ministro da Educação! Cavaco Silva sabe muito bem porque o país não se modernizou, por isso tenho poucas dúvidas que ele vai ajudar as classes menos abonadas a oferecerem a possibilidade real aos seus filhos de ascenderem socialmente, começando por VETAR de forma clara e inequívoca este estatuto facilitista!
Comentário por Kimlovsky — Outubro 28, 2007 @ 11:35
Louçã ficará muito feliz quando a Arábia Saudita financiar as madrassas em Portugal.
Será que a da Grande Mesquita….?
Comentário por independente — Outubro 28, 2007 @ 13:37
É mesmo o que o André disse: patético!
Comentário por CMF — Outubro 28, 2007 @ 16:10
A Opus Dei é de extrema-direita? Deixa-me ver se percebi, para o Anacleto a Opus Dei e a malta dos carecas são a mesma coisa? Este gajo não está a abusar da ganza, anda é a ficar maluquinho.
Comentário por Anonimo — Outubro 28, 2007 @ 16:43
Hélder, que tal um cartoon do Louçã com um chapéu de alumínio?
“Moonbat!!!”
Comentário por Elisebot — Outubro 28, 2007 @ 20:10
[...] Leitura complementar: Está tudo explicado: é uma vasta conspiração de extrema-direita. [...]
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Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Os delírios de Louçã e os rankings inconvenientes para socialistas e jacobinos (2) — Outubro 28, 2007 @ 23:03
O Anacleto «acusa» a direita…
Eu acuso o sistema de me extorquir parte do meu rendimento para manter a escola estatal onde vegetam indivíduos como o anacleto… O gajo vive mesmo à nossa custa… dos contribuintes, contra a minha vontade.
Não há Direita em portugal senão teríamos Liberdade de escolha…
Comentário por Libertas — Outubro 29, 2007 @ 00:08
“O Bloco de Esquerda acusou hoje a direita e a extrema-direita de financiarem o ensino privado…”
Então devem ser uns unhas de fome, porque o colégio dos miúdos custa-me os olhos da cara…
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Comentário por Mentat — Outubro 29, 2007 @ 00:56
A esquerda aponta-se como razão para o insucesso de determinados grupos, a “desigualdade de oportunidades”, o lastro histórico, no fundo a vulgata marxista das classes dominantes e das classes dominadas.
À direita culpa-se a escola pública e suscitam-se valores como responsabilidade, a disciplina, a competição, etc.
Não tenho dúvidas que tudo isso tem importância, na vida poucas coisas têm uma causa única, mas o que poucos comentadores “sérios” se atrevem a abordar, provavelmente por receio de fuzilamento intelectual, é o verdadeiro factor que faz a diferença: as desiguais capacidades inatas dos indivíduos e o modo como o mais básico darwinismo explica como determinados grupos vencem a lotaria biológica.
Há quem explique, por exemplo, os bons resultados da Escola Secundária de Dona Maria, (Coimbra), estabelecendo uma simples (cor)relação com o facto de os alunos habitarem um bairro de gente rica.
É verdade que existe esta correlação, e também esta, e outras, como por exemplo a maior percentagem do uso de roupas de marca.
E também é verdade que as melhores escolas privadas procuram ter apenas bons alunos, dispensando os maus. É lógico que o façam.
A conclusão imediata e simples que a esquerda tira daqui, é que o que está em causa é a desigualdade de oportunidades” pelo que, em consequência, a solução passará por atacar as “desigualdades”, sem as quais, presume-se, todos os alunos obteriam resultados semelhantes.
É evidente que este raciocínio, além de ignorar o indivíduo diluindo-o em conceitos ideológicos, é falacioso, não só porque confunde relação com correlação, mas também porque todos sabemos de forma epidérmica que os indivíduos têm capacidades diferentes.
O facto de os pais dos alunos da Escola Dona Maria serem ricos, é importante no sucesso escolar dos filhos, pelas condições que lhe podem propiciar, sim, mas principalmente porque serem pessoas bem sucedidas, deriva (em amostras significativas), de serem mais inteligentes e academicamente motivados.
A escola é “boa” por muitas razões, das quais a mais importante é ser frequentada por alunos em média mais inteligentes.
A herança do meio e da atitude paterna é importante, mas o mais importante legado que os pais deixaram aos filhos, foi ratificado 9 meses antes do nascimento destes.
Por exemplo, há estudos (nos EUA) que apontam elevadas correlações entre a quantidade de livros em casa e o desempenho escolar.
A conclusão “progressista” é imediata: livros para todos, para que todos estejam em condições de igualdade.
Mas é uma conclusão errada, porque o facto de haver mais livros em casa, deriva dos pais…do seu interesse intelectual (inteligência) e do dinheiro para os comprar (sucesso na vida…por sua vez largamente relacionado com a inteligência).
Os genes, portanto.
Como é óbvio, estou a falar em termos estatísticos, já que, individualmente, cada caso é um caso.
Comentário por Lidador — Outubro 29, 2007 @ 13:52
A diferença, digo eu, não está no “ensino estatizado” mas sim na qualidade alunos (e professores??) que vão para as escolas privadas! São alunos provenientes de extractos mais altos da população (financeiro e cultural), claro que os resultados só poderiam ser melhores, até pq há selecção à entrada! E assim se perpetua a diferença entre gerações! Claro q se deve nivelar por cima e não é aplicando esta receita de forma universal q se resolvem os problemas!
Em termos de estudos as médias de pouco ou nada valem! O principal problema do ensino estatal são os professores, mal preparados e sem vocação, que vão para leccionar por falta de alternativas. Em países como a Finlândia, Singapura, onde esta carreira é de dificil acesso e de melhor formação o ensino estatal tem óptimos resultados! Na prática este estudo nada adianta ao que já se sabia!
Comentário por Nuno — Outubro 29, 2007 @ 17:55