O post é pequeno mas o LA-C não o parece ter lido com atenção, já que imaginou uma conclusão onde apenas se dava conta de um facto (muito) inconveniente para socialistas e jacobinos.
Mesmo o título da notícia linkada – o único elemento que uma leitura apressada poderia associar à conclusão imaginada – indica claramente que se refere aos exames nacionais e o que é referido na notícia é factualmente correcto:
As cinco escolas privadas que alcançaram a média mais alta na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário são todas católicas, três delas ligadas à Opus Dei.
É possível calcular rankings segundo outros critérios? Certamente que sim, mas nenhum desses rankings fará com que deixe de ser verdade o tal facto extremamente inconveniente. Seria abusivo – é verdade – concluir que as escolas privadas e religiosas são melhores tout court do que as restantes apenas com base neste indicador, mas é um facto que foram as que tiveram – em média, e por muito que isso custe a algumas pessoas – melhores resultados nos exames nacionais. É esse facto que a notícia refere. É essa verdade que o meu post considera inconveniente. As muitas reacções de profunda incomodidade por parte de defensores do ensino estatizado confirmam precisamente essa inconveniência.
[...] P.P.S. O André esclarece melhor a entrada que eu cito. [...]
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