
Num país católico como Portugal, frequentemente apontado como carenciado de todas estas qualidades, o BCP tornou-se um caso exemplar para mostrar ao mundo, sobretudo aos portugueses, aquilo de que eles também são capazes.
O BCP possuía vários atributos para o sucesso, entre eles, o apoio da Igreja Católica. Mas o mais importante de todos era o facto de o BCP possuir um “Papa” – uma condição essencial ao sucesso de qualquer instituição num país católico. O Eng. Jardim Gonçalves personificava, obviamente, essa figura. Ele era a cara do Banco, o seu líder, a sua autoridade suprema, absoluta, livre e incontestada.Pedro Arroja, Um Papa não se reforma.
Décimo-segundo, a autoridade pessoalizada, forte, proba e discreta do próprio Salazar [como personificação da autoridade pessoal católica defendida por Pedro Arroja] – um exemplo para todos aqueles que serviam o Estado e, em última instância, para toda a sociedade. Ele estava lá para guardar a casa e para evitar que ela fosse deitada abaixo.
Pedro Arroja, a casa.
Qual o problema, quando confrontado com o exemplo por si próprio escolhido de autoridade mui católica, suprema, absoluta, livre e incontestada (e ainda, sem dúvida, não reformada)?
A realidade.