Sexta-feira, 12 de Outubro, o Governo português apresentou a sua proposta de Orçamento de Estado para o ano de 2008. No dia seguinte uma consultora fiscal descobriu o que o ministro das Finanças viria a admitir ser um erro:
O Governo admite que há uma gralha na proposta de Orçamento do Estado para 2008 e nega, assim, as notícias divulgadas no sábado que davam conta de benefícios aos pensionistas com reformas mais elevadas.
Se o Estado erra em funções tão simples como a publicação de um documento oficial que esperar da eficácia de milhares de outros serviços públicos?
Mas errar é humano, certo? Não se pode, por isso, pretender que uma instituição composta por humanos seja perfeita. Nem o mercado é perfeito, diriam os estatistas! Sim, mas num mercado livre as empresas com maior índice de erro não sobrevivem e os consumidores podem sempre escolher a empresa que lhes presta melhor serviço. Com o Estado não há possibilidade de escolha e, pior ainda, os seus clientes eleitores continuam a desejar perfeição…
Errare humanum est, perseverare autem diabolicus.
[Errar é humano, persistir no erro é diabólico - Séneca]
“Sim, mas num mercado livre as empresas com maior índice de erro não sobrevivem e os consumidores podem sempre escolher a empresa que lhes presta melhor serviço. Com o Estado não há possibilidade de escolha e, pior ainda, os seus clientes eleitores continuam a desejar perfeição…”
Não é um mercado concorrencial. Tem muitas barreiras à entrada. E só de 4 em 4 anos se pode escolher o “fornecedor”. Mas a verdade é que o partido que menos errar tenderá a ter sucesso nessa escolha.
Comentário por Gonçalo — Outubro 15, 2007 @ 09:03
“Mas a verdade é que o partido que menos errar tenderá a ter sucesso nessa escolha.”
A verdade é que o partido com mais sucesso é aquele que mais promete o mundo perfeito. E como as lideranças estão sempre a mudar, os eleitores acreditam que os erros do passado não se vão repetir…
Comentário por BZ — Outubro 15, 2007 @ 12:09
[...] Este é um possível problema apenas para accionistas e clientes do BCP. Existem no mercado várias alternativas de investimento para quem não deseja confiar o seu dinheiro a esta instituição bancária. Mas o que dirá NSS quando todos somos afectados por erros dos quais não temos opção de escolha? [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » BCP: dever e haver — Outubro 15, 2007 @ 17:38