O Insurgente

Outubro 12, 2007

MAIS UM IGNÓBIL NOBEL

Filed under: Ambiente,Diversos,Internacional,Política — planca12 @ 16:55

Al Gore é coroado como principe dos aldrabões

Na semana em que um juiz britânico se pronunciou a favor de uns pais que levantaram objecções à apresentação do filme de Gore (An Inconvenient Truth) na escola dos filhos, o prevaricador recebe o prémio Nobel.

O juiz apontou vários erros científicos no filme. Melanie Phillips, uma lutadora contra a nova eco-religião, reproduz as palavras do juiz e exprime hoje no seu blogue a sua indignação e refere os seus leitores ao comentário sobre o filme de Marlon Lewis do CEIn Point, Competitive Enterprise Institute de New York.

Eis a conclusão de Marlo Lewis:

Vice President Gore calls global warming a “moral issue”, but for him it is a moralizing issue a licence to castigate political adversaries and blame America first for everything from hurricanes to floods to wildfires to tick-borne disease. Somehow Gore sees nothing immoral in the attempt to make fossil energy scarcer and more costly in a world where 1.6 billion people still have no access to electricity and billions more are too poor to own a car.
Nearly every significant statement that Vice President Gore makes regarding climate science and climate policy is either one sided, misleading, exaggerated, speculative or wrong. In light of these numerous distortions, AIT is ill-suited to serve as a guide to climate science and climate policy for the American people.

Ler o comentário completo em:
http://www.cei.org

9 Comentários »

  1. E’ um dia triste para todos nos, mas melhores dias virao.
    Deve ser um enorme orgulho ganhar um premio Nobel, estou-me a lembrar desse grande defensor da paz, Yasser Arafat, ou entao Jimmy Carter, um homem que poderia tambem ter ganho o Nobel dos Mariquinhas.

    Gore esta’ em boa companhia.

    Um dia destes ainda se vao lembrar de dar o Nobel a Che Guevara.

    Comentário por Carlos Carvalho — Outubro 12, 2007 @ 21:10

  2. As coisas não são a preto e branco, são muitas vezes cinzentas.
    A meu ver, justificadíssimo.

    Comentário por José Manuel Dias — Outubro 12, 2007 @ 23:02

  3. « Somehow Gore sees nothing immoral in the attempt to make fossil energy scarcer and more costly in a world where 1.6 billion people still have no access to electricity and billions more are too poor to own a car.»

    Eu espero bem que você não perceba inglês, porque dar isso como argumento é apenas absurdo… Mas já nos habituou a esse tipo de coisas.

    Comentário por Jam — Outubro 13, 2007 @ 00:31

  4. hahahahahhahahahahahhahaha
    hahahhahahahahahahahhahaha
    O CEI metido ao barulho!
    Já agora, não querem por aqui aqueles spots deles sobre o CO2?
    Poinham epois venham falar de mentiras e demagogia do Gore.

    Comentário por toni — Outubro 13, 2007 @ 15:17

  5. “(…) and billions more are too poor to own a car.”

    A imoralidade está no argumento. Qualquer como ‘se produzirmos menos petróleo só os ricos poderão andar de carro’ é um apelo à peçonha da cobiça.
    Digo eu, que sou tão destituído que não preciso de carro para nada.

    Comentário por Dorean Paxorales — Outubro 13, 2007 @ 16:48

  6. Nova tese nazi-busho-siomista: a ciência é feita nos tribunais e não pelos cientistas… e milhares de cientistas em todo o mundo sabem menos de ciência do que o juiz inglês que vomitou este aborto jurídico..

    E depois dizem que os muçulmanos é que são obscurantistas…

    Comentário por Euroliberal — Outubro 13, 2007 @ 17:47

  7. Melanie Philips tem ao menos a honestidade intelectual de dar uma parte da notícia que O Insurgente omite:

    “[The judge ruled that the film] is substantially founded upon scientific research and fact, albeit that the science is used, in the hands of a talented politician and communicator, to make a political statement and to support a political programme [with propositions that were] supported by a vast quantity of research published in peer-reviewed journals worldwide and by the great majority of the world’s climate scientists.”

    A seguir, porém, estraga tudo com o seguinte non sequitur:

    However, since the judge made clear that the barrister representing the aggrieved parent had decided for the purposes of this court case not to contest the broad argument for made-made global warming but to focus instead on specific errors in the film, the judge could hardly have said anything different on that specific point.

    Vamos lá ver se entendemos o raciocínio da senhora; como o advogado do quiexoso não quis contestar a tese fundamental de Gore o juiz teve que a considerar válida e fundamentada pela vasta maioria da investigação publicada e revista.

    Não, não pode ser isto. Devo ter lido mal. Vamos lá ver: como o advogado não alegou que a tese central do filme estava errada, o juiz também não se pronunciou. É isto?

    Não. O Juiz pronunciou-se. Considerou a tese o filme correcto no essencial e baseado em. Porquê? Porque o advogado não levantou a questão. Mas se o advogado não levantou a questão, porque é que o juiz não se calou?

    Vou tentar outra vez: o juiz declarou que o filme estava substancialmente correcto mas só o fez porque o advogado não se tinha referido ao assunto.

    Não. Continua a não ter lógica nenhuma. Raisparta.

    O melhor é deixar isto e perguntar porque será que o advogado decidiu não levantar a questão do mérito global do filme e preferiu referir-se apenas a uns tantos erros (laboriosamente escolhidos, sem dúvida). É uma pergunta que Melanie Philips não faz, mas que eu, que sou desconfiado, faço. Será que o queixoso sabia perfeitamente que o filme está correcto na sua tese central e é cientificamente válido, e não quis entrar numa batalha que só podia perder?

    Se Melanie Philips não fosse uma crackpot de extrema-direita, faria deste caso a leitura que qualquer pessoa razoável faz: confrontado com provas (que os queixosos foram rapar ao fundo do tacho) de que certos pormenores do filme estavam errados, o juiz fez o que lhe competia e aceitou-as; porém teve o cuidado de deixar claro, apesar de o queixoso ter procurado evitar este assunto, que na premissa geral o filme está bem fundamentado.

    É o que se conclui tendo em consideração todos os factos e não apenas alguns. E eu, pela minha parte, sinto-me grato a este juiz: tirou-me as dúvidas que ainda me restavam sobre a realidade do aquecimento global antropogénico.

    Comentário por José Luiz Sarmento — Outubro 13, 2007 @ 23:51

  8. Errata
    Este parágrafo saiu-me empastelado:

    “Não. O Juiz pronunciou-se. Considerou a tese o filme correcto no essencial e baseado em. Porquê? Porque o advogado não levantou a questão. Mas se o advogado não levantou a questão, porque é que o juiz não se calou?”

    O que eu queria escrever era isto;

    “Não. O Juiz pronunciou-se. Considerou o filme correcto no essencial. Porquê? Porque o advogado não levantou a questão. Mas se o advogado não levantou a questão, porque é que o juiz não se calou?”

    Comentário por José Luiz Sarmento — Outubro 13, 2007 @ 23:58

  9. Mais um ignóbil post da irrecuperével neo-coneira Patrícia Lança. Ainda a vamos ver a defender que quando o Grande Timoneiro Al Bushone se descuida, cheira bem…

    Comentário por Euroliberal — Outubro 14, 2007 @ 17:06


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