The hills are alive with the sound of machine guns
Cuidado: não leia bebendo nem comendo nada, você pode engasgar!
Joaquim Armindo debulha-se sobre Che Guevara:
Em cada flor do mato viu uma amiga e em cada noite de luar abraçou a humanidade. Quando em Portugal as forças da mordaça, de Salazar ou Caetano, nos impediam de cantar, de beijar a liberdade, a força do Che era suficiente para não nos deixar desesperados; foi nele que vimos nascer uma nova humanidade proclamando a justiça e a paz, e nem a sua morte fez com que o nosso caminhar fosse coarctado. Nessa longa noite de uma guerra colonial, em que se proibia o amor e em que era perseguido nas avenidas, ruas e vielas das nossa cidades um simples beijo a uma flor, lá das montanhas da luta onde estava Che Guevara vinham os acordes das melodias que nos faziam chorar de raiva e lutar. Lutar como em Maio de 1968 em França, por uma nova ordem internacional. E isso foi muito bonito!

Épico.
Comentário por André Azevedo Alves — Outubro 10, 2007 @ 1:24 am
“era perseguido nas avenidas, ruas e vielas das nossa cidades um simples beijo a uma flor, lá das montanhas da luta onde estava Che Guevara vinham os acordes das melodias que nos faziam chorar de raiva e lutar”
Quer dizer que não se podia dar um beijo nas nossas avenidas, ruas e vielas a uma flor! Revoltante, pois nas vielas até há flores que dão tanta vontade de dar um beijinho ou mais.
Mas significativo é o facto de as melodias que vinham das “montanhas da luta” (???) causarem tamanha sensação de desagrado… Se calhar era uma versão pirata do “Guantanamera”. Seria alguma tortura da PIDE?
Comentário por Pedro José Félix — Outubro 10, 2007 @ 2:07 am
[...] Pedro Sette Câmara d’ O Insurgente descobre-se estas e outras pérolas sobre Che Guevara, assinadas por Joaquim Armindo, “membro [...]
Pingback por blogue atlântico » Blog Archive » Espero que não licença de porte de arma — Outubro 10, 2007 @ 2:07 am
Comovente. Apetece-me fumar um charro. É preciso ser profundamente imbecil e sofrer de ideologia para escrever algo assim.
Comentário por António Bastos — Outubro 10, 2007 @ 2:16 am
ao contrário do António Bastos, até pensei que estava com uma moca do c@r@lho quando li este excerto do texto…
Comentário por JBP — Outubro 10, 2007 @ 2:59 am
A inspiração deve ter sido provocada por uma dose excessiva de erva…
Comentário por Miles — Outubro 10, 2007 @ 9:44 am
Sem ofensa para os Beatles, o texto ultrapassa em termos de moca a letra da ‘Lucy In The Sky With Diamonds’ !
Já agora,
“Picture yourself in a boat on a river,
With tangerine trees and marmalade skies
Somebody calls you, you answer quite slowly,
A girl with kaleidoscope eyes.
Cellophane flowers of yellow and green,
Towering over your head.
Look for the girl with the sun in her eyes,
And she’s gone.
Lucy in the sky with diamonds.
”
etc…
Comentário por Infidel — Outubro 10, 2007 @ 12:53 pm