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	<title>Comentários em: Discussão bafienta</title>
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		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Porquê o medo?</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10376</link>
		<dc:creator><![CDATA[blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Porquê o medo?]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 16:20:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] Luís Rainha acha que me ando a entreter com &#8216;defuntos antigos&#8217;. Nada mais errado. Mas o Luís engana-se mais ainda. Engana-se na perspectiva. Ao salientar um rei que engorda [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Luís Rainha acha que me ando a entreter com &#8216;defuntos antigos&#8217;. Nada mais errado. Mas o Luís engana-se mais ainda. Engana-se na perspectiva. Ao salientar um rei que engorda [...]</p>
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		<title>Por: leonidas</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10364</link>
		<dc:creator><![CDATA[leonidas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 22:54:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nem a monarquia foi um equivoco nem a republica o é.
 Ausentarmo-nos de saber o que poderia ter corrido bem nos ultimos 100 anos, não adianta e conduz á repetição do erro.
 O povo em geral quer poder viver e trabalhar sem que para isso tenha de dispender parte do seu tempo a resolver aquilo para o qual elege um governo e paga impostos. Quando a administração aumenta o grau de exigência sobre a população, seja atravéz da burocracia impostos ou obrigações, qualquer cidadão pode-se questionar sobre a real utilidade de sequer haver um Estado
 A ausencia de rumo é uma constante nas republicas e repare-se no caso do parque Mayer.Um autarca consciente teria assumido as escolhas da administração anterior.Mas como vivemos num sistema partidário não existe esse travão ético, qualquer executivo pode-se desculpar com aquilo que a administração anterior fez e não ter a coerência de atribuir mérito ao que anteriores governos fizeram...tudo intelectualmente ofensivo quando se sabe que um plano de investimento pode demorar 20 anos a dar resultados.
 O orçamento em Portugal inclui o plano de investimentos e toma a forma de lei, o que significa que em AR um governo maioritário pode aprovar o orçamento que quiser sem que haja qualquer poder que faça o equilibrio...poderia um Rei já que a logevidade com o conhecimento da maquina administrativa permitem que mesmo um rei com fracos poderes possa bloquear interesses lesivos á nação...mas pode um presidente num sistema semi-presidencialista?
 Tecnicamente ninguém pode ,o que conduz á guerra de estatisticas que temos assistido, com secretários de estado a fazerem conferências de imprenssa para divulgarem dados de crescimento que o proprio BP contradiz

Ou seja o debate sobre a monarquia e republica é actual e se-lo-á enquanto se insistir na ideia de que o passado não interessa
Mas interessa porque hoje atravessamos os mesmos problemas de á 200 anos, 150, 100...que nos recusamos a ver

Portanto ou somos cegos ou burros ,se insistrimos nesta recusa...em ambos os casos dou-lhe razão, porque são ambos bafientos

bem haja]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nem a monarquia foi um equivoco nem a republica o é.<br />
 Ausentarmo-nos de saber o que poderia ter corrido bem nos ultimos 100 anos, não adianta e conduz á repetição do erro.<br />
 O povo em geral quer poder viver e trabalhar sem que para isso tenha de dispender parte do seu tempo a resolver aquilo para o qual elege um governo e paga impostos. Quando a administração aumenta o grau de exigência sobre a população, seja atravéz da burocracia impostos ou obrigações, qualquer cidadão pode-se questionar sobre a real utilidade de sequer haver um Estado<br />
 A ausencia de rumo é uma constante nas republicas e repare-se no caso do parque Mayer.Um autarca consciente teria assumido as escolhas da administração anterior.Mas como vivemos num sistema partidário não existe esse travão ético, qualquer executivo pode-se desculpar com aquilo que a administração anterior fez e não ter a coerência de atribuir mérito ao que anteriores governos fizeram&#8230;tudo intelectualmente ofensivo quando se sabe que um plano de investimento pode demorar 20 anos a dar resultados.<br />
 O orçamento em Portugal inclui o plano de investimentos e toma a forma de lei, o que significa que em AR um governo maioritário pode aprovar o orçamento que quiser sem que haja qualquer poder que faça o equilibrio&#8230;poderia um Rei já que a logevidade com o conhecimento da maquina administrativa permitem que mesmo um rei com fracos poderes possa bloquear interesses lesivos á nação&#8230;mas pode um presidente num sistema semi-presidencialista?<br />
 Tecnicamente ninguém pode ,o que conduz á guerra de estatisticas que temos assistido, com secretários de estado a fazerem conferências de imprenssa para divulgarem dados de crescimento que o proprio BP contradiz</p>
<p>Ou seja o debate sobre a monarquia e republica é actual e se-lo-á enquanto se insistir na ideia de que o passado não interessa<br />
Mas interessa porque hoje atravessamos os mesmos problemas de á 200 anos, 150, 100&#8230;que nos recusamos a ver</p>
<p>Portanto ou somos cegos ou burros ,se insistrimos nesta recusa&#8230;em ambos os casos dou-lhe razão, porque são ambos bafientos</p>
<p>bem haja</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Luís Aguiar Santos</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10365</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luís Aguiar Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 17:44:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu não sei se o André entendeu inteiramente que, para alguns monárquicos, o problema do País é de natureza constitucional. Ninguém diz (acho eu) que a restauração da monarquia iria resolver os problemas a que se refere como liberal (porque, para outros que o não são, os seus &quot;problemas&quot; não existem e existem outros). Ora, para liberais monárquicos, só uma aproximação ao problema do Estado Providência, por exemplo, que coloque em cima da mesa questões de fundo de organização do Estado serão sólidas e duráveis. Do meu ponto de vista, a questão da chefia de Estado é importante não só em si mesma, mas provavelmente sobretudo porque tem de estar bem articulada com uma instituição parlamentar mais representativa, fiscalizadora e eficiente - o que tem implicações na concepção que temos da independência do judiciário e por aí fora... Ou seja, é precisa uma reflexão global de natureza constitucional e eu julgo que a tradição monárquica constitucional é a melhor posição para ela se fazer. É pena que o André desista de um exercício desses - que poderia fazer com &quot;like-minded people&quot; em nome de soluções mais parciais e imediatistas que, perdoe-me, podem ser ilusórias (e &quot;desligadas da realidade&quot;). Abraço.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sei se o André entendeu inteiramente que, para alguns monárquicos, o problema do País é de natureza constitucional. Ninguém diz (acho eu) que a restauração da monarquia iria resolver os problemas a que se refere como liberal (porque, para outros que o não são, os seus &#8220;problemas&#8221; não existem e existem outros). Ora, para liberais monárquicos, só uma aproximação ao problema do Estado Providência, por exemplo, que coloque em cima da mesa questões de fundo de organização do Estado serão sólidas e duráveis. Do meu ponto de vista, a questão da chefia de Estado é importante não só em si mesma, mas provavelmente sobretudo porque tem de estar bem articulada com uma instituição parlamentar mais representativa, fiscalizadora e eficiente &#8211; o que tem implicações na concepção que temos da independência do judiciário e por aí fora&#8230; Ou seja, é precisa uma reflexão global de natureza constitucional e eu julgo que a tradição monárquica constitucional é a melhor posição para ela se fazer. É pena que o André desista de um exercício desses &#8211; que poderia fazer com &#8220;like-minded people&#8221; em nome de soluções mais parciais e imediatistas que, perdoe-me, podem ser ilusórias (e &#8220;desligadas da realidade&#8221;). Abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno A. G. Bandeira</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10368</link>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno A. G. Bandeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 16:15:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro Nuno Resende,

Mal de nós se o Câmara Pereira representasse os monárquicos em qualquer sentido. O PPM é actualmente uma pequena máfia, um negócio de família, sem qualquer significado, que se conseguiu eleger graças a um pequeno golpe político no PSD.

Os elementos que realmente foram a alma do PPM como Ribeiro Telles ou Nuno Cardoso da Silva já há muito deixaram o partido.

É um erro comum confundir-se os monárquicos com o PPM ou o Câmara Pereira. O partido actualmente é uma fraude.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno Resende,</p>
<p>Mal de nós se o Câmara Pereira representasse os monárquicos em qualquer sentido. O PPM é actualmente uma pequena máfia, um negócio de família, sem qualquer significado, que se conseguiu eleger graças a um pequeno golpe político no PSD.</p>
<p>Os elementos que realmente foram a alma do PPM como Ribeiro Telles ou Nuno Cardoso da Silva já há muito deixaram o partido.</p>
<p>É um erro comum confundir-se os monárquicos com o PPM ou o Câmara Pereira. O partido actualmente é uma fraude.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Resende</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10370</link>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Resende]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 15:54:35 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Lamento que pense assim. Se calhar os problemas mais graves, os que estão próximos de nós, não se resolveriam com a monarquia, mas os de fundo e que, por linhas travessas, contribuem para a existências dos problemas mais graves, talvez fossem anulados pela existência de um regime mais estável.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lamento que pense assim. Se calhar os problemas mais graves, os que estão próximos de nós, não se resolveriam com a monarquia, mas os de fundo e que, por linhas travessas, contribuem para a existências dos problemas mais graves, talvez fossem anulados pela existência de um regime mais estável.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: André Abrantes Amaral</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10371</link>
		<dc:creator><![CDATA[André Abrantes Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 15:00:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro Nuno Resende,

Eu votaria na monarquia. Sucede que essa questão não se coloca. Os benefícios da monarquia são mínimos quando comparados com os que advêm da resolução de problemas mais graves.

A comprovar este facto está o desinteresse que esta questão suscita. Ela é um bom motivo para conversa de café, para escrever um &#039;post&#039;, para uma agradável troca de comentários no blogue mas, por enquanto, fica-se por aí. Talvez mais tarde.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno Resende,</p>
<p>Eu votaria na monarquia. Sucede que essa questão não se coloca. Os benefícios da monarquia são mínimos quando comparados com os que advêm da resolução de problemas mais graves.</p>
<p>A comprovar este facto está o desinteresse que esta questão suscita. Ela é um bom motivo para conversa de café, para escrever um &#8216;post&#8217;, para uma agradável troca de comentários no blogue mas, por enquanto, fica-se por aí. Talvez mais tarde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Bafienta pode ser, mas há que discuti-la. &#171; ¶ o breviário</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10372</link>
		<dc:creator><![CDATA[Bafienta pode ser, mas há que discuti-la. &#171; ¶ o breviário]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 13:39:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] Ainda no rescaldo no cinco de Outubro, o meu comentário ao post do Insurgente: [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Ainda no rescaldo no cinco de Outubro, o meu comentário ao post do Insurgente: [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Nuno Resende</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10373</link>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno Resende]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 13:23:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu compreendo o ponto de vista do André. É mais ou menos o do Pessoa, que dizia que era monárquico mas «votaria, embora com pena, pela República». Tanto quanto percebi, no entanto, o André não votaria em nenhum dos regimes. Uma espécie de laisser faire laissez passer. Compreendo-o mas não aceito. Sou monárquico com brio, mas gosto de me demarcar desses monárquicos que refere, e bem, aos quais o desejo de uma monarquia moderna e desempoeirada  nada deve. A pretensiosidade dos monárquicos portugueses tem à cabeça uma pessoa como o Câmara Pereira... ele define bem este grupo de pedantes, inócuos, intelectualmente vazios e profundamente conservadores. Valha-nos que no sentido oposto, no seio dos poucos republicanos que existem neste país (os que vão às comemorações do 5 de Outubro e do 31 de Janeiro), o panorama não é melhor: a trupe que engavetou o Aquilino Ribeiro e que frequenta os salões dos Grémios Maçons é toda feita de homens profundamente sinistros. E claro, como quase todos são políticos, podemos adivinhar que a sua formação se paute por uma total ou quase total ausência de escrúpulos.
Portanto, meu caro amigo, nunca votaria pela República. Não pelo regime em si, que os há bons e que se recomendam. Mas pelo país em que estamos e pela época em que nos encontramos. A república, em Portugal, não é um mal menor. É um mal, ponto final. A desfaçatez com que este regime tomou conta do poder (e não gosto de julgar a História, nem os seus actores, deviamos isso sim enveredar por um discurso de Futuro) é de tal forma abjecto que me deixa angustiado: aproveitar-se de um país analfabeto, iliterato, de gente fraca, não politizada, do homicídio do Rei e do Príncipe e da ajuda do poder estrangeiro (dos ingleses, esses sempre nossos grandes &quot;amigos&quot;!) para que meia dúzia de burgueses tomassem conta do cofres do Estado convencendo outra meia dúzia das vantagens salvadoras do regime é digno de integrar a lista dos grande crimes da Humanidade. Noutros países, noutros contextos estes crimes seriam julgados. Aqui foram varridos para debaixo de uma bandeira nova, de um hino que exalta o brio patriótico, com a ajuda de uma selecção nacional de futebol. Há uma pergunta que eu faço constantemente, mas à qual ninguém me sabe, ou não quer, dar resposta: se a bandeira verde-vermelha é a bandeira de Portugal, por que é que em 1910, Portugal mudou de bandeira. Pode parecer infantil a pergunta e o raciocínio, mas prova até que ponto a bandeira republicana serviu para acomodar nos arquétipos portugueses a noção de novo país, «fanado no estrume do 5 de Outubro», adaptando uma frase de A. Saraiva...
Em 1910 morreu a liberdade e a democracia conquistada pelos Bravos do Mindelo, em 1834, e esta liberdade só foi reconquistada em 1974. Por isso a República não é, nem pode ser, desculpabilizada com um encolher de ombros.
Cumprimentos]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu compreendo o ponto de vista do André. É mais ou menos o do Pessoa, que dizia que era monárquico mas «votaria, embora com pena, pela República». Tanto quanto percebi, no entanto, o André não votaria em nenhum dos regimes. Uma espécie de laisser faire laissez passer. Compreendo-o mas não aceito. Sou monárquico com brio, mas gosto de me demarcar desses monárquicos que refere, e bem, aos quais o desejo de uma monarquia moderna e desempoeirada  nada deve. A pretensiosidade dos monárquicos portugueses tem à cabeça uma pessoa como o Câmara Pereira&#8230; ele define bem este grupo de pedantes, inócuos, intelectualmente vazios e profundamente conservadores. Valha-nos que no sentido oposto, no seio dos poucos republicanos que existem neste país (os que vão às comemorações do 5 de Outubro e do 31 de Janeiro), o panorama não é melhor: a trupe que engavetou o Aquilino Ribeiro e que frequenta os salões dos Grémios Maçons é toda feita de homens profundamente sinistros. E claro, como quase todos são políticos, podemos adivinhar que a sua formação se paute por uma total ou quase total ausência de escrúpulos.<br />
Portanto, meu caro amigo, nunca votaria pela República. Não pelo regime em si, que os há bons e que se recomendam. Mas pelo país em que estamos e pela época em que nos encontramos. A república, em Portugal, não é um mal menor. É um mal, ponto final. A desfaçatez com que este regime tomou conta do poder (e não gosto de julgar a História, nem os seus actores, deviamos isso sim enveredar por um discurso de Futuro) é de tal forma abjecto que me deixa angustiado: aproveitar-se de um país analfabeto, iliterato, de gente fraca, não politizada, do homicídio do Rei e do Príncipe e da ajuda do poder estrangeiro (dos ingleses, esses sempre nossos grandes &#8220;amigos&#8221;!) para que meia dúzia de burgueses tomassem conta do cofres do Estado convencendo outra meia dúzia das vantagens salvadoras do regime é digno de integrar a lista dos grande crimes da Humanidade. Noutros países, noutros contextos estes crimes seriam julgados. Aqui foram varridos para debaixo de uma bandeira nova, de um hino que exalta o brio patriótico, com a ajuda de uma selecção nacional de futebol. Há uma pergunta que eu faço constantemente, mas à qual ninguém me sabe, ou não quer, dar resposta: se a bandeira verde-vermelha é a bandeira de Portugal, por que é que em 1910, Portugal mudou de bandeira. Pode parecer infantil a pergunta e o raciocínio, mas prova até que ponto a bandeira republicana serviu para acomodar nos arquétipos portugueses a noção de novo país, «fanado no estrume do 5 de Outubro», adaptando uma frase de A. Saraiva&#8230;<br />
Em 1910 morreu a liberdade e a democracia conquistada pelos Bravos do Mindelo, em 1834, e esta liberdade só foi reconquistada em 1974. Por isso a República não é, nem pode ser, desculpabilizada com um encolher de ombros.<br />
Cumprimentos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: toni</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10374</link>
		<dc:creator><![CDATA[toni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 12:50:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Basta ver a quantidade impressionante de votos do PPM para ver o enorme interesse que a reinstauração da monarquia desperta no publico.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Basta ver a quantidade impressionante de votos do PPM para ver o enorme interesse que a reinstauração da monarquia desperta no publico.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: pestrado</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10375</link>
		<dc:creator><![CDATA[pestrado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 11:11:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A questão é que o país está feio, tudo mal construíudo e a bandeira é horrorosa e inspira vergonha. É feia. As cidades estão sujas e feias pela mão implacável de engenheiros sem um pingo de gosto e as aldeolas, essas, estão todas espatifadas com alumínio e casas perfeitamente assassinas. Quer queiram quer não, Portugal só existe num plano estético (artístico, turístico, grastronómico), porque de resto não temos nada para dar nem para nos sustentar a nós próprios. A estética é tudo. Portanto mudar a Bandeira era essencial - se for preciso voltar à monarquia para ter uma bandeira bonita então vamos lá.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A questão é que o país está feio, tudo mal construíudo e a bandeira é horrorosa e inspira vergonha. É feia. As cidades estão sujas e feias pela mão implacável de engenheiros sem um pingo de gosto e as aldeolas, essas, estão todas espatifadas com alumínio e casas perfeitamente assassinas. Quer queiram quer não, Portugal só existe num plano estético (artístico, turístico, grastronómico), porque de resto não temos nada para dar nem para nos sustentar a nós próprios. A estética é tudo. Portanto mudar a Bandeira era essencial &#8211; se for preciso voltar à monarquia para ter uma bandeira bonita então vamos lá.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Monarquia ou República?</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10369</link>
		<dc:creator><![CDATA[blogue atlântico &#187; Blog Archive &#187; Monarquia ou República?]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 00:17:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[[...] post muito interessante, assim como a discussão nada bafienta que gerou na caixa de comentários: Discussão bafienta. Por André Abrantes [...]]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] post muito interessante, assim como a discussão nada bafienta que gerou na caixa de comentários: Discussão bafienta. Por André Abrantes [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: António Bastos</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10367</link>
		<dc:creator><![CDATA[António Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 23:49:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10367</guid>
		<description><![CDATA[Começo por dizer que sou estruturalmente monárquico. Lamento profundamente que o André tenha da questão do regime uma visão puramente estética. O André não compreendeu o que estava em jogo com a queda do muro de Berlim. Desde já lhe pergunto: se é apenas uma questão de ordem estética porque é que os republicanos (que eram meia dúzia de &quot;gatos pingados&quot;) criaram uma organização terrorista como a Carbonária para, entre outras coisas, assassinar o Rei D.Carlos e o Principe Real D. Luis Filipe? Porque nunca referendaram o regime? Nunca lhe ocorreu que a centralização inerente a um regime centralizador, porque ilegítimo (daí ser incapaz de respeitar o princípio da subsdiariedade), é o que está na génese do problema da incontrlável despesa pública? Nunca lhe ocorreu a similitude da nossa situação com a da França, modelo do nosso regime maldito?Nunca compreendeu que todo o poder tem de ser limitadao pela lei e que a Instituição Real, exactamente porque não foi eleita (não deixando no entanto de estar submetida à lei, como qualquer mortal) é um obstáculo à cupidez da classe política. Eleger o Chefe de Estado é ficar refém da partidocracia na medida em que este provém invariavelmente deste universo. Já Bonald dizia que &quot;quando se põe o povo como soberano este fica refém de todos os intriguistas&quot;. Somos as ´&quot;alimárias&quot; da classe política. O regime que temos em Portugal é, como sabe, fruto da Revolução Francesa que está igualmente na génese do totalitarismo do sec. XX, isto é do socialismo na sua vertente nacionalista, vulgo nacional-socialismo, ou na sua vertente internacionalista, vulgo comunismo. Procure aprofundar mais estes assuntos. Saudações monárquicas]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Começo por dizer que sou estruturalmente monárquico. Lamento profundamente que o André tenha da questão do regime uma visão puramente estética. O André não compreendeu o que estava em jogo com a queda do muro de Berlim. Desde já lhe pergunto: se é apenas uma questão de ordem estética porque é que os republicanos (que eram meia dúzia de &#8220;gatos pingados&#8221;) criaram uma organização terrorista como a Carbonária para, entre outras coisas, assassinar o Rei D.Carlos e o Principe Real D. Luis Filipe? Porque nunca referendaram o regime? Nunca lhe ocorreu que a centralização inerente a um regime centralizador, porque ilegítimo (daí ser incapaz de respeitar o princípio da subsdiariedade), é o que está na génese do problema da incontrlável despesa pública? Nunca lhe ocorreu a similitude da nossa situação com a da França, modelo do nosso regime maldito?Nunca compreendeu que todo o poder tem de ser limitadao pela lei e que a Instituição Real, exactamente porque não foi eleita (não deixando no entanto de estar submetida à lei, como qualquer mortal) é um obstáculo à cupidez da classe política. Eleger o Chefe de Estado é ficar refém da partidocracia na medida em que este provém invariavelmente deste universo. Já Bonald dizia que &#8220;quando se põe o povo como soberano este fica refém de todos os intriguistas&#8221;. Somos as ´&#8221;alimárias&#8221; da classe política. O regime que temos em Portugal é, como sabe, fruto da Revolução Francesa que está igualmente na génese do totalitarismo do sec. XX, isto é do socialismo na sua vertente nacionalista, vulgo nacional-socialismo, ou na sua vertente internacionalista, vulgo comunismo. Procure aprofundar mais estes assuntos. Saudações monárquicas</p>
]]></content:encoded>
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	<item>
		<title>Por: Libertas</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10366</link>
		<dc:creator><![CDATA[Libertas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 23:15:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sou monárquico e até concordo com André A Amaral]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou monárquico e até concordo com André A Amaral</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gazeta da Restauração</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10363</link>
		<dc:creator><![CDATA[Gazeta da Restauração]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 19:57:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10363</guid>
		<description><![CDATA[ou melhor: http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2007/10/fingir-que-no-se-passa-nada.html]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ou melhor: <a href="http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2007/10/fingir-que-no-se-passa-nada.html" rel="nofollow">http://gazetadarestauracao.blogspot.com/2007/10/fingir-que-no-se-passa-nada.html</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Gazeta da Restauração</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10362</link>
		<dc:creator><![CDATA[Gazeta da Restauração]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 19:56:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[http://www.gazetadarestauracao.blogspot.com/]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gazetadarestauracao.blogspot.com/" rel="nofollow">http://www.gazetadarestauracao.blogspot.com/</a></p>
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	</item>
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		<title>Por: Nuno A. G. Bandeira</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10352</link>
		<dc:creator><![CDATA[Nuno A. G. Bandeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 18:25:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu acho que se está contente com o que a república oferece então posso dizer que você é o típico português. Contenta-se com o que lhe dão para a boca sem reclamar. No actual cenário da globalização contenta-se em ser uma república das bananas ?

Portugal nunca teve uma legitimação da república ao contrário de países como a Grécia ou a Itália (esta última por poucos votos). Acha que é inútil tentar legitimar a república ? Acha que é inútil construir algo de novo para o país ?

Se acha que a monarquia só serve para unir as pessoas de génese cultural ou línguas diferentes então tenho que concordar que tem uma visão muito estereotipada da monarquia ou até da chefia de estado. Percebo a referência ao bafio se pensar apenas em fadistas e toureiros mas a monarquia e os monárquicos vão muito além disso.

Conhece o pensamento monárquico do século 20 ? Alfredo Pimenta, António Sardinha, Barrilaro Ruas ou até mesmo Fernando Pessoa dizem-lhe alguma coisa ?

Acho que falar barato é fácil agora acho que vale a pena pensar sobre o que se diz.

Desgostar de alguns monárquicos é fácil. Eu também o faço. Mas não confunda o conteúdo pela forma.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho que se está contente com o que a república oferece então posso dizer que você é o típico português. Contenta-se com o que lhe dão para a boca sem reclamar. No actual cenário da globalização contenta-se em ser uma república das bananas ?</p>
<p>Portugal nunca teve uma legitimação da república ao contrário de países como a Grécia ou a Itália (esta última por poucos votos). Acha que é inútil tentar legitimar a república ? Acha que é inútil construir algo de novo para o país ?</p>
<p>Se acha que a monarquia só serve para unir as pessoas de génese cultural ou línguas diferentes então tenho que concordar que tem uma visão muito estereotipada da monarquia ou até da chefia de estado. Percebo a referência ao bafio se pensar apenas em fadistas e toureiros mas a monarquia e os monárquicos vão muito além disso.</p>
<p>Conhece o pensamento monárquico do século 20 ? Alfredo Pimenta, António Sardinha, Barrilaro Ruas ou até mesmo Fernando Pessoa dizem-lhe alguma coisa ?</p>
<p>Acho que falar barato é fácil agora acho que vale a pena pensar sobre o que se diz.</p>
<p>Desgostar de alguns monárquicos é fácil. Eu também o faço. Mas não confunda o conteúdo pela forma.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: André Abrantes Amaral</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10353</link>
		<dc:creator><![CDATA[André Abrantes Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 17:54:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10353</guid>
		<description><![CDATA[Caro João Távora,

Lamento que conclua qualquer arrogância da minha parte. Erro meu de que me penitencio. A minha crítica não é à instituição monárquica. A minha crítica é à irrelevância da mesma quando comparada com outros problemas que afligem as pessoas. A minha crítica é à entrega fervorosa à causa monárquica que, não pretendo ofender, me parece insensata.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Távora,</p>
<p>Lamento que conclua qualquer arrogância da minha parte. Erro meu de que me penitencio. A minha crítica não é à instituição monárquica. A minha crítica é à irrelevância da mesma quando comparada com outros problemas que afligem as pessoas. A minha crítica é à entrega fervorosa à causa monárquica que, não pretendo ofender, me parece insensata.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: André Abrantes Amaral</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10354</link>
		<dc:creator><![CDATA[André Abrantes Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 17:48:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10354</guid>
		<description><![CDATA[Luís,

Quanto ao primeiro ponto da referência ao &quot;passado&quot; compreendi o seu ponto de vista.

Já no que diz respeito ao segundo (2.º parágrafo do seu comentário) tenho pena (que fui sentindo ao longo dos anos) por ver os monárquicos tão afastados dos problemas reais. Poderiam defender políticas mais vastas demonstrando que compreendem os problemas dos cidadãos. Por exemplo, fazendo ver que com uma monarquia o Estado teria mais respeito com as liberdades individuais. Embora acredite que isto seja verdade, há um enorme desfasamento da realidade. É pena que este desfasamento exista agora, como foi pena que tenha manifestado no Estado Novo.

E depois, Luís o que pretendo dizer no &#039;post&#039; é isto mesmo: O país tem imensos problemas. Todos mais importantes que a república. Se os podermos resolver, mudando também a república, tudo bem. Caso isso não seja possível, caso só consigamos melhorar em alguimas coisas, que sejam as mais importantes, as que nos dizem directamente respeito, deixando a monarquia para outra oportunidade.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Luís,</p>
<p>Quanto ao primeiro ponto da referência ao &#8220;passado&#8221; compreendi o seu ponto de vista.</p>
<p>Já no que diz respeito ao segundo (2.º parágrafo do seu comentário) tenho pena (que fui sentindo ao longo dos anos) por ver os monárquicos tão afastados dos problemas reais. Poderiam defender políticas mais vastas demonstrando que compreendem os problemas dos cidadãos. Por exemplo, fazendo ver que com uma monarquia o Estado teria mais respeito com as liberdades individuais. Embora acredite que isto seja verdade, há um enorme desfasamento da realidade. É pena que este desfasamento exista agora, como foi pena que tenha manifestado no Estado Novo.</p>
<p>E depois, Luís o que pretendo dizer no &#8216;post&#8217; é isto mesmo: O país tem imensos problemas. Todos mais importantes que a república. Se os podermos resolver, mudando também a república, tudo bem. Caso isso não seja possível, caso só consigamos melhorar em alguimas coisas, que sejam as mais importantes, as que nos dizem directamente respeito, deixando a monarquia para outra oportunidade.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Távora</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10355</link>
		<dc:creator><![CDATA[João Távora]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 17:29:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10355</guid>
		<description><![CDATA[Caro André: desiludi-me não tanto o conteúdo mas a forma arrogante como afirma as suas ideias. E esse problema de facto é meu. Quanto ao resto está muito enganado no seu pretensioso julgamento (uma perigosa generalização) dos monárquicos...  Só pode ser porque não conhece muitos.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro André: desiludi-me não tanto o conteúdo mas a forma arrogante como afirma as suas ideias. E esse problema de facto é meu. Quanto ao resto está muito enganado no seu pretensioso julgamento (uma perigosa generalização) dos monárquicos&#8230;  Só pode ser porque não conhece muitos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Aguiar Santos</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10357</link>
		<dc:creator><![CDATA[Luís Aguiar Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 17:16:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.oinsurgente.org/2007/10/08/discussao-bafienta/#comment-10357</guid>
		<description><![CDATA[André, a comparação só serviu para refutar que as coisas do &quot;passado&quot; tenham de lá ficar (e, já agora, lembrar que tudo tem um passado). Li muita coisa que se escreveu no século XX, mesmo em Portugal, considerando o liberalismo uma coisa do século XVIII que não pertencia ao maravilhoso mundo novo que aí vinha ou já estava. De maneira que minorar esse tipo de argumentação foi para mim uma questão de sobrevivência da minha (pouca) sanidade intelectual.

Devo esclarecer - e isso pode ser verificado &lt;a href=&quot;http://livreeleal.blogspot.com/2003_07_01_livreeleal_archive.html&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt; - que a minha adesão à instituição dinástica não tem nada a ver com a &quot;alma nacional&quot; que refere e que eu não sei o que seja. Quanto às prioridades, em princípio, de acordo. Mas quer que os defensores de uma chefia de Estado dinástica fiquem à espera de quê? Que o País seja salvo do Estado Providência? Só pode esperar isso quem não valoriza à partida a questão da chefia de Estado como a colocam os &quot;monárquicos&quot;, sobretudo aqueles que a entendem como parte importante de um problema constitucional mais vasto. E creia-me que essa não será a única &quot;distracção&quot; que se pode apontar a liberais - outros, não monárquicos, andam bem distraídos com causas cuja prioridade tenho dificuldade de vislumbrar...

Há &quot;monárquicos&quot; à minha volta que dão pouca dignidade à causa? E não há sempre em todas as causas aqueles que lutam por boas ideias pelas más razões? Mas, se assim é, cá estamos para dar delas um testemunho mais limpo e mais direito.

Abraço.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>André, a comparação só serviu para refutar que as coisas do &#8220;passado&#8221; tenham de lá ficar (e, já agora, lembrar que tudo tem um passado). Li muita coisa que se escreveu no século XX, mesmo em Portugal, considerando o liberalismo uma coisa do século XVIII que não pertencia ao maravilhoso mundo novo que aí vinha ou já estava. De maneira que minorar esse tipo de argumentação foi para mim uma questão de sobrevivência da minha (pouca) sanidade intelectual.</p>
<p>Devo esclarecer &#8211; e isso pode ser verificado <a href="http://livreeleal.blogspot.com/2003_07_01_livreeleal_archive.html" rel="nofollow">aqui</a> &#8211; que a minha adesão à instituição dinástica não tem nada a ver com a &#8220;alma nacional&#8221; que refere e que eu não sei o que seja. Quanto às prioridades, em princípio, de acordo. Mas quer que os defensores de uma chefia de Estado dinástica fiquem à espera de quê? Que o País seja salvo do Estado Providência? Só pode esperar isso quem não valoriza à partida a questão da chefia de Estado como a colocam os &#8220;monárquicos&#8221;, sobretudo aqueles que a entendem como parte importante de um problema constitucional mais vasto. E creia-me que essa não será a única &#8220;distracção&#8221; que se pode apontar a liberais &#8211; outros, não monárquicos, andam bem distraídos com causas cuja prioridade tenho dificuldade de vislumbrar&#8230;</p>
<p>Há &#8220;monárquicos&#8221; à minha volta que dão pouca dignidade à causa? E não há sempre em todas as causas aqueles que lutam por boas ideias pelas más razões? Mas, se assim é, cá estamos para dar delas um testemunho mais limpo e mais direito.</p>
<p>Abraço.</p>
]]></content:encoded>
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