Artigo de João César das Neves no Diário de Notícias.
A concorrência é sem dúvida a razão dos problemas da UE no mercado global. Mas por falta, não excesso. A economia mundial mostra hoje bem o valor da abertura de mercados, sem batotas nem distorções. Índia, África, China, EUA concorrem, enquanto a tímida Europa insiste que os políticos escolham os campeões. Assim não tem hipóteses. O sucesso na globalização vem não da fraude da “verdadeira política industrial” mas da competição livre e não distorcida que a Europa professa há décadas, mas não pratica.
Enquanto ideologia, enquanto dogma, que deu a concorrência à Europa? Deu, por exemplo, Nicolas Sarkozy como Presidente. Na política o dogma da concorrência livre e não distorcida chama-se “democracia” e por ela Sarkozy foi eleito. Num processo “protegido” ele teria sido derrotado, pois nenhum líder francês o considera “campeão”.
Na ambiguidade habitual das declarações comunitárias, os funcionários fizeram o possível por minimizar o significado da referida correcção ao Tratado. Disseram que a expressão eliminada é referida outras 13 vezes nos textos legais da UE.
De facto o problema da Europa nunca foi a falta de promessas de concorrência livre e não distorcida. O que falta é mesmo essa concorrência. Por isso “temos tantos problemas”.
“Índia, África, China, EUA concorrem”
A agricultura é um bom exemplo. Alías, em todas as cimeiras da WTO nunca se fala em prácticas protecionistas (a não ser as da UE).
Comentário por guna — Agosto 6, 2007 @ 13:17
O Sr. João César das Neves, tem mais jeito a dar as suas homilias. Quando se mete nisto da economia, não diz muita coisa.
Comentário por The Observer — Agosto 6, 2007 @ 18:24
É difícil concorrer com países que não respeitam os direitos humanos, por exemplo.
Comentário por Rui Carlos Gonçalves — Agosto 7, 2007 @ 00:29
Porquê?
Comentário por Miguel — Agosto 7, 2007 @ 07:41