Concordo sempre com VPV quando ele concorda comigo. Por Rodrigo Moita de Deus.
Aliás, a existência de um ministério dedicado exclusivamente à cultura é um conceito que só pode merecer o aplauso de impolutas personalidades como Alfred Rosenberg ou Nikolai Bukharin. Nas nossas democracias o conceito simplesmente não faz sentido. O papel do Estado na cultura deve ser reduzido ao essencial: não deixar cair as muralhas dos castelos e garantir que os museus têm um funcionário para abrir a porta aos visitantes. Ou seja, logística. O que temos hoje é muita vontade de fazer propaganda e muitas muralhas de castelos a cair.
E como de logística falamos, estou certo que um governo de boa fé consegue enquadrar esta importante incumbência ao nível de uma direcção-geral. Tudo o resto é dispensável. Infelizmente, esta visão tão simples não é partilhada pela maioria da nossa classe política para quem a propaganda é ainda vista como uma ferramenta essencial da governação.