Adivinhem quem irá pagar a diferença entre o preço de mercado e o “preço social”. Adivinhem o que irá acontecer ao preço de venda dos 80% restantes.
Agosto 1, 2007
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Pingback por blogue atlântico » Blog Archive » Analfabetismo económico na Câmara de Lisboa — Agosto 1, 2007 @ 11:53
«Adivinhem quem irá pagar a diferença entre o preço de mercado e o “preço social”. »
Assim há primeira vista (não conheço bem os detalhes), parece-me que serão os proprietários de terrenos em Lisboa, já que o efeito de um limite ao preço das casas será baixar o valor de mercado dos terrenos urbanizáveis em Lisboa.
Comentário por Miguel Madeira — Agosto 1, 2007 @ 15:29
Isso apenas seria verdade se a limitação fosse para 100% e não para 20%.
Partindo do princípio (que julgo que seja pacífico) que a procura de casas em Lisboa (cidade) supera a procura não vejo qualquer razão para que o diferencial do preço não seja transmitido aos compradores dos 80% remanescentes.
Comentário por Miguel — Agosto 1, 2007 @ 16:02
Pensando bem, o meu raciocinio só faria sentido se admitissemos (contrariamente às itenções de Costa e Sá Fernandes) que os 20% que iriam comprar casas “controladas” são pessoas que comprariam casa em Lisboa de qualquer maneira. Como alguns não serão, efectivamente a procura de casas em Lisboa e o preço vão aumentar.
No entanto, como suspeito que a procura de casas em relação ao preço deve ser menos rigida que a oferta de terrenos, penso que esse aumento de custos dos construtores será mais passado para trás (terrenos mais baratos) do que para à frentes (apartamentos mais caros).
Comentário por Miguel Madeira — Agosto 1, 2007 @ 17:01
“Partindo do princípio (que julgo que seja pacífico) que a procura de casas em Lisboa (cidade) supera a procura”
Miguel,
Cuidado com esse tipo de expressões. Há uma forte pressão da procura e uma escassez (em larga medida artificial e devido ao intervencionismo municipal e estatal) da oferta, mas há ajuste pelo preço.
Pelo menos enquanto o Zé não achar por bem tabelar os preços todos…
Comentário por André Azevedo Alves — Agosto 1, 2007 @ 21:44
Já agora, não são 20% das casas, mas 25% (ver ponto III-2[pdf]). No entanto, penso que isso não altera o raciocínio que expus.
Comentário por Miguel Madeira — Agosto 1, 2007 @ 22:31