O Insurgente

Agosto 31, 2007

A Festa dos assassinos (2)

Filed under: Comentário,Diversos,Portugal — João Luís Pinto @ 19:02

Interessante em relação à anunciada participação de membros da FARC na Festa do Avante vai ser ver a respectiva resposta das forças de segurança e dos organismos governamentais de controle das nossas fronteiras. No ano passado foi o que se conhece: em termos de SEF, não se passou nada.

Este ano, vamos ver. O pré-aviso já está em cima da mesa, e que eu saiba, o terreno onde se faz a festa não é nenhuma embaixada nem goza de privilégios de imunidade perante a lei portuguesa, nem é inalcançável às forças de segurança. Afinal, espera-se que não seja somente a ASAE a única autoridade publica diligenciosa.

Não nos podemos esquecer que as FARC são uma organização referenciada como terrorista pela União Europeia. Acho que não ficaria muito bem perante os nossos parceiros europeus (ainda mais em tempos de presidência portuguesa) a informação de que, em dois anos consecutivos, uma organização terrorista se faz representar num evento aberto ao público em Portugal, com total complacência e ineficácia das forças de segurança em impedir que tal aconteça.

Afinal, se acontece com estes, como podemos esperar que seja diferente com outros? Como é que se pode esperar que assim seja em relação a uma organização extra-europeia, e se queira ter credibilidade a lidar com organizações terroristas europeias intra-fronteiras livres e abertas como a ETA?

E fica também um pensamento: em circunstâncias normais, a colaboração com uma organização terrorista (Quem é que pagou as viagens? Que garantias foram dadas da “segurança” aos seus enviados?) por parte do PCP mereceria uma investigação rigorosa e dura das respectivas entidades públicas. Quem sabe, até se candidatariam a medidas preventivas até se apurar o real grau de colaboração entre as organizações. Coisas tipo contas congeladas e responsabilização (e aplicação das respectivas medidas de coacção) dos seus responsáveis e dirigentes.

Vamos mostrar que somos um Estado de Direito, ou que as nossas instituições são ridicularizadas pela sistematica posição de desafio da organização de uma festa de um partido político?

OVI – Objecto Voador Identificado!

Filed under: Diversos,Internacional,Política — BZ @ 18:12

[via LRC]

Para sempre

Filed under: Cultura,Videos — ruicarmo @ 01:26

Nick Cave & The Bad Seeds – Into My Arms

Agosto 30, 2007

Há ser conservador e ser conservador

Filed under: Comentário,Internacional,Política,Portugal — André Abrantes Amaral @ 12:16

Rui Albuquerque escreveu um excelente artigo explicando porque, sendo um liberal é necessariamente também um conservador. Concordando com a generalidade do seu raciocínio, não posso deixar de ter em consideração que o conservadorismo não é igual em todo o lado. Que é preciso distinguir dois tipos de conservadorismo e que, assim sendo, há algo que falta quando se lê o que o Rui escreveu. Falta sair da Inglaterra e falta sair dos EUA. Falta vir à Europa. À Alemanha (e lembrar com que sonhavam os conservadores prussianos e austríacos), a Espanha e até a Portugal. Recordar o que foram os conservadores portugueses. O que quiseram fazer de Portugal. As ideias porque lutaram. A sua nostalgia, o seu saudosismo, os seus suspiros pelo passado. Os países europeus não são a Inglaterra, nem a América. O conservadorismo europeu não é inglês, nem americano. É aqui que é preciso pôr o dedo na ferida e esclarecer o que distingue os diferentes conservadores.

Existem hoje, em Portugal, conservadores que renegam o conservadorismo europeu. Começaram a ler o Miguel Esteves Cardoso e acabaram com Oakeshott e é com eles que os liberais têm algo em comum. O conservadorismo anglo-saxónico, apostou nas pessoas, acreditou que cada ser humano tem algo de muito específico para dar. Que cada um é um mundo a ser descoberto e que a ninguém deve ser imposto um ponto de vista. Estes conservadores não têm saudades do passado, mas também não anseiam pelo futuro. Vivem o presente, porque é esse o único tempo que existe.

Ao contrário, em Portugal, França, Espanha e na Alemanha, fomos demasiado racionais. Excessivamente objectivos. Ora, a objectividade tem de ser declarada por uma pessoa e para essa função muito especial encontrámos o estado. Os conservadores descobriram a força do estado e o seu papel na interpretação das nossas necessidades, da urgência de nos fazer iguais a um modelo pré-definido. Isto nada tem de semelhante com os liberais. Nada, porque este conservadorismo peca dos erros que conduziram ao socialismo.

Qualquer tentativa de aproximação entre conservadores e liberais passa obrigatoriamente por esta distinção, porque se os liberais têm muito em comum com o conservadorismo Oakeshottiano, nenhum interesse existe na confusão com os conservadores que ainda querem mudar a sociedade, fazendo-a voltar para trás.

Atlântico

Filed under: Insurgentes nos media,Portugal — ruicarmo @ 00:44

E que tal encontrar Manuel Falcão, Carla Hilário Quevedo, Paulo Tunhas, Rita Barata Silvério, Henrique Raposo, Rodrigo Moita de Deus, Bernardo Pires de Lima, André Azevedo Alves, Pedro Picoito, Rui Ramos, Bruno Alves e tantos outros, no mesmo sítio? Só mesmo na Revista Atlântico. A edição de Setembro está à venda. Boas leituras.

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Agosto 29, 2007

Teoria da Relatividade

Filed under: Comentário,Economia,Internacional — Miguel Botelho Moniz @ 17:27

O DN hoje conta-nos que há mais de 36 milhões de pobres nos Estados Unidos, ou 12,3% da população. Bom, para ser inteiramente correcto, conta-nos que eles estão abaixo do limiar de pobreza. Ao contrário de outras reportagens que ocasionalmente tocam neste assunto, esta menciona qual o referido limiar: 13167 dólares para um agregado familiar com duas pessoas. Não está mal, hã?

O problema destas coisas é a impressionante relatividade das medidas. A ONU, por exemplo, considera esse limiar como dois dólares por dia per capita, que é como quem diz 1460 dólares anuais para o mesmo agregado familiar de duas pessoas acima referido. Mesmo admitindo que o valor da ONU seja líquido enquanto o do U.S. Census Bureau seja antes de impostos, a relatividade destas medidas é enorme.

Mas há mais. Mesmo se ignorarmos o limiar da ONU, que, afinal de contas, é um exemplo limite de subsistência, a estatística americana acaba por não ter muito significado. O valor determinado para o limiar é único para todo o país. É como se quiséssemos comparar o nível de vida de um português com o de um luxemburguês. Só para termos um termo de comparação: Em Espanha, há três anos, a percentagem da população abaixo do limiar de pobreza (usando uma medida nacional) era de 16,9%. Contudo, se fosse usado o limiar médio europeu essa percentagem subiria para 43,7%. De igual modo, a taxa europeia (média ponderada das várias taxas nacionais) era de 15,5%. No entanto, se fosse usada um único limiar médio europeu essa taxa subiria para 18,2%. Se a mesma metodologia fosse usada na UE (a 15), o DN teria de reportar que “mais de 65 milhões de europeus vivem abaixo do limiar de probreza”.

Agosto 28, 2007

Visionamento recomendado

Filed under: Ambiente,Comentário,Política,Portugal,Religião,Videos — ruicarmo @ 23:57

Passem pelo post do Rodrigo Moita de Deus, no 31 da Armada. O Gualter, o rapaz que não conhece o Bloco de Esquerda e que o Bloco de Esquerda jamais reconhecerá, revela o seu inglês técnico e a técnica de condução de massas.

Ir de férias é perigoso

Filed under: Comentário,Diversos,Economia,Internacional,Política,Portugal — João Luís Pinto @ 23:27

Vai uma pessoa espairecer por uns dias e, quando regressa, verifica que este país e o Mundo, que pareciam não ter muito mais por onde nos surpreender (pelo menos em tão curto prazo), não deixam de nos deixar boquiabertos.
(mais…)

Não percebo bem mas parecem-me elogios

Filed under: Cultura,Internacional — LT @ 14:45

Ouvi, de manhã, na TSF, Baptista Bastos a falar sobre Francisco Umbral, escritor espanhol que hoje faleceu. Fiquei a saber que Umbral era um verdadeiro “escritor de jornais”, parece que como Vasco Pulido Valente mas (ainda) mais violento. Até aqui tudo bem. Fiquei no entanto irremediavelmente perdido quando ouvi dizer que ele era “um grande leitor omnívoro, um grande comedor de vida e um grande pescador do eterno“!!!

A moral Individual (2)

Filed under: Comentário,Política,Portugal,Religião — André Abrantes Amaral @ 11:08

O Pedro Picoito comentou e respondeu ao meu texto sobre a moral individual. Comecemos pelo seu comentário e terminemos, depois, no seu ‘post’.

No comentário, o Pedro lembra que “nem na América dos sécs. XIX e XX nem na Inglaterra dos sécs. XVII-XIX a religião e a moral eram estritamente escolhas individuais.” Recorda que “a Inglaterra ainda hoje é um Estado confessional, (…) tem uma religião oficial (o anglicanismo).” Quanto aos EUA, refere que aí “a religião tem uma identidade comunitária fortíssima”, havendo ‘igrejas evangélicas quase exclusivamente negras, assim como os descendentes de irlandeses ou italianos são quase por definição católicos”. Posto isto, conclui que mitifiquei a realidade anglo-saxónica. No entanto…

No entanto, o Pedro não deu conta da palavra flexibilidade que, com todo o cuidado, coloquei no meu ‘post’. Ela não está lá por acaso. Serve para salientar que a força da religião na Inglaterra e nos EUA não advém de as religiões se aceitarem umas às outras, mas de permitirem que os seus fiéis fossem cépticos no que diz respeito à interpretação religiosa de Deus. Foi a permissão deste cepticismo que impediu as certezas religiosas e foi a inexistência de certezas religiosas que permitiu o desenvolvimento material. A tolerância inglesa e norte-americana está aqui e foi a isto que me referi e não à convivência pacífica entre religiões.

Por fim, o Pedro, neste seu ‘post’, escreve que o meu erro na distinção entre moral e escolha está no diferente entendimento que cada um tem do que é a liberdade, a moral e no que se deve traduzir o seu direito de escolha. Sucede que, é precisamente por esta razão que se deve alargar o espaço de manobra dos indivíduos. É assim que, e pegando no exemplo da proibição de fumar em locais públicos dado pelo Pedro, este se resolve facilmente com o exercício da escolha do dono do estabelecimento comercial. Uma decisão que, favorecendo a escolha, não favorece ninguém e também não prejudica ninguém. Apenas se protege o direito de propriedade, de quem investiu e daí retira o seu rendimento e sustenta a sua família. Na verdade, garantir o exercício da liberdade faz-se sempre não se atribuindo direitos, mas impedindo restrições. Este é o ponto e é não esquecendo este ponto muito específico que é possível não recear a livre escolha e as diferentes interpretações que cada um faz do que pode e não deve escolher.

Agosto 27, 2007

Recordando o que pensam os socialistas sobre o direito de propriedade e os OGM

Filed under: Comentário,Economia,Política,Portugal — LA @ 23:23

Há cerca de dois anos atrás, a Câmara Municipal de Odemira (onde o PS é maioria), declarou o concelho como “Território Livre de Organismos Geneticamente Modificados (OGM)“:

a reconhecida pureza do território odemirense não deve ser manchada por este tipo de atitudes, onde é mais importante o lucro desenfreado e imediato do que o uso racional do solo e a utilização de sementes naturais

O presidente da CMO declarava então (via Agroportal) :

Tal como os proprietários de terrenos podem optar por declarar as suas propriedades como zonas de não caça, também os municípios deveriam poder optar por declarar o seu território como Zona Livre de Transgénicos, proibindo este tipo de culturas.

Ou seja, as câmaras municipais deveriam poder autogar-se direitos de propriedade semelhantes aos legítimos donos (aqueles que pagam os impostos sobre as suas propriedades).

Alguns dias depois destas declarações, o presidente da Cooperativa Agrícola de Monte Alto (de Odemira, na zona de A de Mateus, perto do Almograve), dava conta dos bons resultados que os associados estavam a obter com a plantação de milho transgénico, numa experiência que se estendia por 150 hectares.
Ao Correio da Manhã, um cooperante dizia:

Tenho 33 hectares de milho transgénico e convencional. No transgénico não tenho perdas, poupo bastante dinheiro em pesticidas e muita da minha saúde. É para continuar.

Depois dos labregos que destruiram um hectare de milharal terem sido defendidos pelo deputado europeu eleito pelo BE, coube ao governo do Partido Socialista, que advoga a ingerência estatal na condução da actividade agrícola e na propriedade privada, vir a público oferecer os recursos do estado para que o agricultor pudesse levar a tribunal os ditos labregos.
Todos tivémos oportunidade de ver o ministro da agricultura a exibir uma maçaroca, aparentemente satisfeito com o produto que observava. Não sei se no PS haveria concordância generalizada com esta defesa pública de uma plantação de OGM’s em propriedade privada. Afinal de contas, o partido ainda se chama Socialista.

Selvajaria

Filed under: Internacional — ruicarmo @ 20:16

Varias personas de Papúa Nueva Guinea que enfermaron a causa del virus del sida (VIH) fueron enterradas con vida por sus familiares ante el temor a contraer la infección, según informa la prensa local. La denuncia fue hecha por Margaret Marabe, fundadora de la organización no gubernamental papú ‘Vivir con el VIH’, después de llevar a cabo una campaña de prevención del sida durante cinco meses en las áreas montañosas del sur del país, donde contempló los hechos. “Vi con mis propios ojos a tres personas. Las enterraron cuando se pusieron muy enfermas y la gente no pudo atenderlas”, ha explicado Marabe al diario Post Courier, el de mayor circulación en Papúa Nueva Guinea. Según la activista, los habitantes de las remotas aldeas de esa región poblada por diversas tribus, admitieron que era una práctica habitual enterrar con vida a las personas que caían enfermas tras contraer el sida.

El Mundo.

Orgulho e alegria

Filed under: Internacional,Portugal — ruicarmo @ 20:14

Nélson Évora, campeão do mundo de triplo salto.

Um pequeno esquecimento

Filed under: Comentário,Internacional,Política — Bruno Alves @ 15:54

No International Herald Tribune, Bernard Kouchner, Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, escreve um artigo acerca do que “pode a França fazer no Iraque”. Apesar dos muitos caractéres da coisa (não tantos como o saudoso programa de Carrilho para Lisboa), Kouchner esqueceu-se de algo que a realidade até já comprovou estar ao alcance dos bravos gauleses: irritar o Primeiro-Ministro iraquiano.

O peso do estado

Filed under: Diversos — Carlos Guimarães Pinto @ 13:27

(Por este motivo, a maior parte dos meus textos passarao a ser sem acentos nem cedilhas. As minhas desculpas pelo facto)

Este raciocinio de Pedro Arroja est’a errado por varios motivos. Um dos quais j’a foi identificado pelo Joao Miranda, e relaciona-se com um erro comum aprendido pelos caloiros dos cursos de economia nas suas primeiras aulas, de confundir correlacao com causalidade, ou, neste caso,o de assumir relacoes de causalidade inversas.
Para alem deste, o grande erro nesse raciocinio esta em fazer uma analise estatica da relacao entre variaveis. De facto, o peso actual do estado na economia nao deve ser relacionado com o PIB actual, uma vez que este resulta de estruturas produtivas e comportamentos adquiridos ao longo dos anos, mas sim com o efeito marginal que tem sobre essa medida.
A literatura ‘e vasta sobre esse efeito. Lembro-me de o proprio Pedro Arroja ter escrito sobre isso pelo menos duas vezes: uma no seu livro “Cronicas de Economia Politica” (livro muito recomendado que sera sempre o mais proximo que existira em Portugal de uma “cartilha liberal” ate, claro, o Joao Miranda se lembrar de escrever um livro) num texto, salvo erro, sobre a Suecia; e uma segunda vez j’a nos blogs quando expoe o periodo de maior crescimento economico de Portugal como sendo aquele em que o estado tinha um peso inferior.
1
Mas o melhor mesmo ‘e ler este antigo texto da saudosa Joana do Semiramis, que passo a citar:

Três economistas reputados apresentaram, há cinco anos, um estudo (Nota 1) analisando o crescimento de 23 países da OCDE durante 37 anos, entre 1960 e 1996, ou seja 23×37=851 observações, estabelecendo uma regressão entre aquele valor, tomado como variável dependente, e o peso do Estado, expresso pela percentagem da despesa pública relativamente ao PIB(Nota 2).

(mais…)

Agosto 26, 2007

Ora bem II

Filed under: Diversos — ruicarmo @ 23:33

Parabéns aos tripeiros pela vitória.

Fica a dúvida: será que o guarda-redes do Sporting, naquele momento, ficou lost in translation?

Luz

Filed under: Portugal — ruicarmo @ 10:35

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Ah…agora batem muito melhor

Filed under: Cultura,Internacional,Política — ruicarmo @ 09:55

With both legs badly bruised from a vicious beating, Shaher Abu Oda can only move around with a painful shuffle. In the town of Beit Hanoun, on Palestine’s Gaza strip, however, he is just one of many young men bearing limps, plaster casts, and stitches – the black and blue aftermath of an unprecedented crackdown on dissent by the strip’s new rulers, the Islamist group Hamas. (…)

Now though, human rights groups and ordinary Gazans say Hamas is committing exactly the same crimes as its Fatah predecessors, whose corruption and brutality were one of the main reasons why support for Hamas grew. “We are receiving reports of political detentions every day,” said Mahmoud Abu Rahma, of the Gaza City-based Al Mezan Centre for Human Rights. “Hamas is conducting wide sweeps and interrogations to collect information. The interrogations include harsh treatment, and in many cases, torture and beatings.”

Telegraph.

Mas é pena

Filed under: Comentário,Cultura,Portugal,Teoria — ruicarmo @ 09:32

O comunismo da União Soviética nunca mais regressará. Aquilo é que era.

Nem o sexo escapa

Filed under: Comentário,Nanny State Watch,Portugal — ruicarmo @ 09:09

Ao olhar aprovador da ASAE. Se não fossem eles, o que seria de nós?

Agosto 25, 2007

Ainda a tocar no gira-discos

Filed under: Cultura,Videos — ruicarmo @ 11:26

Blood Shot Adult Commitment, Ready e Lift Me. Dos Madrugada.

Portugal é o paraíso dos terroristas bascos?

Filed under: Internacional,Política,Portugal — ruicarmo @ 10:50

Si bien la ruptura real de la tregua trampa declarada por ETA el 22 de marzo de 2006 se produjo el pasado 30 de diciembre con el brutal atentado cometido contra el aparcamiento de la Terminal 4 del Aeropuerto de Madrid (en el que dos personas perdieron la vida y una veintena resultaron heridas), lo cierto es que la banda terrorista y sus bases no dejaron nunca -ni antes ni durante ni después del alto el fuego- de ejecutar sus acciones de violencia, tanto escudados tras el chantaje escrito de las cartas de extorsión a los empresarios como bajo la forma del rearme (la banda ha creado una infraestructura en Portugal). Y también, bajo la capucha de la «kale borroka», de lo que es prueba que, junto a los dos ecuatorianos muertos en la T-4, la tercera víctima mortal de ETA durante el supuesto cese de los atentados fue Ambrosio Fernández. Este hombre, de 79 años y con problemas respiratorios, falleció dos meses después de resultar herido en el ataque a un cajero de La Caixa en Guipúzcoa, el 5 de enero de este año. En fechas recientes, y como respuesta a las detenciones, ETA ha ordenado intensificar la violencia urbana.

ABC.

Mais valia

Filed under: Comentário,Portugal — ruicarmo @ 10:07

Ficar quieta.

Leitura muito recomendada

Filed under: Ambiente,Teoria — ruicarmo @ 10:03

Os críticos dos OGM não têm argumentos suficientes para os contestar com base nos riscos conhecidos. Habitualmente recorrem ao fantasma dos riscos hipotéticos que ainda não conhecemos. Defendem uma filosofia de risco mais conservadora que a filosofia seguida pelas autoridades reguladoras. Defendem que, dado que os seres vivos e os sistemas ecológicos são demasiado complexos, não devemos introduzir inovações artificiais com efeitos desconhecidos e potencialmente prejudiciais à saúde humana ou ao ambiente.

João Miranda, no Diário de Notícias.

Estado regulador

Filed under: Comentário,Internacional,Nanny State Watch,Política — ruicarmo @ 09:54

A ideia era controlar o excesso populacional com a imposição de um filho por casal. A ideia seguinte era controlar o género: convinha ter um filho. A prática seguinte passou por abortar as meninas. Parece que agora já não é bem assim. O Estado quando decide, decide sempre bem.

El Ejecutivo chino planea aprobar este año una serie de castigos legales contra los abortos selectivos de niñas que han llevado a China a convertirse en el país con el mayor desequilibrio de géneros del planeta.

Según informa la agencia de noticias Xinhua, la Oficina de Asuntos Legislativos del Ejecutivo presentará este año varias leyes y regulaciones sobre planificación familiar, entre ellas una nueva que prohibirá los abortos selectivos.

Aunque estos abortos ya están prohibidos mediante la Ley de Planificación Familiar y la Ley de Salud Maternal e Infantil, la legislación china carece de disposiciones legales acerca de los castigos aplicables contra las infracciones de estas leyes.

La aprobación de la nueva regulación servirá para definir la responsabilidad de los diferentes órganos gubernamentales en la aplicación de las actuales leyes sobre aborto selectivo.

En la actualidad China registra 119 nacimientos de niños por cada 100 niñas, muy por encima de la proporción media internacional de hasta 107 niños por cada centenar de féminas.

Esta acusada desproporción se debe a la combinación de la preferencia tradicional china por los hijos varones en una sociedad todavía rural en un 60% y a la prohibición gubernamental desde 1979 de tener más de un hijo por familia para frenar el crecimiento del país más poblado del mundo (1.300 millones).

El Mundo.

Estado capilar

Filed under: Nanny State Watch — ruicarmo @ 09:42

Quando o Estado se torna no melhor cabeleireiro (ou será que não tem mais nada com que se preocupar?).

Agosto 24, 2007

No gira-discos

Filed under: Cultura,Videos — ruicarmo @ 20:53

Majesty, Hands Up, I Love You. Madrugada.

Buja subsidiada revisited

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 18:13

Porque às vezes o óbvio não é assim tão óbvio, aqui “elaboro” sobre isto.

O propósito oficial do programa anunciado de crédito subsidiado para estudantes universitários tem duas vertentes:

  1. Promover uma maior igualdade de oportunidades ao financiar os estudos de pessoas que de outra forma poderiam não aceder ao ensino superior;
  2. De uma forma geral, aumentar o nível de qualificação médio no país.

Subjacente ao raciocínio dos membros do governo, ao apresentarem o programa como suposta solução para estas duas vertentes, estão os seguintes pressupostos:

  1. Os jovens com potencial, mas com falta de meios, não são capazes de financiar a crédito os seus estudos superiores a preços de mercado;
  2. O factor preponderante no nível de qualificação médio no país é uma questão de acesso económico e não de escolha ou aptidão;
  3. O estado sabe melhor que os próprios quais as qualificações que os portugueses devem ter;
  4. O estado sabe melhor que as empresas quais as qualificações que elas devem procurar no mercado de trabalho;
  5. O estado sabe melhor que os bancos quais os perfis de risco dos clientes de crédito académico, quais as expectativas médias de incumprimento e quais as necessidades de garantias face ao montante total de crédito a conceder.

Uma observação rápida destes pressupostos deveria tornar evidentes os problemas da abordagem, mas, para que não restem dúvidas, vejamos as principais falhas. (mais…)

Talibans fracturantes

Filed under: Internacional,Política,Videos — André Azevedo Alves @ 15:18

(via LGF: Brokeback Taliban)

Buja subsidiada! Yes!

Filed under: Economia,Portugal — Miguel Botelho Moniz @ 11:44

buja.jpg

No Jornal de Negócios:

Os estudantes do Ensino Superior vão poder recorrer, já a partir do próximo ano lectivo, a empréstimos bancários com juros baixos para suportarem as propinas e a vida estudantil. A Medida foi hoje aprovada na reunião do Conselho de Ministros, e fixa um limite máximo de endividamento nos 25 mil euros durante o percurso académico, suportado por um novo fundo de garantia.

Aah! A vida estudantil! Carpe diem, meus caros estudantes, que não é todos os dias que aparece um fundo de garantia para a buja.

Leitura complementar: The Law of Unintended Consequences; TANSTAAFL; O Problema do Pendura.

O activismo em rede dos grupos radicais

Filed under: Comentário,Política,Portugal — Rodrigo Adão da Fonseca @ 00:45

O Bloco de Esquerda anda esquizofrénico. Ontem, Louçã, na SIC-N, condenou a ‘ceifa’ levada a cabo pelo Grupo Verde Eufémia, dando nota que o seu partido não dá cobertura a quem actua de ‘cara tapada’. Ainda assim, e durante meia hora, Louçã não deixou de apresentar, subtilmente, argumentos que no fundo conduzem aos supostos fundamentos utilizados ao longo da semana pelos eco-terroristas. Os grupos radicais de extrema-esquerda actuam de uma forma bem organizada e, como bem refere JPP no Abrupto, para as acções ditas de desobediência civil utilizam estruturas informais, que não são responsabilizáveis. Curiosamente, o Bloco de Esquerda demarca-se da acção do Grupo Verde Eufémia, mas dá, no blogue Blocomotiva um enorme destaque à ocupação no aeroporto de Heathrow. Lendo também o conteúdo do link Kit do Activista, podemos aprender imenso sobre activismo e media, como o exemplo do Guerrilheiro Luther Blisset, ‘pseudónimo colectivo (usado por activistas de vários continentes), para realizar determinadas acções no quadro, da guerrilha mediática’. Explica-se ainda aos jovens que ‘a câmara tornou-se uma ferramenta que se deve levar para uma manifestação’, pois impedem, entre outras funções importantes, ‘abusos policiais’ (que o diga o Comandante Bengala, da GNR de Armação de Pêra, tão preocupado que estava em aparecer bem na televisão). Se virem com atenção, poderão verificar que os video-activistas são apresentados no Blocomotiva de cara tapada. O Bloco bem que pode dizer que reprova a intervenção do verde-eufémia, mas quem ler o Blocomotiva até aprende facilmente a programar acções do mesmo estilo. Fica-se com a sensação que o recuo do Bloco, que começou na simpatia de Miguel Portas e anda agora na censura de crocodilo de Louçã, se inspira nos pressupostos da ‘guerilha mediática’

(mais…)

A fusão da API com o ICEP, o AICEP e os PINs

Filed under: Economia,Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 00:07

PIN-UPs. Por RMD.

Com a fusão da API (agência portuguesa de investimento) com o ICEP (instituto de comércio externo português) nasceu o AICEP, tutelado pelo Ministério da Economia.

O AICEP controla capitais de risco, vai controlar parte da aplicação do QREN e, sobretudo, controla o Sistema de Reconhecimento e Acompanhamento dos projectos de Potencial Interesse Nacional (vulgo PINs). O que são os PINs? Simples: Como o sistema não funciona, o governo criou uma espécie de via verde para o investimento em que, para além de outros apoios, os processos administrativos são agilizados.

O AICEP é quem decide o que é e não é PIN. Com base em critérios técnicos. Como seria de esperar, o Presidente do AICEP é um isento, rigoroso e afamado técnico da nossa praça que nunca esteve envolvido em política: Basílio Horta. Tão isento que até suspendeu a sua militância no CDS para apoiar publicamente António Costa.

Agosto 23, 2007

A piscina solidária do presidente da CML

Filed under: Ambiente,Comentário,Portugal — ruicarmo @ 22:16

De acordo com a jornal da SIC (às 20 horas) o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) António Costa teve um gesto de solidariedade ímpar: enquanto ardia parte do concelho de Sintra, o autarca da capital do país “deixou” os helicópetros esvaziarem a piscina por duas vezes. Que lhe pertence… e a mais 19 proprietários. Ou seja, a piscina é 1/20 do autarca lisboeta.
Já se sabe, com as câmaras de televisão por perto, na falta de verdadeiras notícias, descobre-se o “melhor que as pessoas têm para dar”. De entre as 20 casas, o presidente da CML , foi notícia por ter tido um verdadeiro gesto de solidariedade.
Mas afinal, a solidariedade foi colectiva… A dúvida que me fica é se a ideia foi do próprio Presidente ou de algum assessor de imprensa iluminado.

Alegrar

Filed under: Cultura,Videos — ruicarmo @ 19:57

Mesmo que esteja a chover, não conheço melhor: o Senhor John Lee Hooker.

O lado mais negro da eco-religião (2)

Filed under: Ambiente,Internacional,Política,Religião — André Azevedo Alves @ 18:30

The Voluntary Human Extinction Movement

Phasing out the human race by voluntarily ceasing to breed will allow Earth’s biosphere to return to good health.

Benfica: agora é que vai ser (2)

Filed under: Portugal — André Azevedo Alves @ 18:18

Duas épocas de Camacho valem 3,2 milhões

Foram momentos de loucura os que se viveram no centro de estágios no Seixal, com milhares de adeptos a querem seguir o primeiro dia de trabalho de José Antonio Camacho, que ontem assinou contrato com o Benfica por duas temporadas, como o DN avançou em primeira mão. Durante este vínculo, Camacho vai ganhar qualquer coisa como 3,2 milhões de euros, ou seja, perto de 160 mil euros por mês (praticamente o triplo do ordenado de Fernando Santos). Esta nova proposta de Luís Filipe Vieira a Camacho significa um acréscimo de cerca de 60 mil euros mês relativamente ao que treinador auferia aquando da primeira passagem, há quatro anos, pela Luz, o que na altura o tornou no técnico mais bem pago de sempre do Benfica.

A Ordem Espontânea, conceito-chave do liberalismo clássico

Filed under: Política,Teoria — André Azevedo Alves @ 18:11

Descartes ou Hayek? Por Rui A.

Na tradição política coexistem, deste modo, duas perspectivas incompatíveis da sociedade e do poder: a que entende serem as sociedades humanas fruto de uma construção artificial, resultante da inteligência dos seus governantes, e a que as vê como o produto da livre e espontânea cooperação entre os indivíduos. Entre estes dois extremos não há ponto de conciliação teórico, embora, na vida prática, essa tensão seja constante e obrigue frequentemente à coexistência.

A quadrilha do mensalão no Supremo (2)

Filed under: Brasil,Política — André Azevedo Alves @ 18:08

Pessimismo, claro. O cerco. Por FJV.

Suspeitas de escutas aos telefones dos juízes do STF, campanha de rua para absolver «os companheiros», tudo serve para criar uma onda de pessimismo.

Pode um partido num regime democrático apoiar comportamentos criminosos?

Filed under: Política,Portugal — André Azevedo Alves @ 17:46

O MILHO IDEOLÓGICO. Por Maria José Nogueira Pinto.

A estação pode ser tonta mas os factos não são. Estou a referir-me à “gloriosa” acção ecológica de que resultou a destruição de uma plantação de milho transgénico. Quando ocorre algo politicamente embaraçoso, nesta época estival, a tendência é evocar a silly season. Mas o registo televisivo, confirmando que uma imagem pode valer mais que mil palavras, não deixa dúvidas: uma destruição gratuita, um comportamento criminoso, uma actuação tíbia das forças da ordem, explicações embrulhadas prestadas por ministros, um aproveitamento partidário que passa ao lado do essencial. (mais…)

The Simpsons Movie

Filed under: Cultura,Videos — André Azevedo Alves @ 16:39

Bom entretenimento, mas não brilhante. De qualquer forma, a família Simpson nunca mais teve o mesmo encanto desde que Matt Stone e Trey Parker deram South Park a conhecer ao mundo.

The Simpsons Movie Trailer

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