Sobre o futuro (ou falta dele) do CDS este texto de Luís Aguiar Santos continua a ser leitura obrigatória: A oportunidade e a missão do CDS ante a crise nacional que se avizinha.
Julho 20, 2007
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Eu não espero uma grande crise. Com o mundo a crescer a 6-7% devido á chegada de 1-2 biliões de pessoas ao mercado livre é normal crescer entre 1-2,5% mesmo que o Governo seja incompetente e o país se transforme apenas numa entidade turística.
Claro, os outros ao nosso nível crescem a 4-5% ou mesmo mais mas os jornalistas e comentadores que temos ficam babados com 2%… A epifânia chegará daqui a 10-20 anos quando o ordenado de Angola for parecido com o nosso ou a Republica Checa tiver o dobro…
Comentário por lucklucky — Julho 20, 2007 @ 12:20
O Lucklucky é muito optimista e irrealista. Eu espero uma grande crise e um grande estoiro que levará inevitavelmente à queda do regime devido à sua estrutural incapacidade de assegurar as reformas necessárias ao país. O peso do Estado é o reflexo das políticas do “Bloco Central” ao longo de 30 anos e do modelo de “desenvolvimento” consignado nesta maldita constituição da III República a que nos condenaram. O regime pratica aquilo a que Tocqueville muito justamente apelidou de “despotismo democrático” é esse o drama. Sem uma nova constituição não há nada a esperar senão um cada vez maior empobrecimento do país.
Comentário por António Bastos — Julho 20, 2007 @ 12:37
O país não está a empobrecer. Está com um enriquecimento paupérrimo que no passado seria uma recessão brutal e certamente uma mudança de regime se não fosse o estado da economia mundial.
Eu não contesto nada sobre o peso do Estado, despotismo democrático etc. mas isso no actual contexto economia mundial vai dando ainda para apresentar 1-2% de crescimento.
Comentário por lucklucky — Julho 20, 2007 @ 13:50
Concordo inteiramente com o diagnóstico, mas quanto a ser o CDS a liderar os 45% de opositores ao Partido do Estado, dos quais vive o resto do país, parece-me que esse partido já passou o ponto de não retorno…
Como diz o Júdice, mais valia os “senhores da Atlântico” formarem um partido novo que pudesse, desde a sua génese, propor verdadeiras soluções liberais de emagrecimento do Estado deixando finalmente que a “mão invisível” da verdadeira economia de mercado faça o seu trabalho no nosso país como fez e está a fazer noutros países
Comentário por Ricardo Sebastião — Julho 20, 2007 @ 14:07