O Insurgente

Julho 9, 2007

O Bloco de Esquerda e a Bragaparques

Filed under: Política,Portugal,Videos — André Azevedo Alves @ 15:06

Intervenção de Carlos Marques, deputado municipal do BE e assessor do , justificando o seu voto favorável:
Dossier Permuta Parque Mayer / Entrecampos VII

O Negócio da ruinosa permuta entre os terrenos do Parque Mayer e de Entrecampos foi aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa a 1 de Março de 2005. O BE a apoiar o negócio!

O Zé, como facilmente se percebe, faz mesmo falta.

8 Comentários »

  1. Este vídeo é de ir às lágrimas, um hino à coerência política, ao saber-estar, ao ser a favor de algo na Assembleia Municipal e no momento das eleições, em suma, um retrato sobre a seriedade do Bloco na sua forma de abordar a política!

    Comentário por Rodrigo Adão da Fonseca — Julho 9, 2007 @ 16:28

  2. Mas, os Amigos do Daniel Oliveira tratam de “negócios”? Perigoso, qualquer dia, começam a dizer que não há aquecimento global….

    Comentário por Jose — Julho 9, 2007 @ 16:30

  3. “Tudo o que é demais enjoa

    O Sector de Informação e Propaganda de Lisboa (SIP/DORL) do PCP, anda a espalhar este vídeo por tudo quando é lugar, dando a entender que o BE apoiou o negócio da Bragaparques. Como qualquer pessoa minimamente informada sobre o processo é uma mentira descarada. Faltou-lhe este vídeo para que a história ficasse completa.

    Mas vale a pena contar a história toda:
    O BE votou favoravelmente,em Março de 2005, um conjunto de condições apresentadas por si para que a permuta pudesse acontecer. Ou seja, impôs uma lista de limitações a este negócio. Essas condições baseavam-se, na realidade, nos vários argumentos que PCP e BE apresentavam repetidamente contra este negócio. O PCP votou favoravelmente estas condições. Assim, a aprovação, no mesmo dia, da permuta incluía todas as condições antes definidas e que alteravam substancialmente todos os pressupostos desta troca de terrenos. Só aí, em todo o processo que vinha de antes e continuou depois, os votos do PCP e do BE divergiram. E a divergência fazia pouco sentido. Não se podem aprovar condições a uma proposta sem a proposta.

    Aliás, a permuta, em muitíssimo piores condições para a cidade, já tinha sido aceite pela Assembleia Municipal no segundo semestre de 2004. E então não contou com a oposição do PCP. A Bragaparques, ainda cheia de si, é que não a aceitou. Santana Lopes propôs logo depois um Fundo Imobiliário em conjunto com a Bragaparques, o Espírito Santo e a EPUL. Foi rejeitado quase por unanimidade (alguns santanistas votaram a favor).

    Só depois de tudo isto se vota a permuta condicionada. É esse debate que o PCP mostra no seu vídeo. Era, como já disse, uma proposta bem melhor do que aquela que o PCP deixou passar, uns meses antes. As quatro condições:
    1. Definição prévia das cérceas da Avenida da República que, limitando a densidade de construção limitariam o preço dos terrenos da Feira Popular;
    2. A aprovação do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e das Zonas Envolventes, que acabaria por definir o que podia ir para o Parque Mayer, influenciando assim o preço daqueles terrenos.
    3. Saber-se quanto fora pago a Frank Gehry e os compromissos com ele firmados.
    4. Pagamento das indemnizações aos feirantes da Feira Popular.
    Antes de qualquer uma destas coisas estar feita não haveria permuta nenhuma. Foi isto que a Assembleia Municipal então aprovou, melhorando substancialmente o seu voto anterior. A apresentação das condições deveu-se ao facto do PS ter anunciado o seu voto favorável à permuta. Ou seja, a alternativa era entre a permuta sem condições (que seria aprovada) ou a permuta condicionada a regras que a tornavam muito diferente do que foi. Tudo isto muito antes do cambalacho que se passou na hasta pública. Posso até considerar que houve ingenuidade no voto da Assembleia Municipal, sabendo-se como se deveria saber que Santana e Carmona não cumpriam as deliberações da AML. Mas chamar a isto cumplicidade, sobretudo vindo do PCP (mais à frente irei a isso), é de uma desonestidade inacreditável.

    Quando se verificou que a Câmara não tencionava cumprir nenhuma das condições impostas pela Assembleia Municipal, o BE apresentou uma proposta de censura à permuta, retirando a legitimidade política desse negócio que violava todas as condições exigidas pela Assembleia Municipal. Aí sim, se votava (no caso, chumbava-se) o negócio que hoje conhecemos: sem condições nem limites. E, muito bem, o PCP votou a favor da proposta do BE. E isso os vídeos que o PCP espalha omitem. Isso e o que se passou muito antes.

    Até agora, a candidatura do BE tinha feito ouvidos moucos a estas acusações do PCP. Por duas razões: porque elas nada têm a ver com Sá Fernandes, que era então um cidadão sem qualquer responsabilidade na Câmara ou na Assembleia Municipal, e porque o PCP não é o adversário do Bloco nesta campanha. Mas tudo o que é demais enjoa. O BE resolveu completar o vídeo do PCP e assim acabar com esta manipulação grosseira.

    Aqui está o vídeo da sessão em que a Assembleia Municipal toma posição sobre o negócio que realmente se discute hoje.. Com este vídeo fica a perceber-se a história toda. E fica-se a saber como se manipulam os factos e como o PCP insiste em confundir, em Lisboa, os seus adversários. Acusar o BE de cumplicidade com o negócio da Bragaparques é absurdo (e os deputados municipais do PCP sabem que é uma mentira descarada), como o vídeo deixa evidente. Tentar com isso atingir Sá Fernandes, que foi quem mais se bateu contra os negócios obscuros da Bragaparques em Lisboa, é apenas delirante.

    Mas para fazer um dossier completo deste negócio é preciso ir mais longe no tempo. E isso, como é evidente, não consta nos vídeos que o PCP pediu aos seus militantes para espalhar. Tudo começou muito antes. Estava o PCP (aliado ao PS) à frente dos destinos da cidade. Os terrenos do Parque Mayer foram postos à venda e, para espanto de todos, a Câmara Municipal de Lisboa não exerceu o direito de preferência na compra. Teriam custado quinze milhões de euros e não os quarenta milhões em que a permuta se veio a traduzir. Era no exercício desse direito de preferência, que não deixaria a Câmara na situação de ter de arranjar forma de recuperar os terrenos, que tudo deveria e tinha de ser resolvido. Não foi e deveria ser explicado porquê por quem tinha então responsabilidades no governo da cidade. E, já agora, foi também no executivo PS/PCP que a Bragaparques começou os seus obscuros negócios com a Câmara, de que o melhor exemplo é a construção dos parques de estacionamento do Martim Moniz e da Praça da Figueira, sem documentos e à vontade do freguês.

    Seria por isso bom que o PCP decidir-se: ou conta a história toda, sem deturpar o que esteve a ser votado em cada momento e assumindo as suas responsabilidades (talvez encontrem forma de responsabilizar quem não estava no executivo), ou pára com esta campanha sectária, absurda e estrábica nos alvos que escolhe. Reposta a verdade dos factos, que cada um faça a sua avaliação. Por mim, que conheço esta história há muito e que ando já há algum tempo farto desta forma de baralhar para ganhar, e depois de tamanho testamento sobre esta guerrilha patética, fechei a loja sobre o assunto. Nada mais tenho a dizer.”

    Posted by Daniel Oliveira at 01:20 AM | Permalink | Comments (16)

    Comentário por lampião — Julho 9, 2007 @ 20:58

  4. é comprido … mas não chato!
    e saber a estória toda só vos faz bem!

    Comentário por lampião — Julho 9, 2007 @ 22:26

  5. Será que ainda vamos descobrir interesses da Braga parques ou uma sua associada ao município de Salvaterra de Magos? Afinal o bicho picou-se e não consegue desmentir a verdade dos factos. O BE está comprometido com a trapalhada do negócio da CML com a Bragaparques nos terrenos da antiga Feira Popular. Aquele negócio que está sob investigação. Seá assim ou não?

    Comentário por Ricardo — Julho 10, 2007 @ 12:42

  6. [...] é pena que, de Salvaterra de Magos ao caso Bragaparques, a prática teime em desmentir inequivocamente a retórica [...]

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