Vale a pena ler esta análise de Pedro Magalhães sobre a evolução das sondagens para as eleições intercalares em Lisboa.
António Costa parece estar com tendência de subida (ainda que com poucas hipóteses de conseguir a maioria absoluta, provavelmente devido à fragmentação de candidaturas à esquerda); Helena Roseta em queda; Carmona e Negrão mais ou menos a par e ambos distantes de Costa; Ruben de Carvalho em alta; José Sá Fernandes com sinais contraditórios mas (para mim surpreendentemente depois da sua conduta como vereador) com boas perspectivas de eleição; Telmo Correia com resultados francamente desanimadores e que devem estar a preocupar Paulo Portas.
O reforço de António Costa e a descida de Helena Roseta enquadram-se no que seria de esperar considerando que Costa é o candidato do PS e os partidos têm muito peso em Portugal, especialmente quando se aproximam as eleições. Já Fernando Negrão dá poucos sinais de descolar de Carmona Rodrigues (efeito das gaffes e da aparente falta de carisma do candidato do PSD?) e as recentes notícias judiciais podem anunciar que o período final da campanha vai ser igualmente difícil para Negrão.
Em matéria de sonfagens também tinha interesse uma análise sobre o campeonato “dos pequeninos”. É bem capaz de ser uma das grandes lições destas intercalares…
Comentário por pedro guedes — Julho 7, 2007 @ 01:40
E quanto à abstenção?
Comentário por Cristina Ribeiro — Julho 7, 2007 @ 01:43
“Em matéria de sonfagens também tinha interesse uma análise sobre o campeonato “dos pequeninos”.”
Também tenho pensado nisso. Mas é muito difícil projecções com um mínimo de rigor para os candidatos abaixo dos 2% ou 3%.
De qualquer forma, e mesmo tendo em conta essas limitações, gostaria de ver mais números sobre esse “campeonato”.
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 7, 2007 @ 01:45
“E quanto à abstenção?”
É muito difícil de prever Cristina. A inclinação/intenção de voto é geralmente um indicador relativamente bom do voto efectivo mas estimar a abstenção com base em sondagens é muito complicado, desde logo porque os mais inclinados a não votar podem ser também os que não respondem a sondagens e porque as pessoas tendem a sentir-se “obrigadas” a dizer que votam (provavelmente por noções de “dever cívico”).
Comentário por André Azevedo Alves — Julho 7, 2007 @ 01:48
“Também tenho pensado nisso. Mas é muito difícil projecções com um mínimo de rigor para os candidatos abaixo dos 2% ou 3%.”
Sem dúvida. Mas o blogador das “Margens de Erro” estranhamente não alinha na análise. E, sobretudo, não explica porque não o faz quando desta vez essas contas até vão aparecendo nas sondagens e com indicadores constantes se pensarmos apenas no Público e no DN.
Comentário por pedro guedes — Julho 7, 2007 @ 01:48
Pese o respeito pelo trabalho de Pedro Magalhães, existe uma contradição nas afirmações de PM quanto a Helena Roseta.
“Note-se como, proporcionalmente, os resultados atribuídos a Helena Roseta e a Ruben de Carvalho são os mais díspares. Isto pode resultar de mudança ao longo do tempo, mas pode significar também pura incerteza”.
Afinal, a descida de Helena Roseta é mesmo descida, ou será incerteza?
Cumprimentos
Comentário por formiga bargante — Julho 7, 2007 @ 19:51
[...] comentário ao post em que recomendo a análise de Pedro Magalhães sobre as sondagens relativas às eleições [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » O PNR e o CDS-PP nas sondagens para as eleições intercalares em Lisboa — Julho 10, 2007 @ 16:32