A proibição de abertura das grandes superfícies ao Domingo é uma restrição injustificável e altamente lesiva dos interesses dos consumidores. Eliminar essa grotesca proibição seria uma medida inequivocamente positiva: O “moderno” condicionamento industrial. Por Miguel Noronha.
O encerramento das grandes superficies aos Domingos e feriados, uma questão que deveria apenas respeitar à oferta (os hipermercados) e à procura (os consumidores), foi imposto pelo governo de António Guterres e justifcada com argumentos que fazem lembrar a tristemente célebre Lei do Condicionamento Industrial.
Não se sabendo a posição do actual governo e do PS (o que vai dar ao mesmo), a da oposição varia entre ainda maiores limitações (PCP e BE) e a manutenção da situação actual (PSD). Resta esperar que o governo e o PS sejam menos socialistas que a oposição e corrijam o erro do passado pondo fim a esta lei vergonhosa.
A recolha de assinaturas da APED pelo fim da proibição decorrer aqui.
O assunto parece adequado para ser decidido a nivel municipal.
Comentário por CN — Junho 28, 2007 @ 08:37
Isto é quase um milagre, tenho que admitir que fico surpreendido de o AAA não defender pura e simplesmente a proibição total da abertura de qualquer estabelecimento ao domingo.
Comentário por Pedro Sá — Junho 28, 2007 @ 09:45
o AAA não defender pura e simplesmente a proibição total da abertura de qualquer estabelecimento ao domingo.
?????
Comentário por AA — Junho 28, 2007 @ 11:14
E quando é que os trabalhadores vão à Missa?
Comentário por Alfredo — Junho 28, 2007 @ 11:53
Pobre gente a quem não ocorre mais nada para fazer do que ir passear para os centros comerciais!
Pobre blog que vai pelo mesmo caminho…
Comentário por samuel — Junho 28, 2007 @ 12:25
Pois é. Nem todos temos a sua estatura intelectual. Resta-nos fazer umas compritas. Mas somos felizes assim!
Comentário por Miguel — Junho 28, 2007 @ 13:08
[...] A proibição de abertura das grandes superfícies ao Domingo é uma restriç&atil… Autor: MS [...]
Pingback por Cortar a Direito :: Em defesa… da liberdade! :: June :: 2007 — Junho 28, 2007 @ 13:18
“O assunto parece adequado para ser decidido a nivel municipal.”
Seria menos mau do que uma proibição nacional. De qualquer forma, a esse nível defenderia igualmente que não fosse proibido.
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 28, 2007 @ 14:30
E quando é que os trabalhadores vão à Missa?
Numa ditadura liberal como a que defendemos neste blogue, os trabalhadores seriam forçados a ir à Missa, como parte das suas obrigações laborais. Podíamos chamar aos locais de culto qualquer coisa como “sweat-churches”.
Comentário por AA — Junho 28, 2007 @ 15:30
“Numa ditadura liberal como a que defendemos neste blogue, os trabalhadores seriam forçados a ir à Missa, como parte das suas obrigações laborais.”
Essa parece-me a solução mais adequada.
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 28, 2007 @ 15:59
ó Miguel, diga lá então que estatura intelectual é necessária para encontrar algo melhor para fazer do que passear nos shopings. insisto no passear pois é notório que as lojas estão às moscas, com um ou outro “feliz assim” a fazer umas compritas.
Comentário por samuel — Junho 28, 2007 @ 17:57
insisto no passear pois é notório que as lojas estão às moscas
Então se abrirem ao domingo nem “prejudicarão” ninguém, pois não?
Comentário por AA — Junho 28, 2007 @ 19:04
Agradeço desde já a atenção dispensada e a oportunidade de expressar o meu descontentamento em relação a este assunto “polémico”. Como funcionário do comércio, defendo que a abertura das grandes superfícies aos Domingos e Feriados não deveria prevalecer, pois estes espaços já estão abertos, na minha opinião, tempo demais. Existem algumas pessoas que, por simples preguiça, não são capazes de acordar domingo mais cedo para comprar o que necessitam, a aproveitam a tarde para simplesmente”passear”, tal gado no pasto. Além de se submeterem ás enchentes normais de fim-de-semana, respiram ar “reciclado” por gigantescos equipamentos de ar condicionado, ficando mais vulneráveis a alergias, constipações, gripes, etc… É triste ver que já não há convívio saudável nas famílias portuguesas, de forma a ocuparem as tardes com os amigos ou família no exterior, uma esplanada, um museu, um teatro, um concerto, praia ou montanha, de acordo com as preferências. Preferem entrar no carro, sujeitam-se ás infindáveis filas para entrar no estacionamento, andam aos encontrões e apressados pelos corredores, reclamam dos milhares de portugueses que fazem o mesmo que eles, passeiam… Preferia pensar que os valores familiares e de amizade ainda estivessem patentes nas nossas famílias, mas, a julgar pelo que vejo todos os fins de semana, é impossível esses valores darem algum sinal de vida. Desta forma, defendo também que os bancos, as repartições de finanças, os correios, empresas municipais e restantes guichets de atendimento público também passem a estar abertos até mais tarde, ou abrir também aos domingos, pois se os supers ficam abertos até mais tarde e abrem ao sábado e domingo de manhã, porque é que se eu tenho algum assunto no qual necessite de me dirigir a alguma instituição pública o tenha de fazer nos horários por eles estipulados ou tenho de pedir o dia para tratar do assunto, alterando também o meu descanso ? Não é justo, e deveria haver uma auscultação pública ou até um referendo que visasse esta questão. Os funcionários do comércio também têm direito ao descanso como todos os outros cidadãos! Numa época em que existe o Microcrédito para ajudar a construir ou consolidar algum empreendimento pequeno ou familiar, com esta abertura todos os proprietários de comércio local irão sofrer grandes perdas, pois a concorrência é acérrima e voraz. Haverá alguém disposto a dar a voz pelo comércio local ? As autarquias só terão a ganhar com a abertura, e, neste caso, tenho a certeza que muito do comércio local fechará as portas. Pensem nisto!
Comentário por Ricardo Fernandes — Maio 2, 2008 @ 09:45
O comentário do Ricardo Fernandes demonstra bem como qualquer restrição ao horário do comércio não passa de uma ingerência injustificável na liberdade das pessoas de viverem como quiserem…
Comentário por Migas — Maio 2, 2008 @ 13:17
“Haverá alguém disposto a dar a voz pelo comércio local ?”
Alguém me define comércio local? Uma grande superfície em Lisboa não é comercio local… de Lisboa?
“É triste ver que já não há convívio saudável nas famílias portuguesas, de forma a ocuparem as tardes com os amigos ou família no exterior, uma esplanada, um museu, um teatro, um concerto, praia ou montanha, de acordo com as preferências. Preferem entrar no carro, sujeitam-se ás infindáveis filas para entrar no estacionamento, andam aos encontrões e apressados pelos corredores, reclamam dos milhares de portugueses que fazem o mesmo que eles, passeiam…”
Este espectáculo triste e demagógico de defesa do encerramento das grandes superfícies com a pretensa defesa dos valores familiares já basta. Este paragrafo, como bem evidenciou o Miguel, revela a triste veia totalitária e paternalista que sufoca a nossa sociedade. É preciso lata para ter sequer a pretensão de querer definir a vida de quem quer que seja… “coitadinhos preferem ir para as filas e andar aos encontrões. Fazem mal. Não se apoquentem, eu decido por vós. Ora tomem lá uma proibição para ajudar a escolher melhor.”. Por favor…
Comentário por João — Maio 2, 2008 @ 16:30
Defensores acérrimos da abertura das grandes superfícies ao domingo à tarde com sobrenomes estilo Noronha ou Sá… e se vocês tivessem que trabalhar ao domingo à tarde e ficassem privados do convívio com as vossas famílias? Será que continuariam a apoiar tanto esta medida? Se sofressem na pele, mas não sofrem e por isso falam assim, de «barriga cheia», à boa maneira portuguesa…
Comentário por Teixeira — Maio 25, 2008 @ 23:40
Não sabia que o sobrenome era motivo de desqualificação.
Se for por isso também cá temos um Silva que costuma escrever sobre o tema.
Comentário por Miguel — Maio 26, 2008 @ 11:31
“Não sabia que o sobrenome era motivo de desqualificação.”
Fásssista!
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 26, 2008 @ 15:51