Um excelente post de JPP:
O que é que “prejudica” desde já garantir que em Portugal há referendo? Bem pelo contrário, é a falta de transparência que “prejudica” o processo europeu e gerará mais polémica do que a afirmação clara de que os compromissos serão respeitados e os portugueses votarão logo que exista um texto.
A continuar assim, os povos e as nações da Europa têm que começar a perceber que não existe o direito a dizer que “não”, só podem dizer “sim”. E se ousarem dizer “não” haverá sempre um truque qualquer para os fazer passar por dizer “sim”. Isto não vai acabar bem.
E posso ter imenso medo de referendos (tenho), sem ser eurocrata ou euroentusiasta? Qual é o princípio, afinal? Os referendos – ou, lá por isso, o democratismo participativo, deliberativo, habbermasiano ou lá o que seja -, são bons numas coisas e maus em outras?
Comentário por HO — Junho 26, 2007 @ 02:41
“E posso ter imenso medo de referendos (tenho), sem ser eurocrata ou euroentusiasta?”
Claro que pode.
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 26, 2007 @ 11:23
E devo?
Comentário por HO — Junho 26, 2007 @ 15:57
“E devo?”
Como presunção geral, parece-me razoável. Mas o referendo pode ser útil para combater excessos dos governantes eleitos (o que não põe em causa que seja um instrumento potencialmente perigoso).
Comentário por André Azevedo Alves — Junho 26, 2007 @ 21:17
As eleições também servem para isso. A diferença é que nas decisões referendárias o populismo e o facciosismo têm a vida mais facilitada. Desta vez é para combater os excessos, da próxima é para os potenciar. De boas intenções…
Comentário por HO — Junho 27, 2007 @ 02:29