Da série “Grandes Dúvidas”. Por Pedro Picoito.
Mas confesso que não percebo como é que alguns dos mais ardentes apologistas do direito-ao-meu-corpo-para-abortar-até-às-dez-semanas são agora os mais ferozes adversários do direito-ao-meu-corpo-para-fumar-no-meu-próprio-estaminé.
Estaminé esse, recorde-se, onde os não fumadores têm a liberdade de entrar e sair, ao contrário do feto, que nem tem a liberdade de não ser concebido nem tem a liberdade de não ser abortado.
André, grande destaque sim senhor! são altamente recomendáveis a leitura dos mais de 40 comentários ao post. Um elegante e frontal combate de ideias, da forma como deveria ser sempre!
Comentário por aLaíde costa — Maio 12, 2007 @ 00:16
Caro Andre, eu nao parto para nenhum dos temas com uma posicao “pro-choice” absoluta. Reconheco um conflito de valores em ambos os casos (ou melhor, no caso do fumo, apenas nos espacos de acesso ao publico, nunca os espacos onde existe possibilidade de exclusao, como a propria casa ou um clube privado), que, needless to say, versam coisas bem diferentes. Se leres os comentarios ao post, explico isto com mais calma. O teu titulo nao faz juz ‘a minha posicao sobre as materias, isso e’ mais do que claro.
Comentário por Tiago Mendes — Maio 12, 2007 @ 02:04
Caro Tiago,
Fair enough no que te diz respeito face a estes temas, mas a contradição aplica-se a muitas outras pessoas.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2007 @ 12:22
ao contrário do feto, que nem tem a liberdade de não ser concebido nem tem a liberdade de não ser abortado.
“Liberdades de não” não existem. Existem “direitos de não”.
Comentário por AA — Maio 12, 2007 @ 14:03
Tens razão AA mas essa imprecisão não afecta o argumento principal.
Comentário por André Azevedo Alves — Maio 12, 2007 @ 14:31
André, esta linha de argumentação é uma faca de dois gumes
Comentário por AA — Maio 12, 2007 @ 15:13