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	<title>Comentários em: Esperança francesa</title>
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		<title>Por: Cristina Ribeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cristina Ribeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2007 14:02:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Boas análises,André e Lionheart.Gostei das vossas leituras sobre o que se passa em França(e no resto da Europa).]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boas análises,André e Lionheart.Gostei das vossas leituras sobre o que se passa em França(e no resto da Europa).</p>
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		<title>Por: Lionheart</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2007/05/07/esperanca-francesa/#comment-9901</link>
		<dc:creator><![CDATA[Lionheart]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2007 13:45:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A França ainda mexe e bem. Vê-se pela taxa de participação eleitoral altíssima, pela audiência no debate presidencial que fez com aquele tenha sido um dos programas mais vistos de sempre em França, pelos comícios preenchidíssimos, etc. Foi enorme a festa pela vitória de Nicolas Sarkozy, como o teria sido também se Ségolène Royal tivesse ganho, o que demonstra a enorme mobilização em ambos os campos. Compare-se esta França (que se diz estar deprimida e em crise) com Portugal, e é uma diferença enorme.

Desde logo, o debate provou que o nível de debate político em França está noutra &quot;galáxia&quot;, por comparação com Portugal. Os nossos políticos não têm bagagem para um debate com aquela duração e abrangência de temas. Não têm a educação para se afrontarem sem insultos grosseiros. E acima de tudo, não há coragem em Portugal para apresentar um programa realista sem mentir ao eleitorado, mesmo que isso provoque anticorpos em muita gente, como fez Sarkozy.

A Alemanha está a ultrapassar a crise. A França fará o mesmo. A Grã-Bretanha vai passar ainda um mau bocado com a agonia trabalhista sob o &quot;comando&quot; de Gordon Brown, a fazer lembrar os últimos anos do governo de John Major. Entrará noutra era após a vitória quase certa de David Cameron nas próximas legislativas. Ou seja, os grandes potências europeias conseguem resolver os seus problemas, em democracia e com o actual sistema de partidos, que se conseguem sempre renovar.

E em Portugal? Vislumbra-se massa crítica para ultrapassar a crise? Por acaso o governo socialista deixará algum legado positivo? Os partidos dão mostras de vitalidade e renovação dos seus quadros? O eleitorado dá mostras de interesse e participação na vida política do seu país, como os franceses? Por acaso se viu o genuíno entusiasmo popular aquando das vitórias de Sócrates e Cavaco, como se viu ontem em França, demosntrando identificação entre eleitores eleitos? Não, não, não e não.

Só há verdadeiramente um &quot;sick man&quot; na UE, que é Portugal. A globalização obriga a Europa a &quot;desemburrar&quot;, e por consequência o fosso entre Portugal e a Europa desenvolvida aumentará ainda mais, porque não temos pedalada para aguentar o ritmo. Ou algo muda drásticamente em Portugal, ou será interrompida durante muito tempo a convergência de Portugal com os países desenvolvidos, que se iniciou a partir dos anos 60. Para Portugal, o séc. XXI arrisca-se a ser tão penoso quanto o séc. XIX...]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A França ainda mexe e bem. Vê-se pela taxa de participação eleitoral altíssima, pela audiência no debate presidencial que fez com aquele tenha sido um dos programas mais vistos de sempre em França, pelos comícios preenchidíssimos, etc. Foi enorme a festa pela vitória de Nicolas Sarkozy, como o teria sido também se Ségolène Royal tivesse ganho, o que demonstra a enorme mobilização em ambos os campos. Compare-se esta França (que se diz estar deprimida e em crise) com Portugal, e é uma diferença enorme.</p>
<p>Desde logo, o debate provou que o nível de debate político em França está noutra &#8220;galáxia&#8221;, por comparação com Portugal. Os nossos políticos não têm bagagem para um debate com aquela duração e abrangência de temas. Não têm a educação para se afrontarem sem insultos grosseiros. E acima de tudo, não há coragem em Portugal para apresentar um programa realista sem mentir ao eleitorado, mesmo que isso provoque anticorpos em muita gente, como fez Sarkozy.</p>
<p>A Alemanha está a ultrapassar a crise. A França fará o mesmo. A Grã-Bretanha vai passar ainda um mau bocado com a agonia trabalhista sob o &#8220;comando&#8221; de Gordon Brown, a fazer lembrar os últimos anos do governo de John Major. Entrará noutra era após a vitória quase certa de David Cameron nas próximas legislativas. Ou seja, os grandes potências europeias conseguem resolver os seus problemas, em democracia e com o actual sistema de partidos, que se conseguem sempre renovar.</p>
<p>E em Portugal? Vislumbra-se massa crítica para ultrapassar a crise? Por acaso o governo socialista deixará algum legado positivo? Os partidos dão mostras de vitalidade e renovação dos seus quadros? O eleitorado dá mostras de interesse e participação na vida política do seu país, como os franceses? Por acaso se viu o genuíno entusiasmo popular aquando das vitórias de Sócrates e Cavaco, como se viu ontem em França, demosntrando identificação entre eleitores eleitos? Não, não, não e não.</p>
<p>Só há verdadeiramente um &#8220;sick man&#8221; na UE, que é Portugal. A globalização obriga a Europa a &#8220;desemburrar&#8221;, e por consequência o fosso entre Portugal e a Europa desenvolvida aumentará ainda mais, porque não temos pedalada para aguentar o ritmo. Ou algo muda drásticamente em Portugal, ou será interrompida durante muito tempo a convergência de Portugal com os países desenvolvidos, que se iniciou a partir dos anos 60. Para Portugal, o séc. XXI arrisca-se a ser tão penoso quanto o séc. XIX&#8230;</p>
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