Para ter noção do ponto de impunidade a que chegamos, vale a pena ler na íntegra este relato da actuação dos “manifestantes” de extrema-esquerda no seguimento das comemorações oficiais do 25 de Abril: Na Rua do Carmo
Então é assim. Cerca de 200 a 300 pessoas manifestaram-se a seguir às comemorações oficiais do 25 de Abril, numa manifestação anti-autitária, anti-fascista e anti-capitalista, iniciada às 18h30 na P. da Figueira e que terminou no Lg. Camões cerca das 19h30. A manif decorreu rapidamente e embora estivesse rodeada de um considerável dispositivo policial (não foi autorizada), não houve incidentes. Ao longo do percurso foram pintadas algumas frases na parede e atiradas algumas lâmpadas com tinta a vidros de lojas e bancos.
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Chegada ao Camões, parte da manif desmobilizou. Outra parte, cerca de 100 pessoas, sentiu que algo estava por fazer e decidiu correr o risco de efectuar o percurso no sentido inverso, atingindo a sede do PNR, situada na Rua da Prata. Nesse sentido, desceu a Rua Garrett, passando por um considerável aparato policial e acompanhada de bastante perto por alguns polícias à paisana, o chefe dos quais está na fotografia acima colocada.
A este ponto a manif era composta por um núcleo de pessoas de cara tapada e vestidas de preto, bem como várias pessoas que simplesmente queriam ver o que iria acontecer. Esta manif era bem menos compacta do que a que tinha subido o Chiado e, levadas pelo entusiasmo, as pessoas que seguiam na dianteira iam a uma velocidade bastante grande. Por altura dos Armazéns do Chiado, e após um curto impasse para decidir o melhor caminho, seguiu pela Rua do Carmo. A este ponto também, alguns dos manifestantes batiam com os suportes das bandeiras em cartazes e mais bolas com tinta foram enviadas para montras.(…)
Uma rápida troca de empurrões permitiu às forças da ordem compreender que não estavam a lidar com um bando de miúdos assustados. Os agentes largaram as pessoas que tinham agarrado, sacaram de bastões extensíveis e recuaram em grupo. O fascista nojento da foto acima, a menos de 5 m de mim, falava pelo rádio chamando o corpo de intervenção.
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Diga-se aliás, que caso a manifestação tivesse demonstrado a intenção firme e a inteligência táctica para resistir, não lhe teria sido difícil fazer a polícia recuar. Organizado como um bando de energúmenos que gostam de bater em pessoas assustadas, sem qualquer organização ou método, o corpo de intervenção não passa de um bando de rufias fardados e equipados à nossa custa. Qualquer dia calhar-lhes-à na rifa algo mais do que claques de futebol.
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Aos que lamentam os grafitis em prédios novos relembro apenas os milhares de murais e pintadas que enchiam até há poucos anos as paredes e muros da cidade, fazendo-nos pensar que esta nem sempre foi o cenário das vidas entediantes que levamos e que aqui, em tempos, foi desafiada a ordem capitalista das coisas. Esses murais e pintadas eram inequivocamente mais novos e modernos do que qualquer renovação urbana do “coração comercial da cidade”. De resto, a liberdade de transformar permanentemente o espaço urbano que se percorre diariamente é um patrimonio bem mais agradável do que as fachadas de lojas que a polícia alegadamente procurava defender.
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De uma vez por todas, a bófia bate nas pessoas porque tem medo. E tem razão em ter medo. A violência não é boa nem má, a violência é.
Que giro. Tão fashion. Os jovens camisas negras da extrema-esquerda. Não são é muito ecológicos, pois não?
Comentário por Rui Carmo — Abril 26, 2007 @ 21:38
Estúpidos ao ponto de defenderem graffitis. Vá lá que a extrema-direita não está sozinha.
Comentário por AA — Abril 26, 2007 @ 21:49
Bem, estes aqui usaram cocktails Molotov.
Será que os colegas deles do PNR usaram cocktails Ribbentrop ?
Ou será que assinaram mais um pacto de amizade Vermelho-Castanho ?
Comentário por Infidel — Abril 26, 2007 @ 21:59
[...] É realmente caso para perguntar: Devemos continuar a ignorar? [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Devemos continuar a ignorar? — Abril 26, 2007 @ 22:22
[...] complementar: A extrema-esquerda e a apologia da violência (2): “a violência é”; A violência “anti-fascista e anti-capitalista” e o Bloco de Esquerda (3); O Bloco de Esquerda [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » A impunidade da extrema-esquerda folclórica — Fevereiro 14, 2008 @ 16:00