O Discurso de Ségolène. Por JCD.
Reconheça-se alguma consistência à esquerda: insistem sempre nos mesmos erros. Acredita numa economia com crescimento regulado por decreto. Acredita na possibilidade de criação de um mundo desejável, sendo a boa economia uma consequência do perfeito planeamento da sociedade.
Infelizmente há aqui uma inversão da ordem. Não há progresso social sem uma economia a funcionar mas mesmo num país pouco desenvolvido, pode e deve tentar-se que a economia funcione porque o crescimento económico é sempre o melhor motor para o progresso social.
O discurso económico de Ségolène Royal, durante toda a campanha, foi deveras indigente, e provocou cisões na sua equipa na campanha, devido ao disparate das promessas do seu programa eleitoral – uma sinfonia de medidas de despesa pública, que faz lembrar o custo das promessas de um antigo primeiro-ministro lusitano que também não sabia fazer contas e que também gostava de jargões à la Ségolène.
“As pessoas não são números”, dizia. Alguns anos depois de tão forte aposta nas pessoas ainda estamos todos pendurados nos números.