Quando voltou à Covilhã, em 1981, Sócrates já tinha complementado o bacharelato com a licenciatura, em Lisboa. Entrou para os quadros da câmara municipal e filiou-se na Juventude Socialista e no PS pela mão do amigo Jorge Patrão. Seguia com entusiasmo a guerra entre o soaristas e o ex-Secretariado, torcendo pelo lado de António Guterres, homem com origens no Fundão, concelho vizinho da Covilhã.
(…)
Apesar do esforço de organização e método, Sócrates evitou passos em falso, como o negócio em que entrou com o amigo [Armando] Vara numa empresa de distribuição de combustíveis. Em 1990 os dois deputados do PS tornaram-se sócios da Sovenco – Sociedade de Venda de Combustíveis, com outros três parceiros, um dos quais, anos depois, havia de dar pano para mangas nos jornais Virgílio de Sousa, condenado a prisão por um processo de corrupção no centro de exames de condução de Tábua. A aventura empresarial de Sócrates foi curta (menos de um ano) e literalmente para esquecer: no ano passado, quando a revista Focus desenterrou esse episódio, o socialista jurou que estava a ouvir falar dessa empresa “pela primeira vez”. Só após algum esforço de memória se lembrou que tinha sido sócio. (link)
Muitíssimo interessante…
Comentário por André Azevedo Alves — Abril 9, 2007 @ 23:31
Pois.. Ele também esteve estas semanas todas a tentar lembrar-se do curso que tirou (não) tirou na Independente.
Comentário por Pedro Morgado — Abril 10, 2007 @ 03:37
Faltou o abuso de poder no caso do professor Charrua.
Comentário por Cam — Fevereiro 2, 2009 @ 09:32