Em 2002, por suspeita da prática de dumping, a UE impôs por 5 anos uma tarifa de 66% à importação de lâmpadas de baixo consumo produzidas na China. Com o consequente aumento do custo, estas tornaram mais caras para os consumidores que continuaram a preferir as lâmpadas convencionais (sem a tarifa o preço seria sensivelmente igual).
Nos meios comunitários discute-se agora a possibilidade de banir as lâmpadas convencionais como parte do plano para reduzir as emissões de CO2. A imposição superior torna-se necessária porque, parece, os consumidores mostram-se incapazes de tomar decisões acertadas.
Entretanto, os industriais do sector pressionam para que se mantenha a tarifa punitiva que, salvo decisão em contrário, terminará em Outubro.
(via Globalization Institute)
Mas será que as lampadas vendidas nas lojas IKEA são produzidas na UE? Porque será que são muito mais baratas por lá?
Ou será que as mesmas tem a origem declarada na Europa, embora na realidade venham doutro local com custos de mão-de-obra e de enquadramento brutalmente mais baixos?
A “chinafobia” é um vírus que vai alastrando… e que serve para responsabilizar outros povos (outros trabalhadores) pelos problemas de produção que enfrentamos.
Comentário por Ricardo — Abril 2, 2007 @ 16:12
[...] Nos meios comunitários discute-se agora a possibilidade de banir as lâmpadas convencionais co… Autor: MS [...]
Pingback por Cortar a Direito :: Consumidores são maus decisores… :: April :: 2007 — Abril 2, 2007 @ 17:40
[...] LEITURA COMPLEMENTAR: Porque é que os consumidores não tomam decisões “acertadas”? [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Lâmpadas e acasos — Agosto 29, 2007 @ 11:36