The truth is that men are tired of liberty.
– Benito Mussolini
Num país cheio de jornalismo opinativo, em que não há notícia sem opinião disfarçada, é incompreensível o ruidoso silêncio sobre a concentração de poder policial nas mão do PM. Qualquer PM, porque se há coisa que sabemos é que o Poder não abdica do controlo. A seguir a este PM virá outro e outro e outro. Ainda não estamos prontos, estamos a meio do “amansamento” mas já aceitamos o CU, o controlo securitário dos funcionários públicos, o cruzamento de dados, as câmaras de vigilância, o pré preenchimento das declarações de IRS, a inversão do ónus da prova para efeitos fiscais, as listas de contribuintes com dívidas, bases de dados do ADN de alguns (todos?), as armadilhas das brigadas de trânsito e tantas outras pulsões totalitárias.
O Paulo Gorjão tem compilado links dos blogues que se têm referido a este assunto. Na ausência de opiniões (com a notável e costumeira excepção de Vasco Pulido Valente) e de pressão sobre mais este prego no caixão, tem que ser aqui, na blogosfera, o “media do pijama”. Seguem os links.
André Azevedo Alves (VPV) – O Insurgente
Adolfo Mesquita Nunes – A Arte da Fuga
Adolfo mesquita Nunes – A Arte da Fuga
Helder – O Insurgente
Paulo Gorjão – Bloguítica (vários posts)
Bruno Gonçalves – O Inominável
Rui Cerdeira Branco – O Adufe
Pinho Cardão – Quarta República
Luís Bonifácio – Nova Floresta
JCG – Pedra do Homem
PedroF – Contra Factos & Argumentos
Isabel Morgado – Semi Círculo
Daniel Oliveira – O Arrastão
Rui Perdigão – Vida das Coisas
LNT – Tugir
Jorge A – Despertar da Mente
Gabriel Silva (VPV) – Blasfémias
Henrique Raposo – Blogue da Revista Atlântico
Eh!
Comentário por Ringthane — Março 12, 2007 @ 01:35
Muito bem. (com sotaque à la assembleia da república)
Comentário por Anónimo — Março 12, 2007 @ 12:36
É saudável ter presente que essa “caminho para a servidão” costuma ser traçado com a evocação da emergência na segurança externa e interna.
Ontem o fascismo e o nazismo com o perigo comunista.
Hoje, o “Islão” para subtituir o comunismo, e quando sabemos que não existe um Islão (não existe uma URSS), com capacidade de oferecer ameaça militar.
A lição da história:
Hoje sabe-se que o incêndio do Reichtag foi mesmo uma iniciativa individual isolada de um comunista holandês e que os Nazis não estiveram por detrás do evento que acabou por ditar o estabelecimento definitivo do regime.
Mais irónico é saber que a lista de detenções feitas logo a seguir pelos nazis, tinha sido preparada pelo anterior governo social-democrata como medida de segurança.
Comentário por CN — Março 12, 2007 @ 14:14