Confesso que também não vejo, no momento actual em Portugal, condições para um fusionismo entre liberais e conservadores.
Mas, creio, por razões distintas das indicadas aqui: quanto a liberais, o que existe em Portugal, apesar dos notáveis desenvolvimentos dos últimos anos, é ainda escasso, disperso e – por vezes – insuficientemente fundamentado (tanto no campo da filosofia política como no das aplicações às políticas públicas); quanto a conservadores, diria que, salvo raríssimas excepções com implantação praticamente nula no terreno (ainda menor do que a reduzida expressão dos liberais), o que há em abundância em Portugal são sociais-democratas de (ou à?) direita, com os quais pode – e a meu ver deve – haver entendimentos sempre que possível no que diz respeito às políticas públicas mas não há qualquer fusionismo possível.
Nada disto impede, como é óbvio, que o fusionismo seja um tema intelectualmente interessante.
Hum… há conservadores em Portugal? Quer dizer, para além dos sociais-democratas que referes (que se dizem “de direita”), e a direita reaccionária?
Comentário por AA — Fevereiro 23, 2007 @ 12:05
Dando por adquirido não existir,nem na actualidade nem sequer num futuro muito próximo,tais condições,gosto de pensar que a “impossibilidade” de que fala o Corcunda não tem cabimento.Será?
Comentário por Cristina Ribeiro — Fevereiro 23, 2007 @ 13:46
“há conservadores em Portugal”
Alguns. Mas não acredito que sejam muitos
Comentário por Miguel — Fevereiro 23, 2007 @ 14:45
“Alguns. Mas não acredito que sejam muitos”
Subscrevo.
Comentário por André Azevedo Alves — Fevereiro 23, 2007 @ 15:59