Aqueles cuja posição depende, pelo menos em parte, da hegemonia de uma leitura da história recente portuguesa por uma pouco sofisticada cartilha marxista não se podem dar ao luxo de tentar refutar o que quer seja. Mesmo que tivessem os recursos intelectuais necessários para a tarefa, o risco seria demasiado grande para as estruturas do pensamento politicamente correcto através das quais a esquerda domina a sociedade portuguesa desde o 25 de Abril de 1974.
Garantir o silêncio e a eliminação de qualquer discussão que ouse sair fora dos canônes do politicamente correcto é ainda mais importante para a extrema-esquerda já que, em qualquer avaliação minimamente séria, as suas credenciais históricas apresentam manchas substancialmente maiores e mais encardidas do que as do Estado Novo. Por isso, o apelo à censura não deve ser visto como um mero deslize de um extremista mais alarve, mas como a única defesa possível de quem sabe que a sua posição assenta numa longa série de deturpações e no poder de silenciar e intimidar impunemente quem ouse questioná-las.
Regra geral, a táctica tem resultado nas últimas três décadas. Desta vez, no entanto, a coisa não correu bem e foi aberta um brecha bem visível no muro de propaganda marxista sobre a história contemporânea portuguesa. Jaime Nogueira Pinto poderá ter muitos defeitos, mas o de ceder facilmente a tentativas de intimidação ou aos ditames do politicamente correcto não está certamente entre eles. Os resultados estão à vista nas reacções de indignação da extrema-esquerda.
Que a seguir a esta brecha entre pelo campo da esquerda o grosso da maioria silenciosa e envergonhada pela cobardia de tantos anos.A renovação não pode ser executada pelos mesmos que criaram o desastre…
Comentário por SUBMARINO — Fevereiro 15, 2007 @ 19:47
[...] Arroja, que no essencial se limitam a apontar dados históricos, desencadearam. Aparentemente, o véu de propaganda marxista que cobre a história contemporânea portuguesa é ainda mais espesso do que eu julgava, pelo menos no que diz respeito às concepções [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Verdades inconvenientes sobre o dinamismo económico do Estado Novo — Fevereiro 18, 2007 @ 18:43
[...] falar em ofensivas de propaganda marxista sobre a história contemporânea: KGB and the plot to taint ‘Nazi pope’ THE KGB hatched a plot [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » O “Papa Nazi”: ficção com a marca do KGB — Fevereiro 18, 2007 @ 22:51
[...] Leitura complementar: Jaime Nogueira Pinto, Salazar e a azia totalitária da extrema-esquerda (2). [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » O museu dedicado a Salazar e os Grandes Portugueses — Março 5, 2007 @ 14:30