With a little help from their friends. Por Leonard Ralha.
Tive essa reacção quando o parece-que-é-mas-não-é líder bloquista proclamou que urge impedir que a objecção de consciência dos médicos “obstaculize” o acesso ao Serviço Nacional de Saúde das mulheres interessadas em “interromper” a gravidez. E como se atingirá tão nobre objectivo? Saneando todos os profissionais de saúde que não concordem em fazer abortos? Limitando o acesso aos hospitais públicos a quem jure por sua honra que aspirará qualquer feto com menos de dez semanas, sejam quais forem as circunstâncias? Isto talvez seja um nadinha controverso, mas há que reconhecer que a marcha do progresso faz sempre algumas vítimas. A não ser, claro está, que Francisco Louçã aproveite o facto de o ministro Correia de Campos ser seu cunhado-de-facto para, num jantar de família, convencê-lo da bondade de resolver o problema através da importação em massa daqueles magníficos médicos cubanos que “el comandante” espalhou pela Venezuela e Bolívia para aumentar a popularidade dos seus “franchisados” em certos segmentos-alvo do eleitorado.