A esta hora é seguro afirmar que o “sim” venceu com uma margem considerável. Pelas razões aqui mencionadas acho que se cometeu um erro gravissimo mas por agora nada mais posso fazer senão esperar que o assunto seja novamente referendado.
Para já, resta-me esperar e que o aborto seja mantido fora do SNS e que aos médicos seja reconhecida a possibilidade de “objecção de consciência”. Estou certo que nestes pontos terei o apoio de muitos dos que alinharam pelo “sim”.
“[...] e que aos médicos seja reconhecida a possibilidade de “objecção de consciência”.”
Também era só o que faltava.
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Comentário por Range-o-Dente — Fevereiro 11, 2007 @ 23:00
É improvável que volte a surgir um novo referendo. Há mudanças civilizacionais que, quando ocorrem em países de matriz europeia, são irreversíveis.
Comentário por DrStrangelove — Fevereiro 11, 2007 @ 23:24
Tanta ficção no mesmo comentário. Mudanças civilizacionais? Como dizia há instantes o Lobo Xavier, parece que entrámos noutra Era por decreto?! Agora por obra e graça do Coreia de Campos, Portugal deixa de ser um país onde se morre na fila de espera…
Comentário por Ringthane — Fevereiro 11, 2007 @ 23:30
“(…)resta-me esperar e que o aborto seja mantido fora do SNS.”
Caro Miguel,
Parece-me um comentário pouco democrático: Não foi isto que estivemos a referendar?!
Comentário por Frederico — Fevereiro 12, 2007 @ 00:04
Dr.Stranglove,mas então o ser vinculativo,ou não,só funciona para um dos lados?
Comentário por Cristina Ribeiro — Fevereiro 12, 2007 @ 00:11
Frederico:
Não. Andámos a referendar apenas e só a despenalização. Não ouviu o Daniel Oliveira?
Comentário por PRB — Fevereiro 12, 2007 @ 00:33
Bem, em vez de esperar por novo referendo, o que pode não acontecer, pode sempre ir para países como Malta ou a Irlanda continuar a impor aos outros a sua concepção de quando a vida intra-uterina se sobrepõe ao valor da liberdade da mulher.
Se não lhe der jeito, vai ter que usar da tolerância que ainda aí tiver.
Comentário por Vasco — Fevereiro 12, 2007 @ 04:10
“Parece-me um comentário pouco democrático: Não foi isto que estivemos a referendar”
Caro Frederico, a crer na declarações de muitas pessoas do “sim” (não só do DO) parece que não. A não ser que hoje tenham mudado de opinião.
Por outro lado o seu comentário deixa supor que, após qualquer acto eleitoral, estamos impedidos de nos opor à vontade da maioria. Bastante iliberal…
Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 08:29
“Bem, em vez de esperar por novo referendo, o que pode não acontecer, pode sempre ir para países como Malta ou a Irlanda(…)”
Sobre vários domínios parece-me que a Irlanda é bem mais desenvolvida que Portugal.
“(…) continuar a impor aos outros a sua concepção de quando a vida intra-uterina se sobrepõe ao valor da liberdade da mulher.”
Estranho que para a afirmação da (suposta) “liberdade da mulher” só se consiga alcançar à custa de uma vida. Estanha concepção de liberdade.
“Se não lhe der jeito, vai ter que usar da tolerância que ainda aí tiver”
Estou esclarecido quanto à tolerância de alguns adeptos do “sim”.
Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 08:34
Caro Miguel,
Não me parece que o aborto deva ficar a coberto do Serviço Nacional de Saúde. Ele deve ser pago. Tal como também deviam ser pagos muitos ouytros serviços. Por exemplo, desportos radicais. Porque é que eu terei de pagar a maluqice de alguém que tem depois de ser salvo por um helicóptero, ou coisa parecida?
Comentário por José F. — Fevereiro 12, 2007 @ 11:12
“Estranho que para a afirmação da (suposta) “liberdade da mulher” só se consiga alcançar à custa de uma vida. Estanha concepção de liberdade.”
Estás a roçar a demagogia primária, meu caro. Parece-me que a ainda não digeriste o resultado do referendo de ontem à noite. Foi assim como um valente duche frio, não foi? Que o mundo não é um mero prolongamento do Insurgente.
Às vezes fazes-me lembrar aquelas pessoas que, nos idos anos setenta, viam a realidade do país à luz do Avante!, e que se convenciam de que o PC estava predestinado a um resultado fabuloso nas futuras eleições.
P.S. No Concelho de Setúbal o Sim obteve mais de 80% dos votos…
Comentário por Luís Marvão — Fevereiro 12, 2007 @ 11:43
“Estás a roçar a demagogia primária, meu caro. Parece-me que a ainda não digeriste o resultado do referendo de ontem à noite. Foi assim como um valente duche frio, não foi? Que o mundo não é um mero prolongamento do Insurgente.”
Demagogia? Não me parece. O aborto não implica a morte do feto?
Existe alguma falsidade nisto?
Quanto ao “mundo” não descobri nada de novo ontem.
Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:15
“Às vezes fazes-me lembrar aquelas pessoas que, nos idos anos setenta, viam a realidade do país à luz do Avante!, e que se convenciam de que o PC estava predestinado a um resultado fabuloso nas futuras eleições”
Isso deves saber melhor que eu. Nunca fui do PCP nem frequentei a “festa do Avante”.
Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:17
“P.S. No Concelho de Setúbal o Sim obteve mais de 80% dos votos…”
E?
Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:19
Mais uma coisa.
Neste referendo apoiei o lado que perdeu. O mesmo sucedeu em eleições presidenciais, autarquicas e legislativas.
Seria suposto alterar as minhas convições a “sabor” dos resultados eleitorais?
Votas sempre no “partido” vencedor?
Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:27
Meus pesames, portugueses…
Comentário por Patricia M. — Fevereiro 12, 2007 @ 13:05
[...] contrário do Miguel, a minha esperança de que o aborto a pedido não vá ser convertido em mais um “direito [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Depois do referendo — Fevereiro 12, 2007 @ 13:10
“Meus pesames, portugueses…”
Patrícia,
Eu não estou de luto
P.S. Bom ano.
Comentário por Luís Marvão — Fevereiro 12, 2007 @ 14:49