O Insurgente

Fevereiro 11, 2007

Acerca do resultado do referendo

Filed under: Política,Portugal — Miguel Noronha @ 22:38

A esta hora é seguro afirmar que o “sim” venceu com uma margem considerável. Pelas razões aqui mencionadas acho que se cometeu um erro gravissimo mas por agora nada mais posso fazer senão esperar que o assunto seja novamente referendado.

Para já, resta-me esperar e que o aborto seja mantido fora do SNS e que aos médicos seja reconhecida a possibilidade de “objecção de consciência”. Estou certo que nestes pontos terei o apoio de muitos dos que alinharam pelo “sim”.

Deixe um Comentário »

  1. “[...] e que aos médicos seja reconhecida a possibilidade de “objecção de consciência”.”

    Também era só o que faltava.

    .

    Comentário por Range-o-Dente — Fevereiro 11, 2007 @ 23:00

  2. É improvável que volte a surgir um novo referendo. Há mudanças civilizacionais que, quando ocorrem em países de matriz europeia, são irreversíveis.

    Comentário por DrStrangelove — Fevereiro 11, 2007 @ 23:24

  3. Tanta ficção no mesmo comentário. Mudanças civilizacionais? Como dizia há instantes o Lobo Xavier, parece que entrámos noutra Era por decreto?! Agora por obra e graça do Coreia de Campos, Portugal deixa de ser um país onde se morre na fila de espera…

    Comentário por Ringthane — Fevereiro 11, 2007 @ 23:30

  4. “(…)resta-me esperar e que o aborto seja mantido fora do SNS.”

    Caro Miguel,
    Parece-me um comentário pouco democrático: Não foi isto que estivemos a referendar?!

    Comentário por Frederico — Fevereiro 12, 2007 @ 00:04

  5. Dr.Stranglove,mas então o ser vinculativo,ou não,só funciona para um dos lados?

    Comentário por Cristina Ribeiro — Fevereiro 12, 2007 @ 00:11

  6. Frederico:

    Não. Andámos a referendar apenas e só a despenalização. Não ouviu o Daniel Oliveira?

    Comentário por PRB — Fevereiro 12, 2007 @ 00:33

  7. Bem, em vez de esperar por novo referendo, o que pode não acontecer, pode sempre ir para países como Malta ou a Irlanda continuar a impor aos outros a sua concepção de quando a vida intra-uterina se sobrepõe ao valor da liberdade da mulher.

    Se não lhe der jeito, vai ter que usar da tolerância que ainda aí tiver.

    Comentário por Vasco — Fevereiro 12, 2007 @ 04:10

  8. “Parece-me um comentário pouco democrático: Não foi isto que estivemos a referendar”

    Caro Frederico, a crer na declarações de muitas pessoas do “sim” (não só do DO) parece que não. A não ser que hoje tenham mudado de opinião.
    Por outro lado o seu comentário deixa supor que, após qualquer acto eleitoral, estamos impedidos de nos opor à vontade da maioria. Bastante iliberal…

    Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 08:29

  9. “Bem, em vez de esperar por novo referendo, o que pode não acontecer, pode sempre ir para países como Malta ou a Irlanda(…)”

    Sobre vários domínios parece-me que a Irlanda é bem mais desenvolvida que Portugal.

    “(…) continuar a impor aos outros a sua concepção de quando a vida intra-uterina se sobrepõe ao valor da liberdade da mulher.”

    Estranho que para a afirmação da (suposta) “liberdade da mulher” só se consiga alcançar à custa de uma vida. Estanha concepção de liberdade.

    “Se não lhe der jeito, vai ter que usar da tolerância que ainda aí tiver”

    Estou esclarecido quanto à tolerância de alguns adeptos do “sim”.

    Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 08:34

  10. Caro Miguel,
    Não me parece que o aborto deva ficar a coberto do Serviço Nacional de Saúde. Ele deve ser pago. Tal como também deviam ser pagos muitos ouytros serviços. Por exemplo, desportos radicais. Porque é que eu terei de pagar a maluqice de alguém que tem depois de ser salvo por um helicóptero, ou coisa parecida?

    Comentário por José F. — Fevereiro 12, 2007 @ 11:12

  11. “Estranho que para a afirmação da (suposta) “liberdade da mulher” só se consiga alcançar à custa de uma vida. Estanha concepção de liberdade.”
    Estás a roçar a demagogia primária, meu caro. Parece-me que a ainda não digeriste o resultado do referendo de ontem à noite. Foi assim como um valente duche frio, não foi? Que o mundo não é um mero prolongamento do Insurgente.
    Às vezes fazes-me lembrar aquelas pessoas que, nos idos anos setenta, viam a realidade do país à luz do Avante!, e que se convenciam de que o PC estava predestinado a um resultado fabuloso nas futuras eleições.

    P.S. No Concelho de Setúbal o Sim obteve mais de 80% dos votos…

    Comentário por Luís Marvão — Fevereiro 12, 2007 @ 11:43

  12. “Estás a roçar a demagogia primária, meu caro. Parece-me que a ainda não digeriste o resultado do referendo de ontem à noite. Foi assim como um valente duche frio, não foi? Que o mundo não é um mero prolongamento do Insurgente.”

    Demagogia? Não me parece. O aborto não implica a morte do feto?
    Existe alguma falsidade nisto?

    Quanto ao “mundo” não descobri nada de novo ontem.

    Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:15

  13. “Às vezes fazes-me lembrar aquelas pessoas que, nos idos anos setenta, viam a realidade do país à luz do Avante!, e que se convenciam de que o PC estava predestinado a um resultado fabuloso nas futuras eleições”

    Isso deves saber melhor que eu. Nunca fui do PCP nem frequentei a “festa do Avante”.

    Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:17

  14. “P.S. No Concelho de Setúbal o Sim obteve mais de 80% dos votos…”

    E?

    Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:19

  15. Mais uma coisa.
    Neste referendo apoiei o lado que perdeu. O mesmo sucedeu em eleições presidenciais, autarquicas e legislativas.
    Seria suposto alterar as minhas convições a “sabor” dos resultados eleitorais?
    Votas sempre no “partido” vencedor?

    Comentário por Miguel — Fevereiro 12, 2007 @ 12:27

  16. Meus pesames, portugueses…

    Comentário por Patricia M. — Fevereiro 12, 2007 @ 13:05

  17. [...] contrário do Miguel, a minha esperança de que o aborto a pedido não vá ser convertido em mais um “direito [...]

    Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Depois do referendo — Fevereiro 12, 2007 @ 13:10

  18. “Meus pesames, portugueses…”
    Patrícia,

    Eu não estou de luto ;)

    P.S. Bom ano.

    Comentário por Luís Marvão — Fevereiro 12, 2007 @ 14:49


RSS feed para os comentários a este artigo. TrackBack URI

Deixar uma resposta

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Modificar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Modificar )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Modificar )

Connecting to %s

Tema: Rubric. Blog em WordPress.com.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 2.441 outros seguidores