Acho que o RMD foi injusto neste post, ao associar o sketch da campanha do “Sim” que Ricardo Araújo Pereira protagonizou no prime time da RTP ao Bloco de Esquerda. O mesmo se pode dizer do Bz, que relembrou declarações de RAP (assegurando que a sua participação no Movimento Jovens pelo Sim se dava na condição de cidadão e não na de humorista) para sugerir uma possível incoerência.
Na verdade, vejo com naturalidade a utilização por RAP de um programa de entretenimento no prime time da televisão estatal, em vésperas de início oficial de campanha, para fazer campanha pelo “Sim”. Tendo em conta que dificilmente algum texto do artista em questão poderia ser levado a sério e que a primeira intervenção pública como “cidadão” foi, digamos (os eufemismos nestes casos ficam quase sempre bem), menos conseguida, a opção de usar o programa da RTP torna-se perfeitamente compreensível.
Se tivermos adicionalmente em consideração o papel crucial dos media e do Estado na campanha pela liberalização total e subsidiação do aborto e a falta de argumentos do “Sim”, o recurso a um sketch humorístico no prime time da RTP num contexto em que o “Não” vem ganhando terreno nas sondagens torna-se uma opção não só compreensível como natural.
vivem tão mal com a liberdade de expressão dos outros. O humor, para ser bonitinho, deve ser neutro, não ter opinião. Devem ser uma larachas qe não chateiem.
Comentário por Daniel Oliveira — Janeiro 31, 2007 @ 04:15
De facto é verdade, e este post do AAA é assaz ridículo e transborda mal-estar.
E sobre os argumentos do Sim, o André faz-me lembrar “a história do espelho meu, há alguém tenha melhores argumentos do que eu?”
Comentário por Luís Marvão — Janeiro 31, 2007 @ 09:44
de facto, menos credível do que um texto do rap, só um do aaa…
aquele sketch doeu mesmo, não foi?
Comentário por CMV — Janeiro 31, 2007 @ 10:31
Eu acho que estes abusos do serviço público de TV deviam ser criminalizados, mas sem pena.
Se quiseres, André, é mais um caso para exigir a extinção da RTP, que reclamar isenção é investir contra moinhos..
Comentário por AA — Janeiro 31, 2007 @ 11:53
O sketch do Gato Fedorento é simplesmente brilhante. Pela imitação e pelo conteúdo.
Se servir de consolo, a alegada utilização do prime time para fazer campanha pelo Sim apenas contrabalançaria a efectiva utilização do prime time para fazer campanha pelo Não por parte do objecto da imitação, MRS.
Comentário por AS — Janeiro 31, 2007 @ 12:04
O seu post é a prova de como o humor pode ser muito eficaz na exposição do ridículo que caracteriza certas “solenes” posições. Foi mesmo em cheio, não foi? Tanta azia…
Comentário por A.Pinto — Janeiro 31, 2007 @ 14:40
“Se quiseres, André, é mais um caso para exigir a extinção da RTP, que reclamar isenção é investir contra moinhos..”
Sem dúvida AA. Nunca tive ilusões a esse respeito.
Comentário por André Azevedo Alves — Janeiro 31, 2007 @ 17:33
Engraçado, ainda não vi ninguém a comentar o conteúdo do sketch…
André, explica lá melhor o que queres dizer com a falta de argumentos do Sim
Comentário por Joao Galamba — Janeiro 31, 2007 @ 17:49
André,
O teu ponto não faz muito sentido porque antes dos Gatos passou o marcelo. Achas que os gatos deviam ser politicamente correctos? Ou será que só defendes esta prática totalitária da esquerda pós moderna relativista niilista etc… no caso do aborto?
Gostava, sinceramente, de ler a tua resposta
Joao
Comentário por Joao Galamba — Janeiro 31, 2007 @ 19:00
«Nunca tive ilusões a esse respeito.», André Azevedo Alves , 31 de Janeiro de 2007 às 5:33 pm
Mas não defendeu a extinção da RTP nem clamou pela isenção da RTP a propósito das efectivas acções de campanha pelo Não levadas a cabo por MRS no prime time da mesma RTP.
O uso do prime time da RTP para defender uma posição sobre o aborto só é condenável se for (alegadamente) praticado pela outra facção ? Só MRS é que pode ter opinião ?
Comentário por AS — Janeiro 31, 2007 @ 19:08
«André, explica lá melhor o que queres dizer com a falta de argumentos do Sim»
Deve querer dizer que como não se dá ao trabalho de procurar ler/ouvir os argumentos, racionais (por contraposição a Lídias Jorge, por exemplo), do “Sim”, acha que o “Sim” não terá argumentos.
Comentário por Jam — Janeiro 31, 2007 @ 21:31
[...] campanha pelo “Sim” feita a brincar ficou, como se viu, para o prime time de um programa de entretenimento na RTP. Como o que está em questão é também [...]
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