Daniel Oliveira pode ser extremista e demagogo, mas não é nada parvo e sabe muito bem como ganhar terreno para os seus objectivos e para os do Bloco de Esquerda. No meio de uma maioria consistente, estranho especialmente a presença aqui de Vasco Rato e do meu amigo CAA, ainda que por razões diferentes.
Não fossem aliás os dotes encantatórios do BE (pelos quais há que reconhecer méritos aos bloquistas) e a inabilidade dos seus adversários políticos e seria impensável que um pequeno agrupamento de extrema-esquerda marcasse como marca a agenda política portuguesa e tivesse um peso completamente desproporcional nos principais meios de comunicação social nacionais.
Note-se que não sugiro sequer qualquer tese conspirativa. As explicações mais simples são (quase) sempre as melhores: mérito da extrema-esquerda bloquista e passividade e incapacidade de acção de todos os que se lhe deveriam opor, incluindo, naturalmente os liberais.
Completamente de acordo, André.
Comentário por Paulo Pinto Mascarenhas — Janeiro 20, 2007 @ 02:50
Mas diga-me André, será que os tentáculos do BE também têm a capacidade de moldar a opinião dos participantes desse blog (aquele que nós sabemos?
Comentário por Conde da Buraca — Janeiro 20, 2007 @ 06:28
[...] Q.E.D.: O Sim no Referendo já está hiperactivo. E, como sempre, foi um convertido o que maior incómodo mostrou pelo desvio à ortodoxia. Árduas são as provas que tem de ultrapassar quem quer ser aceite numa nova seita. Nunca os desiludir, nunca os desiludir. – Daniel Oliveira [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Os arrastados e a corrente bloquista (2) — Janeiro 20, 2007 @ 18:31
Sem dúvida. Ir atrás do Bloco de Esquerda, seja nesta ou noutra qualquer matéria, apenas se está a validar as suas tácticas de guerrilha, concedendo-lhe credibilidade e visibilidade.
Comentário por Nuno Gouveia — Janeiro 20, 2007 @ 20:31
[...] Leitura complementar: Os arrastados e a corrente bloquista. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Os arrastados e a corrente bloquista (3) — Janeiro 20, 2007 @ 21:07
[...] Infelizmente, apesar dos exemplos recentes e da prática de sempre (que tão bons resultados tem dado), não falta quem continue disponível para servir sopa à extrema-esquerda bloquista. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Há desvios e desvios… — Janeiro 21, 2007 @ 19:12
[...] Acho que era perfeitamente dispensável Daniel Oliveira troçar desta forma dos seus colegas de blogue que não são nem activistas da extrema-esquerda bloquista nem obstinados das causas fracturantes. O que interessava ao Bloco de Esquerda foi conseguido pelo apelo à (suposta) causa comum. Não é correcto ainda por cima vir agora tratar indirectamente assim os arrastados que escrevem no mesmo blogue. [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Usando a máscara da democracia pluralista se disfarça o bloquista — Janeiro 21, 2007 @ 22:30
[...] É com este tipo de gente que alguns não têm problemas em alinhar para defender a liberalização total do aborto. Sendo as questões obviamente incomparáveis (o que está em causa quanto à liberalização total do aborto é infinitamente mais grave do que qualquer resultado do concurso que tantas dores de cabeça está a dar à RTP), pergunto-me ainda assim quantos arrastados haveria para uma iniciativa de extrema-esquerda que apelasse ao “voto útil” para a boa causa de impedir a vitória de Salazar… [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » Os bloquistas fãs de Cunhal e o triste destino dos arrastados — Janeiro 25, 2007 @ 00:55
[...] estava. Duvido que os resultados deste tipo de campanha sejam benéficos para a causa do “Sim” [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » A campanha de lama da extrema-esquerda pelo “Sim” (5) — Janeiro 26, 2007 @ 16:20