O Insurgente

Janeiro 14, 2007

Taming the Devil I

Filed under: Diversos — Helder Ferreira @ 22:56

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Há com certeza outras funções e interesses na arte. A que me importa e faz mexer é só uma: a arte é a domesticação dos demónios que carregamos. O artista é uma espécie de intérprete dos demónios que nos afectam, traduz o mais profundo que há em nós em obras e por elas expiamos pecados, desejos, emoções. Seja na pintura, escultura, cinema, teatro, literatura ou na música. Os nossos demónios são sugados e expostos nas obras de outrem, dos que têm uma espécie de visão, um sexto sentido que nos escapa. Por isso é que Tapiès, Julião Sarmento ou Cristina Ataíde são especiais. Há ali um bocado nosso, intenso, doloroso e estranhamente familiar. Go figure.

Adenda: Pelo exposto, chateia-me a linguagem ininteligível dos críticos de arte. Quero lá saber se o autor percepcionou os limites minimalistas da hermenêutica desconstrutivista ou se lobrigou o êxtase percorrendo percepções e caminhos expostos à crítica da metafísica pós contemporânea! Se toca naquele neurónio certo onde se abrigam os demónios é porque é bom.

Adenda II: Outro bom, Andrea Dojmi.

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