O Insurgente

Janeiro 13, 2007

Com a (eco-)religião não se brinca

Filed under: Economia,Internacional,Portugal,Religião — André Azevedo Alves @ 15:32

Não obstante toda a sua indiscutível experiência, José Medeiros Ferreira talvez não faça ideia dos riscos que corre ao exprimir dúvidas como esta (ainda que em jeito de amigável provocação):

A certeza da mudança climática no futuro faz-me alguma impressão numa altura em que dificilmente se prevê o estado do tempo para além de alguns dias sem o recurso às séries estatísticas que o passado nos legou.

Não só a certeza absoluta das mudanças climáticas para as próximas centenas de anos (com estimativas até às décimas…) não se contesta como não podem ser postas em causa as medidas que devem ser tomadas no caso de se admitir essa certeza.

Leituras complementares: Alterações climáticas e cepticismo económico; Salvar o planeta; Alterações climáticas, eco-fanatismo e o mitológico IPCC.

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  1. Como o passado são continuas mudanças climáticas esta é uma certeza -ou quase certeza- a não ser que algo fundamental mude.

    Comentário por lucklucky — Janeiro 13, 2007 @ 16:08

  2. Sim, mas a questão é saber se há certeza (ou razoável certeza) quanto às previsões para as próximas centenas de anos.

    Comentário por AAA — Janeiro 13, 2007 @ 17:09

  3. Lá anda esta gente a confundir metereologia com climatologia. Irra!

    Comentário por toni — Janeiro 13, 2007 @ 17:52

  4. Caro toni, a grande diferença é que a meteorológia depende de menos variáveis e mesmo assim basta um variação infinitesimal numa delas para inverter completamente as previsões a partir de alguns dias.

    Em relação ao clima, as variáveis não só são muitas mais, como muitas delas não são conhecidas e muito menos consideradas nos modelos.

    De certo apenas temos o passado. E o registo fóssil diz-nos que a mudança é constante, por vezes abrupta e que isso aconteceu várias vezes antes de o homo sapiens ter qualquer influência significativa no ambiente.

    Como se passa disto para o ecofascismo e a condenação do nosso modo de vida, é que as mentes racionais não entendem.

    Que fazer?
    Talvez deixar de respirar…cada vez que alguém respira emite baforadas de CO2.

    Comentário por Lidador — Janeiro 14, 2007 @ 12:02

  5. “E o registo fóssil diz-nos que a mudança é constante, por vezes abrupta e que isso aconteceu várias vezes antes de o homo sapiens ter qualquer influência significativa no ambiente.”

    O registo geológico também nos dá informações sobre as causas dessas alterações passadas que não são aplicaveis para justificar o aquecimento actual.
    Que fazer?

    Comentário por toni — Janeiro 14, 2007 @ 14:04

  6. Que fazer?

    O que se deve fazer sempre antes de agir: estudar e procurar entender os fenómenos.

    O que se não deve fazer: embarcar em ideologias catastrofistas irracionais, cujos resultados ninguém conhece, mas que passam sempre (as ideologias), pela culpa do homem e do desenvolvimento.

    Os ecofascistas, se estão tão convencidos de que é o homem o culpado, têm uma boa forma de contribuir para a solução: suicídio!

    Estranhamente não o fazem…a impressão que se colhe é que a culpa é do homem, em abstracto, mas não daqueles homens em concreto.

    No fundo a culpa, se não é orfã, é sempre dos outros. Para mentes simples, é sempre necessário um bode expiatório que possa ser odiado, porque não dá jeito nenhum odiar e protestar contra a precessão dos equinócios, contra os ciclos orbitais, etc.

    Comentário por Lidador — Janeiro 14, 2007 @ 14:48

  7. E eu a pensar que ja havia uma quantidade considerável de gente a estudar o assunto, há já bastante tempo…

    Comentário por toni — Janeiro 14, 2007 @ 15:49

  8. E vão continuar, porque neste assunto só os ecofascistas têm certezas.
    Aliás já as tinham antes. Chegaram-lhes por Revelação divina, ou por leitura aturada de entranhas de galinha.
    É por isso que já sabem tudo o que há para saber e se limitam a pescar nos relatórios as frases que lhes dão jeito.
    Mas só essas.

    No fim são os seu e o meu bolso que irão pagar tantas “certezas” ecológicas, como se nesta materia fosse possível prever o futuro.

    Não é!

    Comentário por Lidador — Janeiro 14, 2007 @ 17:20


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