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	<title>Comentários em: Contabilidade criativa?</title>
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		<title>Por: António Bastos</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2006/12/22/contabilidade-criativa/#comment-11198</link>
		<dc:creator><![CDATA[António Bastos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2006 23:18:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Este acontecimento, como muitos outros, apenas vem confirmar que, para além de toda a intensíssima propaganda governamental que não olha a meios, o governo está desesperado para encontrar fundos para fazer face à sempre crescente despesa pública. Ele &quot;vira gavetas ao contrário, levanta colchões&quot; e espreme-nos até à última gota de sangue. Somos um país a ser devorado pelo seu próprio Estado, qual buraco negro! Quanto tempo mais?]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este acontecimento, como muitos outros, apenas vem confirmar que, para além de toda a intensíssima propaganda governamental que não olha a meios, o governo está desesperado para encontrar fundos para fazer face à sempre crescente despesa pública. Ele &#8220;vira gavetas ao contrário, levanta colchões&#8221; e espreme-nos até à última gota de sangue. Somos um país a ser devorado pelo seu próprio Estado, qual buraco negro! Quanto tempo mais?</p>
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		<title>Por: AS</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2006/12/22/contabilidade-criativa/#comment-11197</link>
		<dc:creator><![CDATA[AS]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2006 23:11:42 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Este tipo de operações imobiliárias do Estado (e especulativas, para usar uma palavra que os donos do Estado tanto gostam de atirar, em tom de libelo acusatório, contra os cidadãos e as empresas que são proprietárias de activos reais) são de uma imoralidade sem limites.

Repare-se na sequência de acontecimentos:
1) Expropriação do terreno, muitas vezes selvagem (isto é, sem o pagamento da devida indemnização aos proprietários), por utilidade pública;
2) Construção no terreno, com o dinheiro cobrado aos cidadãos por via dos impostos ou com o dinheiro resultante da venda de património adquirido pelo Estado com o dinheiro cobrado aos cidadãos por via dos impostos, de um equipamento que ficará ao serviço de toda a sociedade;
3) Desactivação desse equipamento algum tempo depois;
4) Repetição dos passos descritos em 1) e 2) noutro local;
5) Aprovação de generosas áreas construtivas* (que um promotor privado provavelmente não conseguiria aprovar), actuando como juiz em causa própria, no local onde estava construído o equipamento entretanto desactivado;
6) Venda do respectivo terreno, ou do terreno mais o equipamento, em hasta pública (um método de comercialização em que vigora o princípio “quanto mais elevado o preço melhor”, de que resulta a criação de uma referência, em alta, para todo o mercado imobiliário).

Quem é o “pato bravo” quem é ?

* a obrigatoriedade “poética”, em show-off pseudo-cultural, de manter o “núcleo histórico” será certamente compensada com mais área construtiva ao lado ou fora do “núcleo histórico”.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Este tipo de operações imobiliárias do Estado (e especulativas, para usar uma palavra que os donos do Estado tanto gostam de atirar, em tom de libelo acusatório, contra os cidadãos e as empresas que são proprietárias de activos reais) são de uma imoralidade sem limites.</p>
<p>Repare-se na sequência de acontecimentos:<br />
1) Expropriação do terreno, muitas vezes selvagem (isto é, sem o pagamento da devida indemnização aos proprietários), por utilidade pública;<br />
2) Construção no terreno, com o dinheiro cobrado aos cidadãos por via dos impostos ou com o dinheiro resultante da venda de património adquirido pelo Estado com o dinheiro cobrado aos cidadãos por via dos impostos, de um equipamento que ficará ao serviço de toda a sociedade;<br />
3) Desactivação desse equipamento algum tempo depois;<br />
4) Repetição dos passos descritos em 1) e 2) noutro local;<br />
5) Aprovação de generosas áreas construtivas* (que um promotor privado provavelmente não conseguiria aprovar), actuando como juiz em causa própria, no local onde estava construído o equipamento entretanto desactivado;<br />
6) Venda do respectivo terreno, ou do terreno mais o equipamento, em hasta pública (um método de comercialização em que vigora o princípio “quanto mais elevado o preço melhor”, de que resulta a criação de uma referência, em alta, para todo o mercado imobiliário).</p>
<p>Quem é o “pato bravo” quem é ?</p>
<p>* a obrigatoriedade “poética”, em show-off pseudo-cultural, de manter o “núcleo histórico” será certamente compensada com mais área construtiva ao lado ou fora do “núcleo histórico”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Rui Carmo</title>
		<link>http://oinsurgente.org/2006/12/22/contabilidade-criativa/#comment-11196</link>
		<dc:creator><![CDATA[Rui Carmo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2006 17:09:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro BZ,
foi uma voz do além que soprou ao Governo que nos governa a tal valorizaçãozita dos 60 milhões. A coisa foi feita mesmo antes do Natal porque as pessoas que dão ordens e tal precisam de comprar as prendinhas e a benção do Divino pode ser muito importante nestas coisas de fé.
Bom Natal, pá!]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro BZ,<br />
foi uma voz do além que soprou ao Governo que nos governa a tal valorizaçãozita dos 60 milhões. A coisa foi feita mesmo antes do Natal porque as pessoas que dão ordens e tal precisam de comprar as prendinhas e a benção do Divino pode ser muito importante nestas coisas de fé.<br />
Bom Natal, pá!</p>
]]></content:encoded>
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