Os advogados e os consultores poderão ser obrigados a divulgar às Finanças o planeamento fiscal que desenvolveram para os seus clientes, independentemente do sector de actividade.
A intenção foi incluída pelo PS na proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano, que está a ser discutida na especialidade pelos deputados da Assembleia da República.
De acordo com as edições de hoje do “Jornal de Negócios” e do “Semanário Económico”, o objectivo é que aqueles profissionais informem o fisco das situações que indiciem a obtenção de vantagens fiscais para os seus clientes.
Na ânsia de angariar financiamentos para o falido estado social o Governo PS não olha a meios. Nem que para isso tenha de proibir ex-post operações legalmente permitidas ou obrigar terceiros a agir comos seus agentes atropelando o sigilo profissional e a confiança que deve existir entre partes contratantes. A liberdade económica já viu melhores dias em Portugal. Espanta-me é que o governo ainda se proponha fomentar o investimento.(*)
(*) Falo, é claro, do investimento que gera riqueza e não de “projectos mobilizadores” como a Ota ou o TGV.
(via Small Brother)
Essa, de facto, a ser verdade (é difícil acreditar) não lembra nem ao diabo.
O passo seguinte será o de colocar uma estrelinha à porta de advogados e clientes que façam planificação fiscal.
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Comentário por Range-o-Dente — Novembro 28, 2006 @ 09:41
Presumo que passem a ser uma especie em vias de extinção.
Comentário por Miguel — Novembro 28, 2006 @ 09:53
Este é o problema de um Estado “eficiente”, um discurso até habitual em alguns liberais demasiado optimistas.
Comentário por CN — Novembro 28, 2006 @ 10:37
Na minha terra, Beira Baixa, diz-se: Com a verdade te engano!
Pois se são os governos que deixam os buracos na Lei para os Consultores ( que são os governantes quando saem do governo )explorarem!
Há bem pouco tempo tivemos um bom exemplo, com o famosos estudo dos 50 000 Contos!
Não se preocupem, é pólvora seca!
Comentário por Luis Moreira — Novembro 28, 2006 @ 19:48