O Insurgente

Novembro 6, 2006

Responsabilidade social

Arquivado em: Política, Portugal — LA @ 16:30

[Via SIC Notícias]

Vai sendo mais que tempo de respondermos à pergunta: queremos contribuir, com os nossos impostos, para um estado assistencialista, omnipresente e omnisciente, cego e igualitário na sua redistribuição forçada de rendimentos, ou queremos que o estado possa usar os recursos que retira aos contribuintes para assistir aos que temporariamente ou por circunstâncias adversas se encontram impossibilitados de se valerem a si próprios?

É que a existência de uma “safety net”, que não fosse imposta a todos mas antes fosse algo que todos procurassem evitar (pelo que representa de último recurso face ao inesperado) e que não incluíssem nos seus planos para enfrentar as incertezas do futuro, não é a mesma coisa que realidade do estado providência de hoje. O actual estado assistencialista, deixa passar pelas malhas da sua rede, de tão esticada e esburacada que está, aqueles que deveriam beneficiar do apoio da comunidade em momentos de aflição.
É responsabilidade de cada um em preparar o futuro, precavendo-se o melhor que possa, tendo em conta os factores que pode controlar. A rede de segurança deve só ser activada face aquilo que não pôde ser antecipado.

10 Comentários »

  1. “A rede de segurança deve só ser activada face aquilo que não pôde ser antecipado. ”

    Mas isso pode ser providenciado pela sociedade civil. O problema é que entretanto as alterações de comportamento da sociedade adaptaram-se aos incentivos do estado social, e portanto quer o comportamente de solidariedade em familia e entre gerações alterou-se.

    Comentário por CN — Novembro 6, 2006 @ 17:57

  2. Isso è o que toda a gente deseja… Nunca precisar de ajuda do estado!
    Mas como podera isso acontecer??? Se ha pessoas que ja nascem condenadas de nascença a uma vida de elevado grau de dificuldade… que eu nunca tive, e que tu nunca tiveste.

    Espero que nunca venhas a precisar dessa ajudazinha.
    O que no fundo voces querem… è que o proximo se lixe!!! Voces vivem bem!!

    Vamos la ser um pouco menos egoistas e individualistas!

    Nunca esquecer que o medico nao è ninguem sem o homem do lixo!

    Comentário por Libertatia — Novembro 6, 2006 @ 19:15

  3. “O problema é que entretanto as alterações de comportamento da sociedade adaptaram-se aos incentivos do estado social, e portanto quer o comportamente de solidariedade em familia e entre gerações alterou-se.”

    Com certeza.
    No entanto, há situações em que nem mesmo essa rede familiar de assistência (com tendência a perder-se…) pode ser invocada.
    Claro que a sociedade civil pode organizar-se para fornecer esse apoio, essa “rede de emergância”. A esta, deve o Estado, como alocador dos recursos de todos os contribuintes, ter um papel de segunda intervenção. O problema pode-se dar se, numa espécie de “pescadinha de rabo na boca” (dado o que o CN disse acima), não existirem na sociedade civil a capacidade financeira e de vontades para a existência eficaz dessa rede privada.
    Mais uma vez, não está em causa a defesa de uma providência omnipresente, desresponsabilizadora dos cidadãos.

    Comentário por LA — Novembro 6, 2006 @ 19:34

  4. “O que no fundo voces querem… è que o proximo se lixe!!! ”

    Lamento que pense assim.

    Comentário por LA — Novembro 6, 2006 @ 19:35

  5. Então gostaria de viver nos EUA onde existem 45 milhões de pessoas sem seguro de saúde? Já comparou a percentagem dos gastos da saúde em termos de PIB dos EUA com os países europeus? Tem conhecimento dos índices de saúde nos EUA por comparação com outros países, como, por exemplo o Canadá?
    Antes de alardear o seu liberalismo nesta como noutras matérias convém fazer o trabalho de casa. E se fizesse isso iria verificar que a realidade dos números contradiz a sua opinião.

    P.S. A fé dos liberais evengélicos faz-me lembrar a fé dos marxistas ortodoxos. Perante a evidência da realidade entram em processo de negação.

    Comentário por PJ — Novembro 6, 2006 @ 20:06

  6. “Já comparou a percentagem dos gastos da saúde em termos de PIB dos EUA com os países europeus?”

    É superior ao caso português. Medicaid e Medicare.

    “A fé dos liberais evengélicos”

    Esta é nova.

    “marxistas ortodoxos”

    Esta nem por isso. E fássistas??

    Comentário por Helder — Novembro 6, 2006 @ 20:44

  7. “Já comparou a percentagem dos gastos da saúde em termos de PIB dos EUA com os países europeus?”

    Creio que o gasto privado+publico dos EUA na Saude é superior ao europeu. Lembro-me de ter visto os numeros e ter ficado supreendido. A confirmar, mas é o que tenho de memória.

    Comentário por CN — Novembro 7, 2006 @ 12:43

  8. Não inventem! É bonito, como exercício de puro prazer intelectual,mas a verdade é que há muita gente que se arrasta na miséria!

    Porque não testamos no nosso País a organização social e política, que melhores resultados apresenta,onde há mais gente a viver melhor e há mais tempo?

    E todos sabemos que é nos países do centro e do norte da Europa!

    Nas Sociais Democracias Europeias!

    Só oferecemos a Lua quando sabemos que não temos nada para oferecer!

    Contribuam com a vossa juventude e brilhantismo intelectual, para soluções que realmente melhoram a vida das pessoas!

    A Social Democracia recebe todos de braças abertos!

    Comentário por Luis Moreira — Novembro 7, 2006 @ 23:01

  9. [...] no mesmo país onde os recursos estatais e privados se mostram escassos para prover às situações de verdadeira necessidade, no suporte de uma “safety net”. Deixe um [...]

    Pingback por Consequências totalmente inesperadas das políticas assistencialistas « O Insurgente — Novembro 17, 2009 @ 14:45

  10. [...] É certo que a notoriedade arquitectónica do espaço é maculada pela presença destes indesejáveis – pelo menos assim parecem pensar os novos mandantes dos ministérios ali residentes. Não consigo, com alguma mágoa, deixar de pensar que são estes mesmos gestores da coisa estatal que não conseguem assegurar a boa gestão dos recursos públicos nem com estes contribuir para a existência de uma “rede de segurança” para os realmente necessitados. [...]

    Pingback por Solidariedade « O Insurgente — Novembro 26, 2009 @ 12:53


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