Domingo passado, a SIC transmitiu uma reportagem de estudantes que, para estudarem medicina foram para a República Checa. Como eles há muitos outros à procura do seu futuro fora daqui. O Estado tomou conta do país e obriga portugueses a sair de cá, caso queiram um futuro promissor. Em Portugal, os cidadãos tornaram-se o ‘elo mais fraco’. A porta da rua é a única saída.
Outubro 31, 2006
8 Comentários »
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Verdade, verdadinha!
E depois ainda ha quels que querem privatizar o ensino (quiça para aprendermos o ABC das empresas… ou sera o Ave Maria comercial???) para que assim mais gente tenha que ir estudar para o estrangeiro, pois sairia mais barato nesse entrangeiro… assim como um ensino de melhor qualidade… e o mais engraçado è o exmplo dado vir do sistema de ensino de um dos paises que pertencia ao EX- EIXO DO MAL:)!!!!
Comentário por Captain Mission — Outubro 31, 2006 @ 12:20
pois esse país que pertencia ao EIXO DO MAL cobra nada mais que 8500€ por ANO de propinas aos alunos. E no nosso país 1000€ por ano ainda vão dando para as ocasionais manifestações de rua da estudantada.
como vê, até os países que pertenciam ao EIXO DO MAL já avançaram mais na privatização do ensino que este nosso cantinho à beira mar plantado…
o problema a que julgo que alude AAA é o facto de o Estado, manietado pela Ordem dos Médicos restringir muitíssimo (ao contrário dos outros cursos) o número de vagas
Comentário por Camisa — Outubro 31, 2006 @ 13:06
A semelhança entre o totalitário “quem está mal, não se muda” e o mais moderno “quem está mal muda-se” não é de grau: é o Estado infernizar a vida dos cidadãos.
Comentário por AA — Outubro 31, 2006 @ 13:18
Quem ambicione voos mais largos,e está capacitado para subir cada vez mais alto,está condenado,desde logo,a sair por essa porta;se possível-digo eu-para a terra dos “imperialistas”,onde as oportunidades para os que têm valor para se evidenciarem são mais que muitas.
Comentário por Cristina Ribeiro — Outubro 31, 2006 @ 15:03
Um texto frontal e com (porta de) saída…. ainda que não a mais desejável. Mas ver no isto ainda pode dar…e por quanto tempo os elos mais fortes se aguentam…
Comentário por jmmoreira — Outubro 31, 2006 @ 15:36
“como vê, até os países que pertenciam ao EIXO DO MAL já avançaram mais na privatização do ensino que este nosso cantinho à beira mar plantado…”
O curso em questão foi criado no princípio da década de 90. Curiosamente decidiram que seria dado em inglês. Porquê? Para que os ingleses que também não conseguem entrar nas suas universidades tivessem um sítio acessível onde estudarem (proporcionalmente, a situação inglesa é bastante semelhante com a nossa). Depois começou a ser utilizado também por portugueses e até pelos que, ao fim de um ano nas faculdades francesas, são postos no olho da rua. Olho para o negócio
Não foi propriamente preocupação com os alunos checos que quisessem ir para medicina.
Quanto à Ordem dos Médicos, em 1998 as vagas eram cerca de 500 e em 2006 entraram 1347 (sem contar com as escolas militares, os regimes especiais, as mudanças de curso, os reingressos, as poucas vagas para licenciados), nota-se a pressão e a restrição das vagas… Considerando que cada um destes 1347 alunos custa perto de 10000 euros por ano aos cofres do Estado, não me parece que seja muito boa ideia abrir muitas mais vagas do que aquelas que sejam necessárias. Se o ensino superior fosse privatizado, aí seria outra conversa
Comentário por GC — Outubro 31, 2006 @ 22:49
“Se o ensino superior fosse privatizado”?? Ahn?
Comentário por Nuno Alemão — Novembro 2, 2006 @ 01:16
[...] O Filipe sorriu com este meu ‘post’ dizendo que o problema do nosso atraso está em Portugal e nos portugueses. O sorriso do Filipe não me intriga pois até é bastante familiar. Há muitos anos que sorrisos como o do Filipe diariamente nos acompanham, demonstrando a complacência que a elite, em Portugal, nutre pelas pessoas, um colectivo a que carinhosamente chama de ‘portugueses’. O Filipe vai ficar muito chateado, mas Salazar também era assim. Sorria à farta. Os ‘portugueses’ eram tão incapazes que apenas um homem lúcido (ele) os poderia ajudar. Sem o chefe, era o caos. Com o 25 de Abril e a revolução, a ‘lucidez’ de Salazar passou para o Estado e para aqueles que o governam. É engraçado que os ‘portugueses’ sejam muito inteligentes quando votam e escolhem quem manda no Estado, mas já não o são para decidir aspectos essenciais à sua vida, como seja o caso da educação dos seus filhos e da sua reforma. Outro ponto interessante nesta história de os “portugueses não são capazes” está no definir o que seja essa capacidade. Há 80 anos a maioria era analfabeta e, por isso, entendia-se não ser capaz decidir. Hoje, sabe ler e escrever, mas também já não serve. Diz-me lá, Filipe: Quando é que achas que atingiremos a maioridade? [...]
Pingback por O Insurgente » Blog Archive » A virtude da paciência — Novembro 3, 2006 @ 11:45